"Ontem chorei, vi nos olhos de uma criança, um olhar sem amanhã."

* Mostrar a realidade

A minha intenção ao colocar estas postagens é de mostrar todos os problemas que envolvem as crianças abandonadas.
Tanto os problemas relacionados ao abandono, como também os traumas, as mentiras, os preconceitos. O que envolve os pais que abandonam, os pais que adotam e os filhos adotivos.
Quando se toma uma decisão de adotar é uma responsabilidade muito grande,pois se trata de um ser humano, e as marcas e recordações ficaram pra vida toda.

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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Cor da pele é o maior fator de rejeição; 500 crianças vivem em abrigos do Estado ou filnatrópicos.

Setenta crianças esperam pela adoção em Mato Grosso


Atualmente 72 crianças e adolescentes estão preparadas para serem adotadas e, na contramão disso, chega a 300 o número de pessoas na lista de espera para adotar uma criança. Em Cuiabá e Várzea Grande 47 crianças estão na lista de espera.

A procura maior que a oferta não é bom sinal neste caso. Isso significa que as crianças que estão em abrigos não correspondem às características desejadas por quem quer adotar.

O cadastro de adoções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revela uma realidade cruel: 37,25% dos candidatos a pais, 11.316 do total de 30 mil, só aceitam receber em seus lares crianças brancas. Ou seja, se houver uma criança disponível, mas com outra cor de pele, a adoção não será considerada por esses adultos.

De acordo com os números do cadastro, a raça ainda é um fator essencial na hora de uma família escolher uma criança. Dos adultos inscritos, 14.259, ou 46,94%, fazem questão de escolher a cor da pele do futuro filho.

Além das exigências caucasianas, 5,81% (1.764) só aceitam uma criança de pele parda; 1,91% (579) só aceita uma criança negra; 1% (304) só aceita uma criança amarela; e 0,97% (296), uma criança indígena.

É o que explica a diretora do Ceja, Elaine Zorgetti Pereira. "Muitas pessoas quando decidem adotar já traçaram um perfil da criança que querem. Geralmente querem uma criança branca, com menos de três anos, que não tenha irmãos e que não possua deficiência física ou mental", explicou.

Elaine informou que cerca de 500 crianças vivem em abrigos no Estado, mas nem todos podem ser adotados. "A criança só fica pronta para a adoção quando a família perde o Poder Pátrio sobre ela. Além disso, a criança passa por um tratamento psicológico até ficar preparada para conviver com outra família".


Como adotar

Além de preparar as crianças para a adoção, o Ceja também prepara as pessoas que estão dispostas a adotar. Quem decide adotar deve procurar o Fórum de sua cidade, com os documentos pessoais e fazer o cadastro de pretendente. Depois da análise e aprovação da documentação, psicólogos e assistentes sociais fazem entrevistas e visitas na casa do requerente.

A parte final de todo o processo é o curso preparatório para adoção. Finalizado o curso e com a aprovação em todos o quesitos a pessoa está habilitada para adotar. Estando em ordem a documentação, em média o cumprimento dos atos processuais já enumerados leva 15 dias entre o ajuizamento e a decisão.

Elaine explica que em caso de adoção todo o cuidado é pouco. "A nossa maior preocupação são as crianças que, em sua grande maioria, já foram rejeitadas por seus pais biológicos. Não podemos permitir que o menor seja adotado e depois devolvido, como acontecia em um passado não muito distante", revelou a diretora.



As buscas por lares para as crianças que vivem em abrigos passam por quatro esferas. "Primeiramente procurados na própria comarca, depois no cadastro estadual e nacional, em último caso recorremos para a adoção internacional. Antes da criação do Ceja era comum que crianças brasileiras fossem adotadas por estrangeiros. Hoje uma das principais preocupações é que as crianças fiquem no território nacional", explicou Elaine.







segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Um bebê recém-nascido foi arremessado de um carro e atropelado por outro, em Guarulhos



Um bebê recém-nascido foi arremessado de um carro e atropelado por outro, em Guarulhos, na Grande São Paulo, na tarde de sábado. De acordo com a polícia, a criança, do sexo masculino, tinha cerca de 60 centímetros. Foi encontrada morta pelos policiais militares, que foram ao local após receberem denúncia pelo 190.


Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Militar, a denúncia de um corpo na esquina das ruas José de Andrade com Bartolomeu de Gusmão, no Jardim Santa Francisca, levou os policiais ao local. Ao chegarem, os PMs foram informados por moradores de que uma pessoa num carro jogou um saco de lixo com o bebê pela janela.

