"Ontem chorei, vi nos olhos de uma criança, um olhar sem amanhã."

* Mostrar a realidade

A minha intenção ao colocar estas postagens é de mostrar todos os problemas que envolvem as crianças abandonadas.
Tanto os problemas relacionados ao abandono, como também os traumas, as mentiras, os preconceitos. O que envolve os pais que abandonam, os pais que adotam e os filhos adotivos.
Quando se toma uma decisão de adotar é uma responsabilidade muito grande,pois se trata de um ser humano, e as marcas e recordações ficaram pra vida toda.

Pesquisar este blog

Loading...

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Enterrada criança que caiu em canal no Recreio dos Bandeirantes

 - Foi enterrado na tarde deste sábado, no Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte do Rio, o corpo da menina Crystal. A criança, de 1 ano e 2 meses, morreu na sexta-feira à noite no Hospital Miguel Couto, onde estava internada desde quinta-feira, após passar 20 minutos submersa em um canal no Recreio dos Bandeirantes, depois de um acidente de trânsito.
No enterro, o pai do bebê, o enfermeiro Alessandro Sabino, não falou com a imprensa. Ele passou mal e foi amparado por amigos e parentes. A mãe, Elisivane Costa, também não conseguiu conter as lágrimas e saiu do cemitério em uma Kombi da igreja que frequenta em Jacarepaguá, na Zona Oeste.

Crystal chegou a ter uma parada cardíaca no momento em que deu entrada no hospital, mas foi reanimada por uma equipe médica. Durante todo o tempo em que esteve internada, a menina respirou apenas com a ajuda de aparelhos.

O resultado do laudo do Instituto Médico Legal (IML) que vai apontar a causa da morte da criança deve sair em dez dias. A informação é do IML.


Motorista estava alcoolizado e será indiciado

A bebê viajava com a mãe, Leila Ribeiro da Silva, e um casal de amigos. O motorista, Moacir da Silva, 48 anos, teria tentado uma ultrapassagem proibida e perdeu o controle do veículo, caindo no canal. Os três adultos conseguiram sair com ajuda de um pescador e guardas municipais.

Bombeiros da Barra da Tijuca chegaram logo em seguida ao local e conseguiram içar o carro, que tinha afundado, mas o bebê não foi encontrado. Vinte minutos depois, os mergulhadores localizaram a menina, desacordada, no fundo do canal.

Na 42ª DP (Recreio), a polícia constatou que o motorista Moacir da Silva tinha ingerido bebida alcoólica antes de dirigir. Além disso. ele estava com a carteira de habilitação vencida há mais de 8 anos.

Exame não indicava danos cerebrais

Na manhã desta sexta-feira, a menina Crystal foi submetida a uma tomografia e os resultados não indicavam danos cerebrais. Como o exame era preliminar, não era possível saber se Crystal teria ou não sequelas. Em todo o tempo que passou no hospital, ela esteve sedada e respirando por aparelhos.


Agora não importa quem errou, quem foi culpado. Só nos resta a tristeza de ter sido tirada do meio de nós a pequan Cristal; frágil, indefesa e inocente. Agora é um anjo Cristal...

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Jogado no lixo na noite de natal...

Bebê jogado no lixo na noite de Natal passa bem


O bebê recém-nascido que passou a noite de Natal dentro de uma sacola plástica, depois de ser jogado de mais de um metro de altura de cima de um muro em Belém , Pará, passa bem, segundo informações do jornal O Liberal.



A criança foi encontrada quase doze horas depois no quintal de uma casa na travessa Mauriti, na manhã de sábado, perto da avenida Marquês de Herval, bairro da Pedreira, em Belém. A mãe, Erinaura Nascimento Santos, 20, a "Naná" como é conhecida, também foi localizada ainda na tarde do dia 25 e aguarda atendimento, junto com o filho na Santa Casa.



O jornal revela ainda que Erinaura contou que fez o parto sozinha e cortou o cordão umbilical do filho com uma tesoura. Desesperada com a pressão da mãe, que mora no interior do Maranhão, para decidiu jogar a criança no quintal do vizinho. Segunda ela, o bebê nasceu na noite da véspera de Natal, 24, por volta das 20 horas. Meia hora depois do nascimento, ela colocou a criança, ainda molhada com o líquido da placenta e sangue, dentro de um saco plástico de supermercado. Mas afirmou para os conselheiros tutelares que não jogou a criança, e, sim, que teria esticado o braço para soltá-la em cima da tampa de cimento da fossa dos vizinhos.



