Revista em quadrinhos incentiva adoções em Pernambuco.
Tudo o que eles precisam é de um novo lar. Crianças abandonadas ou mesmo órfãs de pai e mãe sobrevivem à mercê das condições precárias de casas de amparo ou abrigos públicos. Conhecer a legislação e conscientizar a população para o hábito da adoção é um dos objetivos da revista “Adoção em Quadrinhos”, lançada hoje pela manhã no Fórum Tomás de Aquino, no bairro de São José, no centro do Recife.(13/10/2010)
A revista conta com textos e linguagem acessíveis para todas as idades e classes sociais. As histórias em quadrinhos discutem boa parte da legislação brasileira sobre adoção. Todo esse material foi idealizado pela juíza da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja) Ana Paula de Lira e conta com desenhos do ilustrador Lucas Veríssimo. A produção em quadrinhos teve uma tiragem inicial de 8 mil exemplares e será distribuída gratuitamente em hospitais públicos e particulares do estado, além de associações de moradores e escolas do estado.
Segundo a juíza da Ceja, a revista também integra as comemorações dos 20 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em Pernambuco. Para ela, com a implantação da nova legislação o perfil dos pais adotivos no Brasil mudou. “Antes da criação do cadastro nacional, os candidatos à adoção preferiam crianças com menos de dois anos de idade. Hoje, essa perspectiva é outra, pois, já é possível observar pais que adotam grupo de irmãos de uma mesma família”, frisa.
Mas, a importância desse material é esclarecer, ainda, a população para a adoção de crianças dentro da própria família. Segundo a psicóloga do Ceja Tereza Figueiredo, este é o ponto forte do Novo Estatuto. “Fazemos o máximo para que uma criança fique com um tio ou avó caso os pais não possam ficar. Mas, quando isso não é possível, cadastramos a criança no banco de dados e verificamos o perfil do candidato para adoção”, pontua.
Com a implantação da Nova Lei da Adoção, no ano de dois mil e nove, houve também a diminuição das adoções internacionais, na qual pessoas residentes no exterior adotavam crianças do Brasil na ausência de candidatos do próprio país. Segundo dados da Ceja, só no estado de Pernambuco, no ano de 1993, foram realizadas 61 adoções internacionais. Porém, atualmente com a nova lei em vigor, foram registrados em 2009 apenas 25 adoções de crianças para países estrangeiros.
Durante o lançamento da revista, outros pontos positivos da nova legislação foram lembrados. O desembargador Bartolomeu Bueno destacou a diminuição da burocracia no processo de adoção. “Ao adotar, a criança passa logo para a responsabilidade dos novos pais. Antes, havia uma espécie de estágio probatório, no qual a justiça monitorava esse processo. Também é bom mencionar que hoje a adoção é irrevogável, não podemos mais anular”, frisa.
Preconceito - Apesar de todos os avanços na esfera jurídica, a Nova Lei de Adoção ainda precisa ser atualizada para os novos anseios da sociedade brasileira, a exemplo de temas como a adoção de crianças por casais homossexuais. Segundo o desembargador Bartolomeu Bueno, só existe um registro em Pernambuco de adoção de uma criança por um casal do mesmo sexo.
“Desde que eu era juiz, até o ano de 2001, e quando eu percebia que era um casal homossexual, eu não permitia a adoção. Sempre vinha um laudo da assistente social falando das condições desse processo. Eu entendia e entendo que a criança precisa da referência masculina e feminina”, defende.
Porém, para ele, existem algumas brechas jurídicas que permitem a adoção de crianças por casais homossexuais. “Pelo Novo Estatuto, existe a possibilidade da adoção unilateral. Ou seja, uma pessoa só chega ao juizado e se inscreve no cadastro. Depois, com o processo aprovado, adota a criança normalmente e pode educa-la junto a seu parceiro ou parceira”, frisa.
Por Tércio Amaral, da Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
"Ontem chorei, vi nos olhos de uma criança, um olhar sem amanhã."