Um automóvel que vinha atrás passou por cima. O número da placa não foi anotado.


"Pensei que era um cachorrinho, porque vi a cabecinha estava dentro da sacola e corpo para fora. Me assustei quando percebi que era uma criança e não um animal. Quem abandonou essa criança é um monstro", disse uma moradora.


O caso foi registrado como homicídio. De acordo com a polícia, uma mulher que deu entrada com sangramento num hospital em Guarulhos está sendo investigada por policiais do 1º Distrito Policial.



Aparecida Petrowky atua em peça sobre adoção. História se mistura com a vida


Em ‘Meu filho sem nome’, Aparecida vive uma mulher que adotou uma criança e vive rodeada de medos.


-Isac Luz/- EGO


A história de vida de Aparecida Petrowky daria uma novela. “Minha mãe biológica e minha avó vieram de Minas Gerais para o Rio para trabalhar em casa de família. Um mês depois minha avó faleceu e minha mãe teve que se virar sozinha. Aos 14 anos ela engravidou de mim, mas não tinha condições psicológicas de me criar, pois era muito nova. Na época, Vera, que era patroa da minha mãe, fez um trato com ela: daria uma casa para minha mãe e em troca ela me deixava para Vera me criar. O trato foi feito, e Vera me adotou”, contou.

Aparecida só soube que era adotada aos cinco anos de idade. “No meu quinto aniversário, Vera me contou que a babá que cuidava de mim, na verdade era Glória, minha mãe biológica. Fiquei em choque até aceitar”, disse. A atriz viveu anos, passando os dias da semana com a família rica de Vera e os fins de semana ao lado da família de sangue que passava por dificuldades financeiras.

A história não acaba por aí. “Quando tinha 17 anos, Vera faleceu de câncer, deixando dois filhos bebês e, por incrível que pareça, quem cuidou deles, foi Glória, minha mãe biológica. Deus é tão bom que fez até surgir leite de Glória para amamentar os filhos de Vera. Hoje, somos uma grande família. Me sinto privilegiada, pois tive duas mães e tenho irmãos das duas famílias. Cresci com muito carinho”, contou.





Pais encontram na adoção lição de vida e amor

A paternidade é uma relação afetiva que liga a criança ao outro, ao mundo externo. O pai, diz a psicologia, é quem dá o limite, o contorno do diferente.

Hoje, garantem os psicólogos, os homens estão mais conscientes do seu papel e buscam cada vez mais atuar na construção psico-afetiva dos filhos, não apenas sendo o provedor do sustento como já foi no passado.

Esse desejo de cuidar se reflete também na adoção. A psicóloga Soraya Pereira, presidente da ONG Aconchego e que há 15 anos trabalha com a adoção no Distrito Federal, diz que o homem, quando toma a decisão de adotar, ou ser pai, é mais consciente. "Ele sabe do seu desejo e da batalha para realizá-lo e o que temos percebido nesses 15 anos é um desempenho cada vez melhor e mais proveitoso desses pais”.

Para Soraya é cada vez maior o número de homens que querem exercer a paternidade e que buscam a adoção de crianças e adolescentes. “Nos encontros sobre adoção realizados pela ONG é cada vez maior o número de homens interessados no assunto - principalmente na adoção tardia, quando o candidato não está a procura de um recém-nascido. Segundo a psicóloga, “os homens são mais tolerantes e investem no aprendizado da paternidade com muito carinho e disciplina”.

Dr. Benedito, como é conhecido, teve a vida transformada após a adoção. Médico há 38 anos, ele conheceu João Paulo nos corredores do Hospital Universitário de Brasília (HUB), enquanto fazia trabalhos voluntários no local. “Certo dia, eu fui instado por uma dedicada voluntária que visitasse uma criança na Enfermaria da Clínica de Cirurgia Pediátrica. Lá chegando, veio ao meu encontro uma criança correndo, trôpega, cabelos ralos, desnutrida, aparentando 1 a 2 anos, com colostomia, sonda na bexiga e arrastava uma bolsa coletora de urina. Ele me abraçou e disse: “papai””, lembra, emocionado. Acostumado a ver mazelas humanas, Benedito resume a experiência: “fui tocado pelo seu olhar que me convidava à uma grande e surpreendente viagem”.


Estar junto de João Paulo transmitia mais do que a vontade de ajudar, repassava uma verdadeira lição de vida. “Ele transmitia-me: olhe bem nos meus olhos, olhe forte e veja eu tenho um problema, mas não sou um problema. Venha, siga-me, eu o levarei a um mundo por todos sonhado, mas habitado por poucos. Um mundo de tolerância, generosidade, solidariedade e compaixão. Mesmo com meu sofrimento eu sou feliz e gostaria que você também experimentasse as emoções de amor e felicidade. Eu não preciso de pena ou caridade, mas de uma oportunidade de me tornar uma pessoa e ser útil ao mundo no qual eu vivo”, revela Benedito.