O bebê, que pesa 2,9 kg e mede cerca de 50 centímetros, "batizado" de Carlel - que significa aquele que é forte e resistente - pela equipe de paramédicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) 192, que fez o primeiro atendimento, sofreu escoriações na testa, na perna e parte direita do rosto. O bebê está com inchaços devido à queda e deve ficar até 15 dias em observação. Carlel está tomando medicação para ficar protegido de infecções e também porque os médicos ainda não sabiam até ontem nada sobre as condições de saúde da mãe, que ainda aguardava leito na triagem da Santa Casa e pode ter algum problema congênito.

recém-nascido rejeitado pela mãe e jogado no quintal de um vizinho no domingo.

27 de dezembro...
Membros do Conselho Tutelar de Belém filmaram o resgate de um recém-nascido rejeitado pela mãe e jogado no quintal de um vizinho no domingo.
Apesar da queda de dois metros de altura, o bebê sobreviveu dentro de um saco plástico. Ele passou as primeiras horas de vida abandonado e foi atendido na manhã de natal por uma equipe do Samu.
A mãe da criança, que mora na casa ao lado, confessou à polícia que jogou o bebê pelo muro. Linaura Nascimento dos Santos tem 20 anos e se diz arrependida. Ela conta que tinha medo de que a família soubesse da gravidez.
A mãe da criança vai passar por exames psicológicos. O recém-nascido foi encaminhado a um hospital com ferimentos leves e segue internado em observação. Segundo o Conselho Tutelar, o bebê sobreviveu por um milagre.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A dor em dobro da rejeição

Dra. Lídia Werber é pesquisadora da UFPR e especialista sobre o tema Adoção.Esse texto está expondo pontos muitos importantes sobre a Violência Doméstica, Adoção e devoluções de crianças, mas principalmente, o fato da habilitação não ser mais profunda, mais rigorosa!Aqui em Curitiba, antes de você se habilitar tem que participar de um Grupo de Apoio à Adoção por um tempo, do contrário, nada feito!!!Penso que isso é importante. Extremamente importante, porque nesses grupos você vai conhecer pessoas que já adotaram e que vivenciaram as dificuldades que podem surgir conforme a idade da criança que você pretender ter como seu filho.Se você tem dúvidas, receios, ansiedade demais ou dificuldades para entender o processo de adoção (antes de adotar), procure um grupo desses na sua cidade, você vai ver como muita coisa muda na sua cabeça!

Andrea Marcondes


Segue o texto:

O ideal seria a exigência de um sério processo preparatório para a adoçãoLidia Weber* - O Estado de S.Paulo


- Recentemente uma notícia sobre a adoção de uma criança perturbou o imaginário de todos que refletem sobre parentalidade e filiação. Um casal conheceu uma menina de 8 anos em um abrigo, fez visitas por seis meses e pediu sua adoção. O casal ficou com a menina, cujo nome foi trocado - sem autorização judicial - durante oito meses e a devolveu ao juizado sem apresentar justificativa. A menina, que já chamava o casal de pai e mãe, voltou ao antigo abrigo sem saber explicar o que aconteceu e confusa em relação ao seu nome e identidade. Uma ação pública foi impetrada pelo Ministério Público e a Justiça deferiu que o casal será obrigado a pagar pensão para a criança no valor de 15% dos seus vencimentos mensais, a qual será utilizada para custear o tratamento psicológico particular da criança. Infelizmente, apesar de a adoção ser legalmente irrevogável, esse tipo de "devolução" não é incomum no Brasil, e ocorre durante a guarda provisória ou após a adoção ter sido concretizada. Inéditos foram o pedido do Ministério Público e o deferimento da Justiça, apesar de esta ter demorado dez meses para sua decisão. Será que esses adotantes foram preparados de maneira correta?



