"Ontem chorei, vi nos olhos de uma criança, um olhar sem amanhã."

* Mostrar a realidade

A minha intenção ao colocar estas postagens é de mostrar todos os problemas que envolvem as crianças abandonadas.
Tanto os problemas relacionados ao abandono, como também os traumas, as mentiras, os preconceitos. O que envolve os pais que abandonam, os pais que adotam e os filhos adotivos.
Quando se toma uma decisão de adotar é uma responsabilidade muito grande,pois se trata de um ser humano, e as marcas e recordações ficaram pra vida toda.

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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O fio de cabelo (Texto de Luiz Schettini Filho, do livro A coragem de conviver, Editora Vozes)

Os seres humanos sempre tropeçam em pedras,

nunca em montanhas.

Emilie Cady



A convivência se processa na trama de pequenas (ou grandes) coisas que, ao longo do tempo, vão tomando contornos e construindo configurações estranhas. Por vezes, complicadas a tal ponto que passam a ser obstáculo à permanência das relações entre as pessoas.

Em cada história repetem-se ações e reações semelhantes, embora com tonalidades pessoais. O dia-a-dia da convivência aponta para um sem-número de acontecimentos que, individualmente, são vistos como irrelevantes, quando não, sem qualquer significação e que respondem por desgastes e barreiras à vida em comunidade. Para usar uma imagem simples – simplória até --, são como fios de cabelo a quem ninguém dá importância maior. Chama-nos a atenção um fenômeno ocorrente na experiência de quase todos nós: pias e lavatórios que, sem mais nem menos, nos surpreendem simplesmente entupidos; de tempos em tempos nos irritamos com a água que, a cada dia, escoa com mais lentidão. Constatamos o inevitável entupimento.

Tomadas a providências de praxe, descobrimos o surpreendente: a razão de tão incômodo transtorno é simplesmente um amontoado de fios de cabelo. Jamais um fio de cabelo sozinho provocaria tamanho problema. Nem dois, nem três ou quatro... A questão torna-se evidente: o problema é a conjunção dos finíssimos e ignorados fios que vão tecendo uma teia de intervalos tão pequenos que não mais permitem a passagem da água.

Não estaríamos tão longe da realidade se comparássemos boa parte das dificuldades da convivência com o processo de obstrução das pias que deveriam ser um meio de coletar o que nos é útil e deixar escoar o que não mais nos serve para o uso.

No cotidiano das relações é, sem dúvida, o acúmulo de atitudes e ações, aparentemente inofensivas, o responsável pelo entrave da convivência amadurecida e propícia à consecução de projetos comuns das pessoas dos vários grupos a que pertencem: seja na família, no exercício da profissão ou na escola.

Que “fios de cabelos” tão incômodos seriam esses? Vale refletir sobre alguns exemplos.

As palavras apressadas da crítica, movida pela raiva ou por uma interpretação errônea ou, ainda, respostas intempestivas a perguntas que nem sequer foram convenientemente compreendidas.

Comentários maldosos que expõem o outro à crítica de seu grupo de convivência.

Suspeição sobre a conduta do outro sem nenhuma intenção de chegar à verdade para estabelecer uma forma de ajuda.

Negação de oportunidade para que o outro tente reformular comportamentos desorganizados e inadequados.

Idéias pré-formadas sobre o comportamento alheio que dificultem ou impeçam a análise e a disponibilidade de deixar o outro se expressar para podermos assumir atitudes de ajuda.

Dificuldade de ouvir o que o outro diz naquilo que ele tem a dizer, sem nos deixarmos contaminar com o que queremos ou preferimos ouvir. Somos seres da palavra, o que nos faz, por conseqüência, seres da audição.

Criar expectativas distantes ou incompatíveis com a realidade do outro, isto é, exigir dele que se comporte em consonância com o que é bom, adequado ou esperado, sem levar em conta suas limitações e seu ritmo pessoal. Não será muito difícil agirmos de uma maneira justa e amorosa com aqueles em quem reconhecemos limitações decorrentes de patologias ou dificuldades genéticas ou congênitas. Difícil para alguns é agir com justiça e amor quando não enxergam as peculiaridades que não têm a cor da doença entendida como disfunção orgânica.

Interpretar como defeito o que faz parte do conjunto de características pessoais. Há pessoas lentas na compreensão do que se lhes diz, confusas na expressão de suas idéias ou com baixos limiares de irritabilidade, sem que isso tenha que ser visto como um defeito de personalidade. É verdade, que nem sempre, estamos munidos de paciência para esperar do outro um resultado ao qual já chegamos há muito tempo. A boa convivência, entretanto, pede que busquemos usar os recursos que temos em favor dos que não os têm. Afinal, se quisermos alimentar, ao mesmo tempo e no mesmo local, uma girafa e uma ovelha, não seria justo e eficiente colocar o alimento apenas ao alcance da girafa, com seu gigantesco pescoço. Com certeza, a ovelha morreria de fome. A convivência se deteriora quando disponibilizamos seus nutrientes apenas ao alcance dos mais “ágeis” e “habilidosos”.