Naquela época, aos 64 anos, vivendo sozinho, pai de quatro filhos já adultos e avô de seis netos, ele não hesitou ao convite e ao desafio de ser pai. Foi quando começou uma longa história de superação. Não foram poucas as dificuldades devido a doença do filho, as inúmeras intervenções cirúrgicas e sofrimento. “João Paulo viveu em 20 metros no corredor daquela enfermaria por 3 anos”, relembra.

Hoje João Paulo é um adolescente de 15 anos e continua ensinando e aprendendo junto com o pai as grandes lições do amor incondicional. “Hoje decididamente não sou a mesma pessoa. A cada momento me convenço que acertei em aceitar aquele convite. Ele tem me ensinado o amor incondicional. Amor incondicional não é um sentimento focal, direcionado a uma pessoa ou coisa. É difuso, passa-se a gostar mais da vida, a acreditar que a raça humana é viável. O amor é terapêutico na medida em que cura nossos medos, dá verdadeiro sentido a vida. É transcendente, não é estático é dinâmico, gera anseio de evoluir através dele”, reflete.

Deusdedit também tem muito o que comemorar. Ele é pai de nove filhos, sendo quatro biológicos e cinco adotivos. Entre eles, gêmeos que chegaram em casa com quase 5 anos de idade. Hoje, os meninos que têm 16 anos riem ao lembrar do quanto chamava a atenção aquela família tão diferente, com pais brancos e filhos brancos e negros. Separado, hoje Deusdedit vive com cinco dos nove filhos, três adotados e dois biológicos - mas os laços de sangue não fazem a menor diferença para eles.

Geraldo vai ser pai no final do mês. Murilo será o primeiro menino de uma família também construída pela paternidade biológica e adotiva. Isadora, a filha mais velha, tem 10 anos. Depois veio Maria Vitória, que chegou por meio da adoção. A menina que está com quase três anos tem deficiência auditiva. Mas para Geraldo também não existe diferença.

Benedito, Deusdedit e Geraldo são apenas alguns pais modernos que acreditam e exercitam com consciência e determinação o cuidar, tão fundamental na vida de uma criança. São homens interessados em acertar e fortalecer a filiação e a paternidade. E acreditam que a adoção é apenas uma outra maneira de ser pai.



SAIBA MAIS

A ONG Aconchego faz palestras sobre adoção, abertas à comunidade, todo segundo sábado do mês, às 17 horas, no Colégio Leonardo da Vinci - Asa Sul (703 Sul). O Grupo de Adoção Tardia (para quem pretende adotar crianças com mais de 2 anos de idade) se reúne duas vezes por mês. Na primeira sexta-feira, às 19 horas, na sede do Aconchego CLN 106 bloco A - subsolo - loja 38). E no terceiro sábado do mês, às 9 horas no Colégio Leonardo da Vinci da Asa Sul. A entrada é sempre gratuita.



Encontro sobre adoção reúne 400

Autoridade nacional na área de adoção, o promotor de Justiça do Estado do Rio de Janeiro Sávio Renato Bittencourt Soares Silva defendeu ontem à tarde, em Santo André, para plateia de cerca de 400 pessoas, o encurtamento da burocracia e a redução do tempo da criança e do adolescente nos abrigos.

Com presença do prefeito e da vice-prefeita da cidade, Aidan Ravin (PTB) e Dinah Zekcer (PTB), o Grupo de Apoio à Adoção Laços de Ternura, projeto da Feasa (Federação das Entidades Assistenciais de Santo André), comemorou os dez anos de estrada com programação especial e autoridades da área no auditório do Centro Universitário Anhanguera.

Com o tema Adoção: uma escolha para a vida toda, o público, muitos casais jovens ou de mais idade, aprendeu, aplaudiu e se emocionou. E o promotor foi taxativo, com base no parágrafo único, do artigo 101, do Estatuto da Criança e do Adolescente: abrigo é medida provisória e excepcional, "Então, eles não podem passar a infância lá dentro", afirmou, ao fazer a mea culpa também enquanto representante do Ministério Público. Do outro lado, o Judiciário.