Será que essa menina teve algum apoio psicológico antes, durante e após a devolução? (grifo meu)



A rejeição de um amor parental é uma das maiores dores do ser humano. Sabemos que isso não ocorre somente com famílias por adoção. As famílias geneticamente constituídas não "devolvem", mas podem maltratar (90% da violência contra a criança ocorre em casa), abandonar, machucar emocionalmente, negligenciar... Aliás, contrariando o senso comum, dados antropológicos mostram que maus-tratos em famílias por adoção ocorrem com muito menor frequência do que em famílias biológicas.A adoção é uma instituição com séculos de existência. Desde as primeiras civilizações, costumava-se adotar uma criança como uma forma de manutenção da família ou para perpetuar o culto ancestral doméstico. O objetivo principal não era necessariamente "proteger a criança"; a adoção tinha somente o objetivo de ser um instrumento para suprir as necessidades de casais inférteis e não como um meio que pudesse dar uma família para crianças abandonadas. Essa modalidade de adoção é conhecida como "adoção clássica", e ainda hoje, no Brasil, predomina em detrimento da chamada "adoção moderna", cujo objetivo é garantir o direito a toda criança de crescer e ser educada em uma família. O Brasil herdou o modelo português das Santas Casas de Misericórdia em relação à "proteção" de crianças. Durante séculos o nascimento de um filho "ilegítimo" foi ostensivamente reprovado, ocasionando inúmeros abortos e infanticídios. Tentou-se criar um mecanismo social, embora hipócrita, que solucionasse esses escândalos - a roda dos enjeitados ou dos expostos, que permitia o abandono anônimo de bebês. As "rodas" existiram no Brasil até a década de 50 e fomos o último país do mundo a acabar com elas.



A história mostra que, até final do século 19, havia famílias - ditas beneméritas - que criavam as crianças como agregadas. No entanto, tais famílias nem sempre eram tão beneméritas, pois acabavam retirando as crianças das instituições para que elas servissem como serviçais domésticas em suas casas. Muitos séculos se passaram, mas uma pesquisa que realizamos há alguns anos revelou que ainda existem pessoas que acreditam que "é possível adotar uma criança mais velha para que ela ajude nos serviços de casa".



Em algumas culturas existem poucas crianças abandonadas, mas no Brasil milhares de crianças vivem em instituições e dezenas de recém-nascidos são abandonados em lugares públicos e não há sequer estatísticas oficiais para saber os número corretos. A implementação do Cadastro Nacional de Adoção, há cerca de um ano, mostra pouca eficácia, ausência de recursos e treinamento e passou a esconder ainda mais as crianças que vivem em abrigos, pois somente são colocadas no cadastro aquelas cujos pais foram destituídos do poder familiar, que não passam de 10% das crianças abrigadas. Quais são os antecedentes que nos revelam o descaso pela criança, apesar de termos o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA, 1990), considerado um dos mais avançados do mundo?Em países desenvolvidos os adotantes devem passar obrigatoriamente não apenas pela parte burocrática, mas por um longo e sistemático processo de preparação para a adoção. Em caso de adoções tardias, comuns em outros países, a preparação e apoio psicológico também se estendem à criança. No Brasil, raros são os Juizados da Infância que oferecem essa real preparação aos adotantes e à criança e há muitos que nem sequer possuem equipe técnica para a questão. Simplesmente "examinam" e "selecionam", o que pode significar simplesmente aprovar os documentos solicitados e realizar uma visita à residência dos candidatos. Quando existe algum tipo de "preparação", geralmente são realizados poucos encontros e quem os faz é parte da sociedade civil, membros de grupos de apoio à adoção, associações geralmente formadas por voluntários que doam seu tempo com o objetivo de fomentar uma consciência para o papel social da adoção no País. Alguns juizados nem reconhecem essa tentativa heroica e altruísta dos grupos de apoio, enquanto outros, mais engajados, fizeram-na parte obrigatória do processo.