* Mostrar a realidade
A minha intenção ao colocar estas postagens é de mostrar todos os problemas que envolvem as crianças abandonadas.
Tanto os problemas relacionados ao abandono, como também os traumas, as mentiras, os preconceitos. O que envolve os pais que abandonam, os pais que adotam e os filhos adotivos.
Quando se toma uma decisão de adotar é uma responsabilidade muito grande,pois se trata de um ser humano, e as marcas e recordações ficaram pra vida toda.
Tanto os problemas relacionados ao abandono, como também os traumas, as mentiras, os preconceitos. O que envolve os pais que abandonam, os pais que adotam e os filhos adotivos.
Quando se toma uma decisão de adotar é uma responsabilidade muito grande,pois se trata de um ser humano, e as marcas e recordações ficaram pra vida toda.
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segunda-feira, 8 de novembro de 2010
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Menina de 9 anos estrupada e morta,corpo encontrado no centro da cidade dia 01/11/2010
03/11/2010 11h24
‘O que fiz foi maldade’, diz acusado de matar menina de 9 anos no Rio
Ele foi apresentado à imprensa na Divisão de Homicídios da capital.
Menina foi encontrada morta em lixeira no Centro da cidade.
"O que eu fiz foi uma maldade", desabafou o marceneiro Jonas Marcolino da Silva, 35 anos, durante apresentação à imprensa na manhã desta quarta-feira (3), na Divisão de Homicídios do Rio.
Ele é acusado de ter estuprado e matado a menina Camila Evangelista da Conceição, de 9 anos, encontrada morta na segunda-feira (1º), no Centro da cidade.
"Agora eu quero morrer. Usei drogas e bebi muito e quando eu bebo fico muito perturbado. Estava alterado e nervoso e não lembro de muita coisa", contou ele na delegacia.
Segundo a polícia, ele vai ser indiciado por estupro de vulnerável e homicídio duplamente qualificado por motivo fútil, cujas penas podem chegar a 45 anos de prisão, segundo o delegado Felipe Ettore, titular da Delegacia de Homicídios (DH) do Rio. Ele foi preso na manhã desta terça-feira (2) e, segundo o delegado, teria confessado o crime.
Agentes da DH e policiais militares do 5º BPM (Praça da Harmonia) chegaram ao acusado com a ajuda de moradores. O homem, que trabalha como marceneiro e morava em um quarto alugado no Morro da Providência, no Centro da cidade, voltou à residência nesta manhã e foi denunciado por moradores aos policiais que estavam fazendo diligências no local.
Imagens mostram caixa sendo jogada em lixeira
Através de uma imagem de um vídeo, gravada por câmeras de uma empresa situada próximo ao local onde o corpo da menina foi deixado, policiais da DH disseram que é possível ver quando um homem que puxava um carrinho de rolimã joga uma caixa de isopor numa lixeira.
O corpo de Camila foi encontrado na segunda-feira (1º) na Ladeira Madre de Deus, na Gamboa, um dos acessos ao Morro da Providência, Zona Portuária do Rio.
Ao ser preso, o marceneiro teria confessado o crime aos policiais, dizendo que aliciou a menina com R$ 20 e a levou para seu quarto. Ele disse ainda que estuprou a criança e que a matou porque ela gritou.
Criança desapareceu no domingo
A menina era moradora do Morro da Providência, no Centro, área vizinha ao local onde o corpo foi encontrado. Segundo Thaideth Duarte, subcomandante da Unidade de Polícia Pacificadora da Providência, a menina estaria desaparecida desde a noite de domingo (31). Ela teria ido à uma festa com os pais na Rua Barão Félix, nas proximidades da comunidade da Providência, quando saiu para andar de bicicleta e sumiu. Apesar do desaparecimento, os pais não teriam feito qualquer comunicado à polícia.
A assessoria da UPP informou que a região onde a menina desapareceu não faz parte da área de atuação da unidade da Providência. Mesmo assim, nenhum órgão policial foi avisado sobre o desaparecimento, ainda segundo a assessoria.