Por seguidas vezes, o público interrompeu a palestra do promotor para aplaudi-lo. E Sávio, também pai adotivo, pediu um "basta" para a não transparência dos abrigados. "Não são crianças e adolescentes que mataram ninguém. Por que não podem ter o rosto mostrado e o nome identificado? Tudo no sigilo, quando, na verdade, eles procuram por uma família substituta que lhes dê afeto e amor", apontou.

E lançou um desafio aos juízes, promotores, advogados, defensores públicos, conselheiros tutelares e demais militantes da área: laboratório de seis meses em um abrigo. O representante do MP disse que a proposta é vista por muitos como "ofensiva e desrespeitosa". Mas buscou rapidamente uma alternativa para os que não concordarem. "Abrigue o seu filho por um dia e uma noite." Mais uma vez, o autor do livro Manual do Pai Adotivo foi ovacionado.

Mãe por adoção, psicóloga e mestre em psicologia clínica no Recife, Suzana Sofia Moeller Shettini foi além ao apontar que "atitudes adotivas" têm de ser trabalhadas em qualquer situação. "Na camiseta, no boton, na imprensa..."

A presidente da Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção e advogada Maria Bárbara Toledo Andrade e Silva, que também veio especialmente do Rio para o encontro, abordou ainda a questão das crianças que fogem do perfil para adoção: mais velhas, com deficiências e negras.



Pai adotivo: conheça histórias de quem aprendeu a amar os ‘filhos do coração’

Robson esperou que o filho o achasse; Felipe e Matheus o encontraram. Nairo adotou duas crianças e aguarda na fila por mais três

Uma troca de turno mudou a vida do casal evangélico Robson e Rute Lemos de Melo. Depois que resolveram ter um filho por meio de adoção, os dois passaram a visitar abrigos. Mas as visitas não duraram muito tempo. O casal achou melhor esperar que o futuro filho o encontrasse. Ao mesmo tempo e na mesma cidade, Matheus, de 3 anos, sofria com a morte, a separação do único irmão e a difícil adaptação com os parentes que o ‘herdaram’.

Sem imaginar, que ajudaria a formar uma família, a enfermeira Nazaré aceitou trocar de turno com uma colega do Mini Pronto Socorro Denilma Bulhões, no Benedito Bentes. Durante o trabalho no sábado, 27 de fevereiro de 2010, a enfermeira lembrou-se dos amigos da igreja quando uma ‘conhecida’ perguntou se ela conhecia uma família evangélica que quisesse adotar uma criança de 3 anos. Foi aí que Matheus ganhou pai, mãe e realizou o sonho de ter um cachorro. Mas ainda faltava algo na vida do pequeno: o irmão Felipe continuava com a antiga família.


A história de como a família de Robson e Rute se formou começa a ser contada no caminho até o colégio particular em que Matheus está cursando o Jardim II e Felipe, o 1º ano do Ensino Fundamental. A reportagem da Gazetaweb registrou a alegria dos meninos na chegada de Robson à escola. Eles aguardavam o pai com os presentes do Dia dos Pais nas mãos. A ansiedade era tão grande, que os presentes foram abertos pelos próprios garotos durante o percurso de volta a casa. “Olha, pai, o seu presente”, os meninos fizeram enquanto desembrulhavam as lembranças. Felipe já escreve, foi no caderno dele que Robson descobriu um poema desejando ‘Feliz Dia dos Pais’ e um diploma de melhor pai do mundo. O resto da história foi contado na casa dos meninos, entre o vai e vem de uma casa com duas crianças e um cachorro.



“Nós podemos ter filhos, mas nós nunca engravidamos. Somos casados há 24 anos. Nós nos sentíamos completos. Nós não sentíamos falta de filhos. Mas eu comecei a me perguntar para quem ia deixar tudo o que construímos. Para o nosso cachorro, o Randori? Começamos a pensar que tínhamos estrutura para fazer com que uma criança não passasse fome, não ficasse sem escola, sem educação”, revelou Robson.


A mãe biológica dos meninos foi assassinada na porta de casa. O episódio trágico ainda acompanha os pequenos. Rute Lemos explica que a hora de dormir é uma verdadeira novela. “É como se eles revivessem isso. Eles lutam para não dormir. Mas aos poucos eles estão dormindo melhor”, disse a mãe de Matheus e Felipe. Quando chegou a nova casa, o mais velho reproduzia o gesto de proteção que fez no dia do crime. Ele enrolava um lençol em volta da cabeça para se esconder do assassino da mãe.



“Nossa casa era toda estrutura para adulto, tudo de vidro, tudo frágil. Mudamos tudo. Aqui não tinha sequer um brinquedo. O Matheus chegou com uma calça, uma bermuda, duas camisetas e a cueca que estava usando. Quando nós fomos buscar o Matheus, ele disse a um tio, corre que o meu pai veio me buscar”, falou Rute Lemos.