O silêncio continuado poderá enfraquecer as relações de convivência, sendo interpretado de forma distorcida e injusta. O “não-dito” dá margem a fantasias por vezes incontroláveis. O recolhimento demasiado para dentro de si contribui para distanciamentos no conviver, em que, ao invés de possibilitar compartilhamentos, poderá romper o tecido do aconchego.

Talvez não possamos evitar todos os “fios de cabelo” que se interpõem nas relações de convivência. Todavia poderemos, com certeza, evitar que formem redes e trançados que inviabilizem sentirmo-nos bem nos grupos a que pertencemos.



(Texto de Luiz Schettini Filho, do livro A coragem de conviver, Editora Vozes)




Achei incrivel esse texto. Como as palavras e o dialogo é importante para a convivencia.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Após parto, mãe deixa criança em geladeira

Segundo a polícia, mulher deixou bebê em uma geladeira desligada para buscar ajuda

...Policiais da Delegacia de Madureira foram acionados nesta terça-feira (20) para atender a uma denúncia de uma mãe que teria abandonado o filho recém-nascido na geladeira de uma serralheria em Madureira, na zona norte do Rio. Para a polícia, a mãe apenas deixou o filho no local para buscar ajuda.

De acordo com o titular da delegacia, Rubem Eduardo da Costa Campos, a mulher mora com a filha de seis anos de favor nos fundos de uma serralheria, onde o segundo filho nasceu. Ainda de acordo com o delegado, ela teve o filho sozinha e após o parto saiu para procurar ajuda, deixando a criança dentro de uma geladeira desligada, que era utilizada como estante.

- O único crime que essa mãe cometeu foi o fato de ser pobre. Ela deixou a criança no lugar onde considerou ser o mais seguro e saiu para procurar ajuda, já que se sentia muito fraca e precisava alimentar a criança.

O bebê foi encaminhado para o hospital do bairro onde está sendo assistido. O Conselho Tutelar foi acionado para prestar assistência à mãe e às crianças.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Outro bebe abandonado!!!!!!!! O que esta acontecendo? É o fim do mundo!!!!!!

Choro salva bebê encontrado em terreno baldio em Jaú


 Um chorinho semelhante a um miado de gato, que vinha de um terreno baldio, foi o som que ajudou a encontrar um recém-nascido para ser socorrido. O bebê foi deixado enrolado em um lençol sujo de sangue no terreno baldio na rua Waldemar Galante, próximo ao numeral 67, no Jardim Olímpia, em Jaú (47 quilômetros de Bauru), é mais um caso na lista de crianças abandonadas logo após o nascimento. A menina passa bem, pesou cerca de quatro quilos e está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Jaú. A mãe, identificada no início da tarde, foi presa em flagrante.

Lucimary Leal Ferreira, uma calçadista, foi a primeira a encontrar a pequena Vitória, como ela batizou. Emocionada, a mulher conta que todos os dias, por volta das 6h, passeia com seu cão. “Eram 6h20 mais ou menos, estava muito frio e eu desci a rua com meu cachorro. No terreno ouvi um chorinho e resolvi ver o que acontecia. O pezinho dela estava de fora do lençol”, conta Lucimary.

A mulher ficou desesperada e chamou uma moradora vizinha do terreno. “Logo vi que era uma menina e que estava com muito frio. Enrolamos ela em um cobertor e ligamos para a polícia, mas antes da viatura chegar, passou o Wesley que se prontificou em levar o bebê para o Pronto-Socorro Municipal,” declara a calçadista.

O modelista de calçados Wesley Ramos Paleólogo passava pelo local quando viu as mulheres com o recém-nascido no colo. “Elas disseram que tinham acabado de achar a menina. Eu coloquei em meu veículo e corri para o PSM. Em sete minutos, a criança foi entregue para a enfermeira,” diz.

Ele lembra que chegou correndo e pediu socorro. “A enfermeira pegou a criança e correu, desesperada. Um minuto a mais poderia comprometer a vida dela e nosso intuito era salvá-la. O pediatra atendeu e a Vitória foi para a UTI. Depois eu fui vê-la. Ela não corre risco de morte. Isso me deixou aliviado, tenho um filho de três meses,” conta Wesley Ramos.

Mãe de uma única filha, atualmente com 15 anos, Lucimary Ferreira está disposta a adotar o recém-nascido. “Na hora eu liguei para o meu marido, que está trabalhando, e ele ficou super feliz. Se eu tiver oportunidade, quero ficar com ela. Ela apareceu na minha vida e deve ter um porquê para isso.”



Criança chegou com hipotermia



O médico plantonista da UTI da Santa Casa de Jaú, Luis Gonzaga Gerlin, declarou que o recém-nascido chegou em estado de hipotermia, ou seja, com temperatura abaixo do normal. “O primeiro procedimento foi aquecer a criança. A menina com cerca de quatro quilos ainda está na UTI por precaução, mas em ótimo estado de saúde.”