‘O que fiz foi maldade’, diz acusado de matar menina de 9 anos no Rio
Ele foi apresentado à imprensa na Divisão de Homicídios da capital.
Menina foi encontrada morta em lixeira no Centro da cidade.
"O que eu fiz foi uma maldade", desabafou o marceneiro Jonas Marcolino da Silva, 35 anos, durante apresentação à imprensa na manhã desta quarta-feira (3), na Divisão de Homicídios do Rio.
Ele é acusado de ter estuprado e matado a menina Camila Evangelista da Conceição, de 9 anos, encontrada morta na segunda-feira (1º), no Centro da cidade.
"Agora eu quero morrer. Usei drogas e bebi muito e quando eu bebo fico muito perturbado. Estava alterado e nervoso e não lembro de muita coisa", contou ele na delegacia.
Segundo a polícia, ele vai ser indiciado por estupro de vulnerável e homicídio duplamente qualificado por motivo fútil, cujas penas podem chegar a 45 anos de prisão, segundo o delegado Felipe Ettore, titular da Delegacia de Homicídios (DH) do Rio. Ele foi preso na manhã desta terça-feira (2) e, segundo o delegado, teria confessado o crime.
Agentes da DH e policiais militares do 5º BPM (Praça da Harmonia) chegaram ao acusado com a ajuda de moradores. O homem, que trabalha como marceneiro e morava em um quarto alugado no Morro da Providência, no Centro da cidade, voltou à residência nesta manhã e foi denunciado por moradores aos policiais que estavam fazendo diligências no local.
Imagens mostram caixa sendo jogada em lixeira
Através de uma imagem de um vídeo, gravada por câmeras de uma empresa situada próximo ao local onde o corpo da menina foi deixado, policiais da DH disseram que é possível ver quando um homem que puxava um carrinho de rolimã joga uma caixa de isopor numa lixeira.
O corpo de Camila foi encontrado na segunda-feira (1º) na Ladeira Madre de Deus, na Gamboa, um dos acessos ao Morro da Providência, Zona Portuária do Rio.
Ao ser preso, o marceneiro teria confessado o crime aos policiais, dizendo que aliciou a menina com R$ 20 e a levou para seu quarto. Ele disse ainda que estuprou a criança e que a matou porque ela gritou.
Criança desapareceu no domingo
A menina era moradora do Morro da Providência, no Centro, área vizinha ao local onde o corpo foi encontrado. Segundo Thaideth Duarte, subcomandante da Unidade de Polícia Pacificadora da Providência, a menina estaria desaparecida desde a noite de domingo (31). Ela teria ido à uma festa com os pais na Rua Barão Félix, nas proximidades da comunidade da Providência, quando saiu para andar de bicicleta e sumiu. Apesar do desaparecimento, os pais não teriam feito qualquer comunicado à polícia.
A assessoria da UPP informou que a região onde a menina desapareceu não faz parte da área de atuação da unidade da Providência. Mesmo assim, nenhum órgão policial foi avisado sobre o desaparecimento, ainda segundo a assessoria.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
"Adoção é Legal" é a campanha promovida em parceria pelo TJAC e MPE
Campanha busca incentivar adoção de crianças e adolescentes no Acre .
Diante do desafio de proporcionar a todas as crianças e adolescentes o direito indiscutível de viver em família, a campanha "Adoção é Legal" vem sendo promovida desde março deste ano, a partir de uma parceria entre o Tribunal de Justiça do Acre e o Ministério Público Estadual, por meio da 1ª Vara da Infância e da Juventude de Rio Branco e da Coordenadoria Estadual da Defesa da Infância e Juventude.
A campanha de divulgação e conscientização visa incentivar a adoção tardia, inter-racial, soropositiva etc., ao mesmo tempo que impulsionar a utilização do Cadastro Nacional de Adoção (CNA), banco de dados que reúne informações sobre crianças aptas a serem adotadas em todo o Brasil.