Uma preparação para a adoção vai além de uma educação para a parentalidade genética, mas a engloba completamente. Quem deseja adotar uma criança deve aprender a lidar com a frustração da infertilidade (se esse for o motivo da adoção), conhecer outras famílias adotivas, tolerar a espera do processo, adquirir habilidades para lidar com preconceito, saber falar da origem da criança, entender as dores do abandono, especialmente em uma adoção de criança mais velha, etc. A educação para ter um filho, genético ou adotivo, refere-se a uma reflexão sobre as próprias motivações, riscos, expectativas, desejos e medos. Filhos, genéticos ou por adoção, não estão no mundo para atender às necessidades dos pais, não são cópias nem massa de modelar, não devem servir nem como expiação à culpa nem como instrumentos de caridade. Filhos são seres únicos cujos pais assumiram o compromisso de guiar, socializar e auxiliar o seu desenvolvimento, que inclui a noção de afeto que levará durante toda sua vida. Preparar-se não quer dizer somente o momento que antecede o ''ter um filho'', mas a consciência de que essa educação deve ser contínua, pois pessoas estão sujeitas a mudanças e estão sempre em um processo dinâmico de construção e reconstrução.



Educar-se para ter um filho é estar pronto para acolher e ter a função de um porto seguro. Para sempre. (grifo meu)



*Psicóloga, professora e pesquisadora da UFPR, pós-doutora em Desenvolvimento Familiar e autora de Pais e Filhos por Adoção no Brasil (Ed. Juruá)

Crianças abandonadas

PiorMelhor Adoção

Escrito por Pablo Zevallos

O abandono de crianças sempre existiu e nenhuma medida adotada conseguiu resolver a situação. No Brasil, o abandono de bebês vem desde a era colonial, quando era comum encontrar bebês largados em ruas, becos e portas de casa ou em rios, mangues e no lixo. Havia a possibilidade de alguém recolher o neném e criar. Os três últimos configuram a eliminação das crianças. Os recém-nascidos jogados nas ruas corriam risco de ser devorados por cães e porcos que vagavam pela cidade.

O abandono de bebês, muitas vezes era para preservar a honra de moças de família e falta de recursos para criar mais um filho eram motivos do abandono de bebês ou do infanticídio no período colonial. Quando as crianças nasciam com alguma deficiência também eram abandonadas.

No Brasil, parece que assitimos às práticas de infanticídio do Brasil Colônia. É preciso resolver o problema da exclusão social e ter uma melhor política de prevenção de gravidez e controle de natalidade.

Rejeição, doença ou morte e pobreza da mãe ou da família são determinantes na entrega de um bebê para os cuidados institucionais. Vários estudos apontam os efeitos nocivos sobre a formação das crianças quando observadas num processo de separação dos pais e, em especial, da mãe.

O bebê é um ser indefeso e incapaz de sobreviver pelos seus próprios recursos, o que faz-se necessária a presença de um adulto ou responsável. Além da higiene e cuidados com a alimentação, uma criança amada e cuidada é psicologicamente saudável.



Bebês e crianças abandonados

Para os bebês, a mudança de quem recebe cuidados afeta muito o seu desenvolvimento emocional. O desconforto, o sofrimento, atrasam sua adaptação ao meio. A longo prazo, devido relações superficiais, elas, na sua maioria vão crescer como pessoas que não tem calor no contato com os semelhantes.

Para os bebês abandonados, o nascimento representa um corte radical em relação a tudo o

que eles conhecem: a voz da mãe, os ruídos de seu corpo, a voz do pai, o ambiente familiar,

enfim, tudo aquilo que permite a um recém-nascido se situar nos primeiros momentos de

sua vida desaparece.

Por isso, a intervenção psicológica é muito necessária para esses bebês entregues aos cuidados institucionais, tentando garantir que, pelo menos uma vez, eles ouçam sua verdadeira escola.

Devem ser feitos esforços para a manutenção da maternidade, para proteger o desenvolvimento do bebê, e tentar minimizar os efeitos negativos da falta de uma figura materna, pois isso atrapalharia seu desenolvimento e de sua saúde mental.


Os bebês e crianças abandonados ou entregues para os cuidados institucionais contam
apenas com o suporte social. Como as agências que cuidam dessas crianças são poucas e com deficiências, fica quase impossivel serem supridas emocional e fisicamente. Por outro lado, a burocracia impede uma facilidade maior no processo de adoção.


A adoção, que deveria ser um processo sadio e uma saída para crianças abandonadas a se sentirem amadas, acolhidas, sendo supridas de toda rejeição, e falta de amor, infelizmente a cada dia descobre-se notícias e escândalos com abusos sexuais, espancamentos, torturas e até mesmo morte de crianças pelos próprios pais adotivos. Isso nos leva a questionar: Há saída para essas crianças?