Para o médico, a criança poderia ter morrido, caso não tivesse sido enrolada em um cobertor. “Na madrugada de hoje (ontem) os termômetros apontavam em Jaú uma temperatura de aproximadamente 10 graus.” Gerlin pede para que as gestantes, no estado de parto, procurem o hospital para dar à luz, evitando locais que não ofereçam as condições necessárias tanto para a mãe como para o bebê.


Mãe é identificada e será processada


Logo após a localização do recém-nascido, a polícia iniciou as investigações para tentar identificar a mãe. O ponto de partida foi o pressuposto de que a mulher residiria nas imediações. Após conversas com vizinhos, o delegado Luverci da Costa Mello recebeu informações sobre algumas gestantes do bairro, mas nenhuma delas havia dado à luz ainda.

Por volta das 12h40, a Polícia Militar recebeu denúncia de que haveria uma gestante trabalhando como balconista de uma padaria no jardim Planalto, bairro próximo ao local onde o recém-nascido foi encontrado. A princípio, a mulher, identificada como Lilian Bernardes Silva, 24 anos, negou ser a mãe do bebê.

Contudo, após conversa com o delegado, a jovem confessou que havia dado à luz menina sozinha, em sua residência, por volta das 3h da madrugada de ontem. Segundo ela, ninguém sabia da sua gestação. Desesperada por não ter como cuidar dela, pelo fato de já ter dois filhos e estar separada do marido, a mulher disse que decidiu abandoná-la no terreno baldio.

De acordo com Mello, após passar por atendimento médico no Pronto-Socorro do município, a mulher foi conduzida à delegacia, onde foi presa e autuada em flagrante por abandono de incapaz. Depois de pagar fiança no valor de R$ 500,00, ela foi liberada para responder pelo crime em liberdade.



A mulher também foi apresentada à Vara da Infância e Juventude de Jaú para que a Justiça decida qual será o futuro da criança. “Ela demonstrou que não tem condições e que não quer ficar com a criança”, revela o delegado, que ainda pretende ouvir mais duas testemunhas antes de concluir o inquérito.

Abandono de incapaz em uma situação de risco, como foi o caso ocorrido ontem, pode ser transformado em tentativa de homicídio. Esta é a opinião do delegado Luverci da Costa Mello.

A tese do delegado é de que a criança, um recém-nascido, foi abandonada sem as mínimas condições de sobrevivência. “Enrolada em um lençol, submetido a uma temperatura baixa em um local ermo, com poucas possibilidades de ser encontrado”,



Precisa ter uma pena maior para essas mulheres, não é possivel uma fiança de R$ 500,00?????

Essa mulher devia ser condenada a pena máxima!!!!!




















quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Relação de Abrigos e orfanatos.

Casa Amarela


Associação que atende crianças de 0 a 16 anos. O atendimento é totalmente gratuito, mantido pela Guarany Embalagens.

Casa de Apoio de Contagem, Contagem —MG

Fundada em 20 de julho de 1994, a instituição é uma sociedade civil sem fins lucrativos e de caráter filantrópico que atua nas áreas de educação, saúde, desenvolvimento social e protagonismo juvenil.

Casa da Criança Paralítica da Campinas (CCP), Campinas - SP

A Casa da Criança Paralítica oferece atendimento especializado nas áreas de fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, médica, odontológica, psicologia, serviço social e pedagógica a crianças e adolescentes de 0 a 18 anos portadores de necessidades especiais na área física, com comprometimento neurológico, além de orientação à família.

Casa de Ensaio, Campo Grande — MS

A Casa de Ensaio existe para cultivar a cidadania e expandir conhecimentos de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade em relação à cultura.

Casa de Francisco de Assis(CFA), Rio de Janeiro - RJ

A Casa de Francisco de Assis é uma Instituição Não Governamental, beneficente, filantrópica, com registro no CNAS — Conselho Nacional de Assistência Social e CMAS — Conselho Municipal de Assistência Social, reconhecida como de Utilidade Pública Estadual e Federal, CMDCA — Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente; atuando no Terceiro Setor desde sua fundação em 1975.

Casa Lar Ebenezer, Santo André - SP

Com cara, tamanho e jeito de casa, o Lar Ebenezer é um abrigo beneficiente para crianças carentes em Santo André, São Paulo, que aguardam para serem adotadas ou retornarem a suas familias.

Casa Mateus, Mauá - SP


Tem como missão promover junto à comunidade local o desenvolvimento de crianças, jovens e famílias em situação de risco social, estimulando e potencializando suas capacidades e dons para o pleno exercício da cidadania.

Casa do Menino Jesus de Praga, Porto Alegre - RS

Instituição filantrópica, fundada em 1984, construída e mantida com apoio da comunidade, empresas e instituições, em terreno doado pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre. O atendimento é direcionado a crianças com lesão cerebral grave e deficiência motora permanente, provenientes de famílias carentes e/ou desestruturadas da região metropolitana de Porto Alegre.