O pai revelou que quando Matheus viu o novo quarto, soltou a frase “É grande, dá pra mim e pra o Felipão”. Mas os pais dele não pensavam em adotar outra criança e a antiga família de Matheus, não pensavam em ‘dar’ Felipe. Mas um gesto do pequeno Matheus começou a mexer com Rute e Robson. Após sua festa de aniversário, Matheus abraçou o irmão e deu dois recados: “Qualquer dia vem brincar comigo nessa casa nova que eu to morando” e “Qualquer hora dessa eu vou levar um presente para o vô”.



As dificuldades que Felipe enfrentava o levaram a fugir de casa duas vezes, com apenas seis anos. O gesto de Matheus e as más notícias sobre a situação do menino foram o bastante para tirar o sono de Rute. O avô dos garotos teve conhecimento da vida nova de Matheus e permitiu que Felipe tivesse a mesma oportunidade. O processo de guarda de Matheus se transformou em dois processos. Na última segunda-feira, os meninos foram registrados no nome do casal. Agora eles se chamam Matheus e Felipe Lemos de Melo. E o labrador Randori, já não é mais só do chefe da família. “O Randori deixou de ser meu quando Matheus chegou”, disse o pai.



“Se você me perguntar agora se eu adotaria mais um filho, eu adotaria. Eu tinha medo de adotar. As pessoas têm que parar de ter medo de adotar”, acrescentou Robson, enquanto preparava tapiocas para seus dois filhos.



Justiça



Robson e Rute se inscreveram no Cadastro Nacional de Adoção (CNA), a única diferença é que os meninos chegaram antes do cadastro ser concluído. O que, segundo a 28ª Vara Cível da Capital – Infância e Juventude pode ser um risco, já que a prioridade é para casais que já tem registro no CNA. O casal explica que as crianças não foram deixadas num abrigo e que a família só aceitou ‘dá-las’ para os dois.



Segundo a assistente social Jussara Pacheco, o primeiro passo para quem adotar uma criança é procurar o Justiça. Os futuros pais recebem uma lista de documentos para a adoção: certidão de casamento ou nascimento autenticada, identidade autenticada, CPF, comprovantes de renda e de residência, atestado de idoneidade moral, cópia do RG da testemunha que assinou o atestado de idoneidade, atestado de saúde mental, emitido pelo Hospital Portugal Ramalho ou por um médico psiquiatra, atestado de saúde física, certidões cível e criminal negativas da Justiça Federal e da Justiça Estadual, uma foto e um curso preparatório de dois dias ofertado pelo Juizado da Infância e da Juventude, que tem como titular o juiz José Fábio Bittencourt.



O CNA vale por cinco anos, por meio dele, a Justiça acessa os dados de futuros pais e de crianças aptas a adoção de todo o Brasil. De acordo com a 28ª Vara, em Maceió, existem dois locais que abrigam crianças que precisam de novos lares, a casa de adoção Rubens Colaço, com crianças de 0 a 7 anos, e o Lar de Amparo à Criança para Adoção (Laca), dos 8 aos 18 anos. Dessas crianças e adolescentes, 21 estão prontas para serem adotadas, ou seja, já estão com o poder familiar destituídos.



“Depois da inscrição, que dura cerca de seis meses, é preciso entrar com processo de adoção, seguido pelos processos de guarda e de destituição do poder familiar”, explicou Jussara Pacheco.



Ainda segundo a assistente social, em Alagoas há 77 pessoas na fila para a chamada adoção legal, a que começa com o registro no CNA. Na lista, há casais heterossexuais, um homem solteiro e mulheres solteiras. Em breve, serão incluídos casais homoafetivos. Dos inscritos, 28 casais não têm filhos adotivos, três casais já adotaram crianças estão na fila para mais adoções. Desses casais 18 não possuem filhos biológicos, 13 deles possuem filhos biológicos.



Jussara Pacheco diz que a preferência dos casais por meninas brancas e recém-nascidas ainda existe. Mas que aos poucos essa realidade vai mudando. Ela ainda esclarece que as mães que as mães que desejam ‘dar’ seus filhos para adoção não tem o poder de escolher para quem vai dar a criança. “Qualquer mãe pode procurar o juizado para declarar que não quer mais o filho. Ela não vai ser presa, não vai ser processada. Ela só não pode é abandonar a criança em qualquer lugar. Ou então ela vai ser processada por abandono de incapaz”, disse a assistente social.