Os juízes, promotores e especialistas envolvidos na campanha explicam que é necessário desestimular as chamadas "adoção à brasileira" e "adoção direta", para incentivar que os casais interessados em adotar busquem seguir os procedimentos legais.
Essas formas tradicionais de adoção acontecem quando a criança é entregue à família substituta de forma direta pelos pais biológicos ou pelas instituições de abrigo, sem qualquer intervenção da justiça na avaliação das condições destas famílias. Assim, a campanha busca mostrar que a via legal é a mais segura para crianças e famílias.
A Comarca de Rio Branco possui atualmente quatro menores, entre 4 e 15 anos, devidamente inscritos no CNA, aguardando oportunidade de serem acolhidos por uma família. Quando a criança está com seu nome disponível no sistema, ela não possui mais nenhum vínculo com a família genética, tornando dessa forma a ação segura e tranquila. O sígilo sobre o destino do adotado é assegurado.
Na Capital também existe um núcleo de apoio para as famílias e crianças em processo de adoção. Psicólogos e assistentes sociais, membros do núcleo, ministram palestras de conscientização para os casais que pretendem adotar, assim com para as crianças que foram adotadas e que se encontram em crise no convívio da nova família. Todos que quiserem podem obter o acompanhamento dos especialistas do núcleo.
Para iniciar um processo de adoção, os interessados devem se dirigir à 1ª Vara da Infância e da Juventude de Rio Branco (Rua Alvorada, nº 764, Bairro Bosque) e efetuar sua inscrição no CNA. Após esse procedimento, devem participar de palestras de conscientização pelo período mínimo de 3 meses, ministradas por psicólogas e assistentes sociais, para assegurar a certeza da adoção.
Quem pode ser adotado?
Crianças e adolescentes com até 18 anos à data do pedido de adoção, cujos pais forem falecidos ou desconhecidos, tiverem sido destituídos do poder familiar ou concordarem com a adoção de seu filho.
O adotando deve ser pelo menos 16 anos mais novo que o adotante. Maiores de 18 anos também podem ser adotados. Nesse caso, de acordo com o novo Código Civil, a adoção depende da assistência do Poder Público e de sentença constitutiva.
Segundo as orientações do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), só podem ser colocados à adoção aquelas crianças e adolescentes para quem todos os recursos dos programas de atenção e apoio familiar, no sentido de mantê-los no convívio com sua família de origem, se virem esgotados.
Que pessoas podem se candidatar a adotar uma criança ou adolescente?
De acordo com o ECA, homens e mulheres, não importa o seu estado civil, desde que sejam maiores de 18 anos de idade, sejam 16 anos mais velhos do que o adotado e ofereçam um ambiente familiar adequado. Não podem adotar os avós e irmãos do adotando. No caso de adoção por homossexuais a autorização fica a critério do juiz responsável pelo processo.
Documentação necessária para entrada com processo de adoção
- RG e comprovante de residência;
- Cópia autenticada da Certidão de Casamento ou Nascimento;
- Carteira de Identidade e CPF dos requerentes;
- Cópia do comprovante de renda mensal;
- Atestado de sanidade física e mental;
- Atestado de idoneidade moral assinado por duas testemunhas, com firma reconhecida;
- Atestado de antecedentes criminais.
Para mais informações, conheça a cartilha "Adoção passo a passo", editada pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).
Diante do desafio de proporcionar a todas as crianças e adolescentes o direito indiscutível de viver em família, a campanha "Adoção é Legal" vem sendo promovida desde março deste ano, a partir de uma parceria entre o Tribunal de Justiça do Acre e o Ministério Público Estadual, por meio da 1ª Vara da Infância e da Juventude de Rio Branco e da Coordenadoria Estadual da Defesa da Infância e Juventude.
A campanha de divulgação e conscientização visa incentivar a adoção tardia, inter-racial, soropositiva etc., ao mesmo tempo que impulsionar a utilização do Cadastro Nacional de Adoção (CNA), banco de dados que reúne informações sobre crianças aptas a serem adotadas em todo o Brasil.