Casa de Nazaré Centro de Apoio ao Menor, Porto Alegre - RS

A Casa de Nazaré é uma instituição que, nos seus mais de 20 anos de atividades, realiza um trabalho de promoção da vida junto à comunidade da Vila Nossa Senhora da Graças, no Bairro Cristal, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

Casa da Providência, Indaiatuba - SP

Tem como missão acompanhar as famílias, através de projeto sócio educativos e assistenciais que visam acolher, proteger, educar, socializar, trabalhando com situações de vulnerabilidade e riscos sociais e inserindo-as na comunidade com qualidade de vida.

Casa das Rosas - Centro de Apoio à infância e à juventude

Entidade cuja missão é contribuir para o desenvolvimento psicobiológico de jovens, oportunizando o crescimento de sua capacidade para o mercado de trabalho de sua região, diminuindo a violência e a minimizando os jovens no mundo do crime.

Casa Vó Benedita

A Casa Vó Benedita (CVB), com sede em Santos, é uma Instituição particular, sem fins lucrativos, que foi declarada de Utilidade Pública pela Lei nº 1599 de 19/06/97 e que mantém convênio com a Prefeitura Municipal de Santos.

Casas da Convivência Familiar (CCFs), Fortaleza - CE

O objetivo principal do projeto é abrigar as crianças no horário alternado ao da escola enquanto os pais trabalham.O projeto é completamente gratuito e oferece: amparo, respeito, carinho, dedicação, acompanhamento saúde e educação.

Centro de Adoção de Ribeirão Preto (CARIB),Ribeirão Preto - SP

Hoje, a entidade desenvolve o projeto de abrigo, atendendo cerca de vinte sete crianças, a maioria delas com até quatro anos de idade, mantendo convênios com a municipalidade e contando com o apoio da sociedade civil.O Carib proporciona moradia, assistência médica, psicológica, social, educacional, moral, afetiva e de lazer.

Centro de Assistencia Social de Capao Bonito

Instituição filantrópica criada para atendimento de crianças carentesde 0 até 14 anos de idade,em uma das regiõesmais pobres do Estado São Paulo/Brasil.

Centro Comunitário Irmão André (CECOIA), Campinas - SP

Busca promover ações que levem a socialização dos usuários e de seu grupo familiar, numa perspectiva de educação para a vida, exercício da cidadania e processo de conscientização social, participativo e emancipatório.

Centro de Orientaçao ao Adolescente de Campinas (COMEC), Campinas - SP


O COMEC - Centro de Orientação ao Adolescente de Campinas - foi fundado em 1980pelo Juiz de Direito Dr. Rubens de Andrade Noronha e pelo Promotor de Justiça Dr. Hermano Roberto Santamaria, na época, respectivamente, Juiz e Curador de Menores, os quais coordenaram um grupo de pessoas preocupadas com a questão do adolescente autor de ato infracional na cidade de Campinas.

Centro de Reabilitação Jundiaí (CRJ), Jundiaí - SP

O Centro de Reabilitação Jundiaí é uma entidade filantrópica que atende a portadores de deficiência física e crianças com dificuldades de aprendizagem de Jundiaí e região.

Centro Social Padre Aldo da Tófori (CESPAT)

Fundado em 6 de fevereiro de 1996. Antes dessa data era chamado de CENTRO SOCIAL JOÃO XXIII. Objetivo foi sempre o mesmo: ser um recurso voltado para a população carente da região.

Centro de Treinamento de Adolescentes Dom João Bosco (CTA)


Desenvolve trabalhos com crianças e adolescentes em situação de risco social e pessoal, na faixa etária de 07 a 18 anos de ambos os sexos, residentes na zona rural e urbana, vinda de famílias com extrema carência afetiva e financeira.

Cepac Barueri

Fundada em 05 de maio de 1993, a Associação para Proteção das Crianças e Adolescentes, mais conhecida como CEPAC, é uma organização não-governamental sem fins lucrativos.

Comunidade Do Amor

A Comunidade do Amor nasceu da união de ideais de pessoas que acreditam que a Educação Continuada complementa a Educação Formal e é um agente de conscientização e formação social.

Creche - Sinhazinha Meirelles, São Paulo - SP

Informações gerais sobre a creche, atividades desenvolvidas e espaço para quem deseja oferece ajudar a instituição.

Creche Cantinho de Luz, Campinas - SP


Tem como missão proporcionar condições para o desenvolvimento integral da criança, em seus aspectos físicos, psicológicos, intelectual e social, mediante práticas de incentivo à sua autonomia, criatividade e responsabilidade.

Creche Frederico Cozanam, Brasília - DF


Histórico da creche, diretoria, equipe de trabalho, instalações, álbum de fotos, e outros conteúdos.

Creche Hilda Vertematti, São Bernardo do Campo — SP

Nasceu em 2004 do sonho de proporcionar à criança carente a oportunidade de alimentar suas esperança em um futuro melhor através da educação infantil. Atende gratuitamente 50 crianças de um a quatro anos de idade provenientes de famílias de baixa ou nenhuma renda e que se encontram em situação de vulnerabilidade social.