Filhos do coração




O casal Nairo Carvalho de Melo e Joseide Mendonça de Carvalho é um dos CNA que possuem filhos biológicos, adotaram duas crianças e estão na fila para adotar mais três. O pastor da igreja Ministério Evangélico Nova Vida, a mesma igreja de Robson e Rute, e sua esposa têm três filhos biológicos de 29, 27 e 25 anos, todos casados, e dois netos.



“Eu tinha dúvidas sobre adotar. Me perguntava se amaria eles da mesma forma que amava meus filhos biológicos. Pensava se deveria adotar, porque um pastor já tem suas obrigações com todos da igreja. E além do mais, meus outros filhos foram criados em um lar estruturado, com ajustado, equilibrado, sem problemas. Hoje eu vejo que os amo da mesma forma, que o amor é igual”, disse o pastor Nairo.



Nairo e a esposa estão com a guarda provisória dos irmãos Vitor, de 6 anos, e Thiago, de 2 anos. O primeiro contato deles foi com Vitor. O menino mais ‘peralta’ do lar para crianças. Durante uma visita a Vitor, o casal se apaixonou pelo irmão dele, o pequeno Thiago.



Mesmo morando com o casal, os meninos continuaram visitando as crianças que ficaram no abrigo e os funcionários de lá. Nessas idas e vindas, Nairo e Joseide conheceram os irmãos Matheus, de 2 anos, Gabriel, de 3 anos e meio e João, de 6 anos. Eles ainda não podem morar com Nairo e Joseide, mas já passam o fim de semana com o casal e com os futuros irmãos. O casal está com a guarda provisória de Vitor e Thiago, que já moram com eles. Ainda não é certo se as outras crianças receberão os sobrenomes de Nairo e Joseide. Eles têm que esperar para saber se na lista do CNA há alguém interessado pelas crianças. A prioridade é para quem se inscreveu primeiro.



“O procedimento é correto, o cuidado da Justiça é correto, mas a solução é demoradíssima. Há uma demora sem necessidade. Demora como em qualquer coisa feita por órgão público. A demora pode fazer com que alguém desista da luta. Se você não ama, se você não quer se não estiver pronto para a luta, vai terminar desistindo”, disse Nairo.



“Não adote por necessidade. Adote por amor. Eu tinha medo de adotá-los por necessidade, por pena. Mas eu os amo. O amor é o mesmo. São os filhos do coração. Aos pais que querem adotar. Adote. Adote sem reservas, porque você o amará como se tivesse nascido de você”, complementou o pai.
 
 
 
 

 

Mochila que foi encontrado bebe em Mauá -SP

Bebê é encontrado dentro de mochila em Mauá, no ABC

Recém-nascido é encontrado em mochila em Mauá

 Uma criança recém-nascida foi encontrada dentro de uma mochila por volta das 9h no domingo dia 21/08, em Mauá, no ABC paulista. Uma pessoa passava pela Rua Raul Seixas, em frente ao número 385, no Jardim São Gabriel, quando notou que uma mochila abandonada em um barranco próximo a um campo de futebol se mexia.

Após descer o barranco, a pessoa abriu a mochila e se deparou com um bebê enrolado em uma flanela. A Polícia Militar foi acionada e levou a criança para o pronto-socorro do hospital Nardini, em Mauá.

A criança foi levada com vida. O caso foi registrado no 1°DP da cidade.



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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Mais uma morte bárbara envolvendo uma criança

Mais uma morte bárbara envolvendo uma criança foi registrada em São Félix do Araguaia (1.200 km a Nordeste da Capital). Fabiana Ferreira Silva, de 23 anos, foi indiciada pelo crime de homicídio, suspeita de ser a responsável pela morte da própria filha, uma recém-nascida, que teria nascido no sábado (13) pela manhã, mas descoberta apenas no domingo (14), em uma caixa de papelão, na mata.

Conforme a Polícia, a mulher está presa na cadeia do município, aguardando o laudo do óbito que será concluído nos próximos dias, mas há indícios que comprovam que a mãe teria envolvimento na morte do bebê. A Polícia diz ainda que a criança foi encontrada muito suja de terra, e já com odor, aparentando ter sido enterrada, e que a mãe está aparentemente tranquila, apenas chorou ao relatar sobre o parto, realizado na mata, na Vila São Sebastião, distante a 30 quilômetros de São Félix do Araguaia, e próximo à residência da mulher. Ela mora com a mãe, o padrasto e o irmão, que não presenciaram o momento do parto.