Os juízes, promotores e especialistas envolvidos na campanha explicam que é necessário desestimular as chamadas "adoção à brasileira" e "adoção direta", para incentivar que os casais interessados em adotar busquem seguir os procedimentos legais.
Essas formas tradicionais de adoção acontecem quando a criança é entregue à família substituta de forma direta pelos pais biológicos ou pelas instituições de abrigo, sem qualquer intervenção da justiça na avaliação das condições destas famílias. Assim, a campanha busca mostrar que a via legal é a mais segura para crianças e famílias.
A Comarca de Rio Branco possui atualmente quatro menores, entre 4 e 15 anos, devidamente inscritos no CNA, aguardando oportunidade de serem acolhidos por uma família. Quando a criança está com seu nome disponível no sistema, ela não possui mais nenhum vínculo com a família genética, tornando dessa forma a ação segura e tranquila. O sígilo sobre o destino do adotado é assegurado.
Na Capital também existe um núcleo de apoio para as famílias e crianças em processo de adoção. Psicólogos e assistentes sociais, membros do núcleo, ministram palestras de conscientização para os casais que pretendem adotar, assim com para as crianças que foram adotadas e que se encontram em crise no convívio da nova família. Todos que quiserem podem obter o acompanhamento dos especialistas do núcleo.
Para iniciar um processo de adoção, os interessados devem se dirigir à 1ª Vara da Infância e da Juventude de Rio Branco (Rua Alvorada, nº 764, Bairro Bosque) e efetuar sua inscrição no CNA. Após esse procedimento, devem participar de palestras de conscientização pelo período mínimo de 3 meses, ministradas por psicólogas e assistentes sociais, para assegurar a certeza da adoção.
Quem pode ser adotado?
Crianças e adolescentes com até 18 anos à data do pedido de adoção, cujos pais forem falecidos ou desconhecidos, tiverem sido destituídos do poder familiar ou concordarem com a adoção de seu filho.
O adotando deve ser pelo menos 16 anos mais novo que o adotante. Maiores de 18 anos também podem ser adotados. Nesse caso, de acordo com o novo Código Civil, a adoção depende da assistência do Poder Público e de sentença constitutiva.
Segundo as orientações do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), só podem ser colocados à adoção aquelas crianças e adolescentes para quem todos os recursos dos programas de atenção e apoio familiar, no sentido de mantê-los no convívio com sua família de origem, se virem esgotados.
Que pessoas podem se candidatar a adotar uma criança ou adolescente?
De acordo com o ECA, homens e mulheres, não importa o seu estado civil, desde que sejam maiores de 18 anos de idade, sejam 16 anos mais velhos do que o adotado e ofereçam um ambiente familiar adequado. Não podem adotar os avós e irmãos do adotando. No caso de adoção por homossexuais a autorização fica a critério do juiz responsável pelo processo.
Documentação necessária para entrada com processo de adoção
- RG e comprovante de residência;
- Cópia autenticada da Certidão de Casamento ou Nascimento;
- Carteira de Identidade e CPF dos requerentes;
- Cópia do comprovante de renda mensal;
- Atestado de sanidade física e mental;
- Atestado de idoneidade moral assinado por duas testemunhas, com firma reconhecida;
- Atestado de antecedentes criminais.
Para mais informações, conheça a cartilha "Adoção passo a passo", editada pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).
* Adotar ou deixar marginalizado?(Opinião de terceiros)
Vou colocar uma questão no blog que pode contrariar a opinião de muitas pessoas; a adoção de crianças no Brasil. Não fiz nenhuma pesquisa na internet,simplesmente estou escrevendo sobre o que eu percebo nesses anos que vem se arrastando essa polemica situação.