Creche Nosso Sonho, Rio de Janeiro - RJ

Informações sobre a filosofia da escola, hotelzinho, instalações, notícias, eventos, equipe, atividades, nutrição, entre outras.

Cteg Casa Transitória de Embu Guaçu, Embu Guaçu - SP

A Casa Transitória de Embu Guaçu é uma entidade sem fins lucrativos que abriga crianças vítimas de maus tratos, destituidas de seus lares mediante ordem judicial.

ERÊ - Projeto Alternativo de Apoio a Meninos e Meninas de Rua, Maceió - AL


O Erê é uma ONG (Organização Não Governamental) de natureza assistencial e de caráter sócio-educativo e cultural que atualmente trabalha com crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social nas ruas e praças centrais e comunidades periféricas de Maceió.

Espaço Maria Helena Marinho, Recife - PE


O Espaço Maria Helena Marinho do Movimento Pró-Criança - EMHM-MPC - é uma sub-sede do Movimento Pró-Criança, instituição sem fins lucrativos que desenvolve atividades de arte-educação com crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social provenientes das comunidades carentes da Região Metropolitana do Recife.

Estrela Guia, Santos - SP

A Associação de Assistência a Infância Estrela Guia (A.A.I.E.G), Fundada em 09/10/1980, surgiu da iniciativa de 34 pessoas envolvidas em ações sociais. É de caráter filantrópico, iniciou suas atividades na Rua Alfaia Rodrigues, atendendo 18 crianças de 2 anos até 6 anos e 11 meses.

Fundo Cristão para Crianças

O Fundo Cristão para Crianças promove o desenvolvimento do potencial da criança e do adolescente, com o envolvimento da família e comunidade, através de ações que fortaleçam o exercício da cidadania para a melhoria das condições de vida.
Organização não governamental de apoio à criança carente, através do sistema de apadrinhamento.

Grupo Assistencial Alvorada Nova, São Paulo - SP


O GAAN - Grupo Assistencial Alvorada Nova é uma entidade sem fins lucrativos, fundada em Junho de 1996, cujo objetivo é abrigar 10 crianças, abandonadas, carentes, vítimas de violência ou órfãs de 0 a 4 anos de idade.

Instituto da Criança, Rio de Janeiro - RJ

O Instituto da Criança é uma organização não-governamental, sem fins lucrativos, que apóia projetos no Rio de Janeiro e São Paulo.

Instituto Francisca de Souza Peixoto, Cataguases - MG

O Instituto Francisca de Souza Peixoto sempre teve o objetivo de promover ações conjuntas e hoje inúmeras empresas e instituições locais participam de diversas iniciativas em projetos de educação, cultura, saúde, esportes e cidadania.

Instituto Humberto Campos, Sorocaba - SP


Entidade sem fins lucrativos, onde atende a 365 crianças e adolescentes, de 06 à 16 anos, com atividades que complementam seu horários escolar.

Instituto da Infância (IFAN), Fortaleza - CE


O Instituto da Infância (IFAN) é uma associação civil sem fins lucrativos, constituída no ano de 1999, com sede administrativa em Fortaleza (CE) e um escritório operativo em São Luiz (MA), atua nos 05 Estados da Região Nordeste do Brasil (Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba).

Instituto Presbiteriano Álvaro Reis de Assistência à Criança e ao Adolescente (INPAR)

Página do Instituto Presbiteriano Alvaro Reis de Assistência à criança e ao adolescente.

Instituto Social - CEVAD - Casa de Acolhida Irmã Tereza, São Paulo - SP


O CEVAD é uma instituição filantrópica fundada em 2003 por Irmã Tereza Ferraz Moreira, Franciscana Secular da Ordem Terceira, que desde os 14 anos de idade, há mais de quarenta anos, vem recebendo mensagens Divinas nítidas e claras de que está sendo escolhida para uma missão muito grande 'Você deve criar o projeto CEVAD para gerar o caminho de Como Encontrar Vida, Amor e Deus, destinado à busca dos Meus filhos que estão jogados nas ruas pelo mundo afora com frio, com sede, com fome, sem teto e sem saber como Me encontrar'.

Lar do Caminho

Organização privada, sem fins lucrativos e sem vínculos políticos ou religiosos. Tem como missão promover o desenvolvimento integral de crianças em situação de abandono durante todo o seu período de crescimento.

Lar da Criança Feliz, Campinas - SP

Tem como objetivo objetivo de amparar crianças órfãs e desassistidas, encaminhadas pelo Conselho Tutelar de Campinas e pela Vara da Infância e Juventude.

Lar Escola Agricola a Semente, São Paulo - SP

O Lar Agrícola a Semente abriga, ampara e educa crianças carentes promovendo atividades e serviços que visem a melhoria da vida da população infanto-juvenil de acordo e inspirado no E.C.A. (Estatuto do direito das crianças e adolescentes).