A Polícia suspeita que uma outra pessoa teria participação no crime. O sobrinho do padrasto de Fabiana, identificado como Aldecides, ainda será ouvido, por suspostamente ter enterrado a recém-nascida no sábado à tarde, e depois tê-la desenterrado. Segunda a mulher, a criança nasceu viva, deu alguns suspiros, mas logo depois não apresentou nenhum sinal vital. Ela tem mais dois filhos, de pais diferentes, e teria procurado os suspostos pais, também dois, para comunicar sobre a gravidez, mas ninguém assumiu a criança, informou a polícia.



Bebê encontrado morto dentro de uma sacola plástica

Atestado de óbito aponta que bebê encontrado em sacola plástica morreu de traumatismo


Polícia abriu inquérito para investigar o caso


O bebê encontrado morto dentro de uma sacola plástica na tarde de quarta-feira (17), na Vila Sampaio, em Jaú, nasceu com vida. É o que concluiu o atestado de óbito da médica que estava de plantão, quando a escriturária de 21 anos, mãe da criança, deu entrada no Pronto-Socorro da Santa Casa de Jaú.

A delegada titular da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), Isabel Cristina Maziero Martignago, responsável pelo inquérito que vai apurar a causa da morte do recém-nascido, ouviu nesta quinta três pessoas: a assistente social, a médica da Santa Casa e a mãe do bebê.

“A declaração de óbito atestou que houve traumatismo craniano encefálico, com deformidade de caixa craniana. Mas, por enquanto, não temos como concluir nada, é cedo ainda. É preciso esperar o laudo do médico legista”, explica.

A delegada informou que também será preciso ouvir outras testemunhas. O prazo para conclusão do inquérito é de trinta dias.

Mulher nega crime

Em seu depoimento, a mulher que deu à luz disse que desconhecia a gravidez e que colocou a criança no guarda-roupas porque teve medo da reação da família. “Ela negou que tenha matado o bebê. Segundo ela, ele nasceu morto”, acrescenta Isabel.



Conforme o laudo preliminar, a escriturária estava na 40ª semana de gestação (nono mês) e o feto era do sexo masculino.

A delegada titular da DDM informou que, se ficar provado que a criança nasceu com vida e foi morta logo após o parto, a mulher responderá pelo crime de infanticídio, com pena prevista de dois a seis anos de detenção. A reportagem do BOM DIA ligou várias vezes para irmã da escriturária, mas ela não atendeu as ligações.

Durante depoimento no plantão da Polícia Civil de Jaú, quando foi registrada a ocorrência, ela afirmou que sua irmã não tem problemas mentais, tão pouco é usuária de drogas.



Em março de 2011, no estado de Sergipe, uma mulher identificada como J.A.J., 28, também escondeu as filhas gêmeas no guarda-roupa. De acordo com depoimentos de familiares à polícia, a mulher morava com o filho de 10 anos de idade e aparentava ter problemas psicológicos. Ainda segundo depoimentos a mãe, que estava grávida de nove meses, se trancou no banheiro e entrou em trabalho de parto. Dentro do cômodo da casa, nasceram as duas meninas que, de imediato, foram colocadas dentro de um saco plástico e escondidas no guarda-roupa.

A acusada vai responder pelo crime de infanticídio. Ela aguarda o julgamento em liberdade.



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Crime de infanticídio


É o crime cometido logo após o nascimento da criança. A pena prevista é de dois a seis anos de reclusão. Mas a sentença pode ser abrandada, se ficar comprovado o estado puerperal (situação de abalo emocional) da mãe



Ocultação de cadáver


Configura-se em “Destruir, subtrair ou ocultar cadáver ou parte dele”. A pena varia de um a três anos de prisão



quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O papel do pai no abandono de crianças.