Lar Escola Dr. Leocádio José Correia, Curitiba - PR

Desde 1963, o Lar Escola Dr. Leocádio José Correia, vem prestando expressivo serviço à comunidade curitibana.

Lar Escola São Francisco, São Paulo - SP

Proporciona tratamento nas seguintes áreas médicas: fisiatria, reumatologia, geriatria e pneumologia e nas áreas terapêuticas: Atividade Física Adaptada, Enfermagem, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Musicoterapia, Nutrição, Oficina Terapêutica, Psicopedagogia, Psicologia, Serviço Social, Terapia Ocupacional, e em Odontologia. Possuí escola especial de ensino infantil e de primeira a quarta série para crianças de 4 a 15 anos.

Lar Infantil Allan Kardek, São Paulo - SP

Site do Lar Infantil Allan Kardec, uma instituição que atende a crianças carentes.

Lar da Infância de Nice, São Paulo - SP


Fundado em 1972, o 'Lar da Infância de Nice' é uma entidade não governamental que abriga meninos e meninas de 0 a 17 anos que se encontram em situação de abandono.

Lar Nossa Senhora Aparecida, Parelheiros - SP


O Lar, como é conhecido no meio biker, é uma Instituição social, uma equipe de Mountain Bike, uma loja de bicicleta, um centro de treinamento, um local de alfabetização, uma grande família.

Lar Santo Antônio, Biritiba Mirim - SP

O Lar Santo Antônio é uma obra social administrada pelas Irmãs da Caridade do Japão e foi fundado em 1981, com a finalidade de acolher e atender as necessidades emergentes das crianças e adolescentes, oferecendo-lhes um lar, e com este, alimentação, vestuário, cuidados com a saúde integral e educação.

Lar, Amor, Luz e Esperança da Criança (LALEC), São Paulo - SP

Entidade beneficente de assistência social, não governamental e sem fins lucrativos que apoia crianças portadoras de HIV.

Legião da Boa Vontade (LBV)

A Legião da Boa Vontade (LBV) é uma associação civil de direito privado, beneficente, filantrópica, educacional, cultural, filosófica, ecumênica e altruística, sem fins econômicos, reconhecida no Brasil e no exterior por seu trabalho socioeducacional.

Missão Criança, Brasília - DF

A Missão Criança é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), não-governamental e sem fins lucrativos, voltada ao combate a todas as formas de pobreza e exclusão social, especialmente por meio de investimentos na área de educação.

Missão Evangélica de Amparo ao Menor (MEAME), Ijuí - RS

Entidade civil, filantrópica, sem fins lucrativos , que abriga crianças que não têm condições de viver em seu próprio lar, ou oriundos de um lar 'destruído'; muitas vezes são crianças abandonadas pelos pais e entregues para adoção.

Movimento de Adolescentes e Crianças (MAC)


Organização que esta a serviço da Organização e da Evangelização das Crianças e Adolescentes dos meios populares em todo o Brasil

Novo Lar Betânia, São Paulo - SP


O Novo Lar Betânia é uma ONG que atende 170 crianças/adolescentes, em três programas sociais: 100 crianças e adolescentes no Núcleo Sócio Educativo; 60 crianças no Centro de Educação Infantil e Casa Abrigo.

Orfanato Recanto Cristo Vivo


O Orfanato Recanto Cristo Vivo é uma entidade filantrópica, sem fins lucrativos, que vêm prestando assistência social, integral, gratuita.

Orfanato Santa Rita de Cássia, Rio de Janeiro - RJ

Site do Orfanato Santa Rita de Cássia. Informações sobre nossas crianças e adolescentes.

Projeto Acolher, Belo Horizonte - MG

O Projeto Acolher é uma ONG que trabalha com crianças em situação de risco social entre 6 e 10 anos residentes na Vila São Francisco e região, no noroeste de Belo Horizonte.

Projeto Aconchego, Brasília - DF

O Projeto Aconchego é uma entidade civil, sem fins lucrativos, fundada em dezembro de 1997, com atuação em todo o Distrito Federal. Tem como missão incentivar e apoiar ações que promovam a convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes em situação de abrigamento no Distrito Federal.

Projeto Criança Feliz

Projeto, apoiadores, resultados, projetos sociais, brinquedos educativos.

Projeto Sorriso de Criança


Grupo de Amigos que deseja proporcionar amor, carinho, alegria e diversão às crianças carentes.

Projeto Vida Feliz

O Projeto Vida Feliz nasceu em 1999, tendo como principal objetivo apoiar e encorajar estudantes, plantando e reafirmando valores éticos, morais, sociais e espirituais, como ferramentas que possibilitem uma Vida segura, saudável e Feliz.

São Martinho, Rio de Janeiro - RJ

São Martinho, as crianças, prestação de contas, notícias, projetos, doações.



Cadastro nacional , três anos com mais de 3 mil adoções

Perfil pretendido e realidade dos abrigos ainda dificultam aproximação.
Cadastro tem hoje 4,5 mil crianças; nos abrigos, há mais de 29 mil.