Domingo comemoramos o dia dos pais. Legal, relembrei com carinho o meu pai já falecido, fiz questão que meus filhos fizessem um singela homenagem pro pai. PAI, pra mim um peça fundamental na vida de um ser humano, um ponto de apoio, um braço forte, um farol...O meu pai foi um homem que me deu seu carinho, apoio e a direção de minha vida. Hoje sou a mãe que sou porque tive um a pai presente. Meu marido é um pai de amor, abraçou em sua vida caminhos que deram a outras vidas a certeza de uma vida melhor.
Mas onde estão os pais dessas crianças abandonadas, assassinadas, abortadas??? Já pensaram nisso? Porque a culpa só é da genitora? Porque quando vamos adotar uma criança quase sempre nem se cogita o nome do pai. A mãe alega nem saber quem é, verdade? Claro que ela sabe, mas toma sobre si a culpa, da burrice de ter amado, se entregado e acreditado nesse "homem".Então ai esta a maça podre, o núcleo do abandono parte sim, dos homens irresponsáveis, sem amor, sem pudor. Que trata as mulheres como um objecto, e que se dane o fruto desse ato. A sociedade trata este fato como tratamos os cachorros soltos na rua, bolinando as cadelas no cio, e que se dane as cachorras dos outros ou os filhotes que elas teriam. Os filhotes seriam jogados nas ruas, ou assinados, assim como os bebes. Pobres mulheres!!! Sim, imagina a dor a frustração, o sofrimento que as leva a loucura, a covardia... O abandono tem nome, DESAMOR. Se tão somente voltássemos a respeitar e temer a Deus, se os casais se deitassem na cama apenas por amor, e que seus filhos fossem filhos do amor, o abandono jamais existiria. Então que a lei da terra seja mais direcionada também a punir esses pais sem rosto e sem nome. Quando condenamos uma mulher pelo abandono, deveríamos procurar o pai, o homem que proporcionou o desenrolar de uma historia de desamor.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Exclusivo: criança “especial” de sete anos é vitima de estupro em porto velho.

O estupro aconteceu na noite de quarta-feira, a mãe de um garoto de sete anos deixou o filho na casa da avó, e foi trabalhar, na casa localizada na rua santa catarina bairro nova esperança estava o marido da dona da casa, a vitima que é especial, foi alvo do acusado identificado como sendo Natalicio lino de 61 anos este, acusado de bulinar da criança, na casa estava outra criança de 8 anos que presenciou tudo, a avó da vitima ao chegar em casa achou estranho o silêncio e foi direto para o quarto, quando a mulher abriu a porta flagrou o acusado tentando fazer a penetração com o menino que estava despido, o acusado se assustou e saiu correndo, policiais foram acionados e em patrulhamento conseguiram fazer a prisão do acusado que é praticamente o segundo pai da vitima, a mãe ao saber da situação entrou em desespero, eu confiei nesse homem que sempre tratou meu filho bem, agora quero justiça finalizou a mãe.

Na central de policia o acusado disse que não fez isso, mesmo negando mediante duas testemunhas foi apresentado ao delegado de plantão.

Bebe de cinco meses é abandonado na porta de um bar em Goiania.

O Bebe foi abandonado na frente de um bar, pela mãe adolescente. O menino estava num carrinho, só com a roupa do corpo. Segundo o dono do bar não é a primeira vez que isso acontece. Mas ele não sabe informar quem é a mãe.Procurou informação no bairro, mas ninguem soube informar o paradeiro da jovem.
O caso esta sendo investigado.

Menino recém-operado é abandonado em rua no Pará

Publicado em 02/08/2011 :

A criança de sete anos fez uma cirurgia na barriga três dias antes de ser abandonado na região metropolitana de Belém.
A criança de sete anos fez uma cirurgia na barriga três dias antes de ser abandonado na região metropolitana de Belém (PA). Ele foi encontrado com fome e dores no corpo e levado para um hospital. Ele não soube dizer quem são os pais, tem problemas na fala. O Conselho Tutelar cuida do caso.


03/08 Menino já voltou pra casa. Pai alega que ele tenha fugido de casa.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Menina encontra bebê abandonado na porta de uma casa em Piracicaba

Ela estava enrolada em dois cobertores, com roupas limpas e a fralda ainda seca

..Uma menina de seis anos encontrou uma criança recém-nascida na porta de uma casa em Piracicaba, no interior de São Paulo, nó sábado (30). Ela estava enrolada em dois cobertores, com roupas limpas e a fralda ainda seca.

A menina encontrou o bebê enquanto estava escondida atrás de um muro. Ela conta que, após achar a recém-nascida, correu para casa para contar ao pai.

A criança, de quase 3 kg, dormia na hora em que foi encontrada. Na rua, muitas pessoas já estão se oferecendo para adoção.

Ela foi levada para a Santa Casa de Piracicaba. Como a menina ainda tinha o cordão umbilical preso por uma presilha – usada geralmente pela rede hospitalar - a suspeita é que o parto da criança tenha sido feito em um hospital de Piracicaba ou em alguma cidade próxima.

A polícia investiga agora todos os partos feitos na região nos últimos cinco dias.

Mulher simula abandono do proprio filho!!!

Que cara de pau!!! A mulher que disse ter encontrado o bebe na lixeira é a própria "mãe".
Não posso acreditar, tamanha frieza. É apenas um bebe inocente, tomara que ela não fique com o bebe e que vá queimar no inferno!!!!