Em três anos, 3.015 adoções, quase três por dia. A marca, alcançada pelo Cadastro Nacional de Adoção, criado em abril de 2008, surpreende e faz a principal ferramenta para unir pretendentes a pais às crianças que aguardam uma família no Brasil ser considerada um avanço na área da infância e juventude.

“Antes não havia nada. Não havia uma relação de crianças disponibilizadas para adoção. Também não havia um cadastro de candidatos elencados em todo o Brasil. Isso gerava um transtorno porque eles tinham que percorrer comarca por comarca levando sua carta de habilitação e, às vezes, tendo que se submeter a um processo iniciado do zero”, diz Maria Bárbara Toledo, da Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção (Angaad).

Estudo revela queda no preconceito dos pais na hora de adotar criançasA presidente do Grupo de Apoio à Adoção de SP (Gaasp), Mônica Natale, lembra bem dessas dificuldades. Há oito anos, foi a 25 cidades diferentes fora do estado de São Paulo para tentar acelerar o sonho de ser mãe. Um ano após a peregrinação, obteve resultado: conseguiu adotar um menino, ainda bebê, no Rio Grande do Sul. Alberto tem hoje 7 anos.

Após a implementação do cadastro de forma efetiva nos 26 estados há cerca de dois anos, Mônica, que tem 45 anos e é tecnóloga em construção civil, decidiu dar um irmão ou uma irmã a Alberto. Sem sair de casa, recebeu uma chamada de Minas Gerais. Era o prenúncio da chegada de Bruna, hoje com 1 ano e 8 meses, que passou a fazer parte da família em dezembro de 2009.

“Eu tenho a absoluta certeza de que o cadastro facilitou a vida de todos. Ele evita a chamada adoção à brasileira e permite que toda a equipe que trabalha nas varas da infância tenha acesso aos dados. No Paraná, há o caso de um juiz que foi à procura de pais para cinco irmãos. Não havia nenhuma expectativa de conseguir esse perfil em Cascavel, mas uma família de fora do estado estava aberta a essa opção no cadastro e a aproximação foi feita com sucesso. É um exemplo emblemático”, afirma a diretora-adjunta da Coordenadoria da Infância e Juventude da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Maria Roseli Guiessmann.

Apesar dos avanços, nem tudo é motivo para comemoração. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) obtidos pelo G1 mostram que existem hoje 4.513 crianças cadastradas aptas à adoção. Nos abrigos, a estatística oficial aponta 29.144, mas o número pode ser ainda maior. E apesar de haver 26.820 mil pretendentes no cadastro, o abismo que os separam das crianças e adolescentes ainda é enorme. Mais de 30% das crianças disponíveis aguardam um futuro lar nessas instituições junto com seus irmãos, enquanto menos de 20% dos pretendentes estão abertos a levar para casa mais de um filho.

Segundo o CNJ, São Paulo é o estado com mais crianças cadastradas (1.198) e pretendentes (6.936). Amapá e Piauí não têm nenhuma criança no cadastro (apesar de possuírem mais de cem em abrigos).

“O cadastro está funcionando, sim, mas não da forma que deveria. Depois de ele implantado, descobriu-se que o processo não andava tão mais rápido porque nem todas as crianças estavam no cadastro, apesar de todos os pretendentes estarem lá. Se for pegar o dado atualizado, há muitas crianças e muitos adolescentes que não estão no perfil que a maioria deseja. E esse número não muda”, diz Mônica.

“De fato quando se faz o diagnóstico do número de crianças disponibilizadas comparando com as que estão nos abrigos, é possível ver que há algum nó, algum equívoco, algum mistério não revelado”, diz Maria Bárbara Toledo.

Problemas de estrutura

O problema, na maior parte dos casos, diz respeito à não destituição do poder familiar. No cadastro só são incluídas as crianças e adolescentes que já não têm mais vínculo algum com os pais. Para isso, é preciso que tenha sido dada uma sentença e que ela tenha transitado em julgado (ou seja, que não seja mais possível recorrer dessa decisão), o que pode fazer com que os casos se arrastem por anos.

A demora nos julgamentos acontece, muitas vezes, por falta de estrutura, reconhece o juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, Nicolau Lupianhes Neto. “Falta estrutura material e humana nas varas de infância e juventude. Faltam psicólogos, assistentes sociais, pedagogos e outros profissionais para as equipes interdisciplinares. O número é irrisório para atender a demanda, o que atrasa o processo, porque o juiz necessita do auxílio dos profissionais”, afirma o juiz.

Segundo a nova lei de adoção, de novembro de 2009, a permanência da criança e do adolescente em programa de acolhimento institucional não deve se prolongar por mais de dois anos, “salvo comprovada necessidade que atenda ao seu superior interesse, devidamente fundamentada pela autoridade judiciária”.

A criança não pertence à família biológica. Ela pertence àquela família capaz de amar mais"Maria Bárbara Toledo, presidente da AngaadNos últimos meses, foram feitas em todo o país as chamadas audiências concentradas nos abrigos. Lupianhes Neto estima que até 30% das crianças abrigadas tenham voltado para as famílias de origem. “Se elas forem reintegradas e ali conseguirem se desenvolver satisfatoriamente, dignamente, é o desejado por todos. A adoção tem de ser a última opção, a exceção. O ideal é que a criança conviva na sua família”, diz.

Maria Bárbara afirma, no entanto, que o número esconde uma realidade perversa. “Muitas vezes em que se coloca uma criança de volta à família, o número baixa, mas depois volta a crescer. A tentativa de reintegrar nem sempre dá certo. O que se precisa entender é que a criança não pertence à família biológica, ela pertence àquela família capaz de amar mais, cuidar mais.”

Alberto foi adotado antes do cadastro, após mãe percorrer 25 cidades fora de SP e encontrá-lo em Porto Alegre (Foto: Daigo Oliva/G1)

Perfil

Um problema que ainda persiste quando o assunto é adoção é a falta de sintonia entre as preferências de quem quer adotar e o perfil das crianças. Dados do CNJ mostram, por exemplo, que apenas 1/3 das crianças aptas no cadastro são brancas. O índice dos que só aceitam crianças brancas, entretanto, ainda é alto: 37%.

A presidente do Gaasp diz que há um trabalho para mudar essa posição dos pretendentes e que ele tem dado resultado. No ano passado, segundo ela, o grupo fez um acompanhamento de 14 adoções feitas em São Paulo. Seis famílias mudaram o perfil desejado de início. “Ou queriam um bebê e adotaram um maior, ou queriam um branco e adotaram uma criança parda ou negra, ou queriam um e adotaram irmãos. Três preencheram o cadastro após ir ao grupo, o que já fez eles entrarem abertos às opções. Só cinco mantiveram a posição inicial.”

A gente vem trabalhando para trazer o filho desejado o mais próximo do filho real"Mônica Natale, presidente do Gaasp“A gente vem trabalhando para trazer o filho desejado o mais próximo possível do filho real. E a gente tem que trabalhar o porquê daquele perfil. Muitas vezes os pais querem uma criança que se pareça com eles para não contar para ela. Quando eles percebem que se essa mentira for escondida, um dia a criança vai descobrir e, se isso ocorrer na adolescência, mina todo o relacionamento, muda essa mentalidade”, afirma Mônica.

Ela conta que, no seu caso, a única exigência ao adotar a segunda criança é que ela fosse mais nova que o outro filho, prestes a fazer 6 anos. “A gente só queria mais nova para ele não se sentir enciumado. A gente dizia que ia chegar um irmãozinho que ele ia ensinar a jogar videogame ou uma irmãzinha e que ele ia ser o ajudante.”

A adoção tardia e de grupo de irmãos ainda são as mais difíceis. Isso porque apenas 17% dos pretendentes aceitam adotar mais de uma criança. “É difícil, mas não impossível. Isso acontece porque as famílias estão preparadas financeiramente para um filho. É até desonesto falar em preconceito. As famílias na verdade estão sendo responsáveis, têm um planejamento. E quando acontece essa adoção é porque os pais se apaixonam mesmo pelo grupo de irmãos”, afirma Maria Bárbara Toledo.

Exemplo disso é o caso do economista Marcelo Monteiro, de 42 anos, e da mulher Luciana, de 40, do Rio de Janeiro. Os dois decidiram se tornar pais muito tarde e não conseguiram ter um filho biológico. Ao optarem pela adoção, ficaram logo com três, todos com mais de 1 ano de idade.

“Eu e minha mulher trabalhamos o dia todo e já não queríamos bebê. Eu não queria ficar à noite acordado, com bebê chorando. A gente queria conversar com a criança, interagir com ela. Mas nós pretendíamos adotar filhos menores de 6 anos. Com o tempo, passamos a frequentar a ONG Quintal de Casa de Ana e fomos mudando o perfil.”

É uma troca. Eles nos fazem felizes e a gente tenta fazer o mesmo"Marcelo Monteiro, economista, pai de três crianças adotadasMonteiro diz que foi convidado a conhecer três crianças em um abrigo, um menino então com 3 anos, uma menina com 8 e um outro garoto com 10. “No primeiro momento, a gente já se identificou com as crianças e elas com a gente. É por isso que eu falo para as pessoas esquecerem essa questão de perfil. Elas têm que se dar o direito de conhecer a criança. Porque a criança ideal não existe. Já a real vai rir com você, se divertir no momento em que estiver lá.”

Dois anos depois da adoção, e de uma mudança total na vida do casal, o economista diz que o fato de eles serem irmãos só ajudou. “Acabou facilitando o processo de integração porque um ajudou o outro nessa nova realidade, nessa nova família. Foi um processo de transição sem que eles se sentissem isolados.”

Monteiro conta que, agora, o que existe é uma “relação de troca” e de “cumplicidade”. “Eles nos fazem felizes e a gente tenta fazer o mesmo.”