Podem notar que a adoção no Brasil é muito burocrática e lenta, tudo em nome da escolha certa das pessoas que serão os educadores e "familia" dessas crianças, mas vários detalhes são deixados de lado, para mim propositalmente, que é ; a demora faz com que o comércio de compra e venda de crianças aumente proprcionalmente a demora, muitas crianças são deixadas de lado por não serem bonitinhas e fofinhas, alguns dirão que não é nada disso, é porque não setiram afeto pela criança, mas como explicar que essa criança se torne adulto dentro de um local de adoção? Para mim é a escolha que se faz, como se fossem um filhote de animal, nós sempre procuramos os esteticamente bonitos.Não se ve as pessoas adotando uma criança raquitica e sem beleza. Muitos preferem as recém-nascidas, pois essas já serão educadas de acordo com os conceitos da familia que vai adotar, não deixam de ter razão, mas se a adoção é uma opção do coração e setimento da familia, acredito que a idade,cor e educação dessa criança não teria importancia.
Outro ponto é que com a lentidão da justiça brasileira ajuda muito o tráfico de crianças. Há pouco tempo vi na Tv um caso de venda de adoção, intemediado por um escritório de advocacia no Sul do país, aproveitando-se do conhecimento dos entraves da justiça e dos canais dentro dessa mesma justiça que facilitavam a venda de crianças. Então porque não se faz esse tipo de comércio legalmente? Em vez de se pagar em dinheiro as pessoas que fazem adoção poderiam doar materiais para a instituição de adoção, para manter as crianças que talvez fiquem mais tempo. Assim essas crianças que não forem adotadas poderão sair de lá educadas,saudáveis e profissionalizadas, para enfrentar o mercado de trabalho e também poderem encarar as pessoas de cabeça erguida.Para mim essa seria uma solução de grande importancia social, porque todos que fazem a adoção normalmente não contribuem com as outras crianças que ficam para trás, seria também uma forma das crianças verem que não foram excluidas do meio social e sim escolhidas.Acredito também que os sequestros de crianças diminuiriam, que acontece na maioria para o tráfico de crianças para paises da Europa.
Agora em pesquisa na internet achei uns links interessantes como esse da Adoçao prefere criança branca, uma pela polemica do rascismo disfarçado no Brasil e outra pelos comentários de indignação de muitos leitores leigos como eu. Esse aqui que em parte mostra a burocracia da adoção, Cadastro de adoção reune seis vezes mais interessados do que crianças. Coloquei os links para os leitores terem uma visão diferente e realista do meu ponto de vista pessoal.
Sites com assuntos relacionados a adoção, para pais e filhos.
-Pais e filhos na internet
-Ajuda Brasil :: Saiba como adotar uma criança
-Adoção :: Habilitação dos pretendentes em Porto Alegre - RS
-Guia do bebê
-Born In Our Hearts
-Tire seu atestado de antecedentes on-line. São Paulo - SP
-Psicologia e Adoção
-Nascidos do coração
-Ajuda Brasil :: Saiba como adotar uma criança
-Adoção :: Habilitação dos pretendentes em Porto Alegre - RS
-Guia do bebê
-Born In Our Hearts
-Tire seu atestado de antecedentes on-line. São Paulo - SP
-Psicologia e Adoção
-Nascidos do coração
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
ONG malasiana abre 'incubadora' para crianças abandonadas .
Sex, 10 de Setembro de 2010 18:09 G1 .Noraini Hashim, da Orphancare (Foto: BBC)
Organizações tentam combater problemas de bebês abandonados num país onde gravidez fora do casamento ainda é tabu.
Uma organização de caridade malasiana está abrindo uma "incubadora" para crianças abandonadas, para que as mães que não queiram os filhos possam deixar seus bebês de maneira anônima.
A creche da entidade Orphancare abriga apenas um bebê, ainda sem nome. Mas a organização espera resgatar cada vez mais crianças, num momento em que as autoridades do país tentam conter o alto número de bebês abandonados.
Quase 500 bebês abandonados foram encontrados na Malásia desde 2005.
Alguns foram deixados em templos muçulmanos, em frente a portas de casas e até mesmo em latas de lixo. Muitos são encontrados mortos.
Acredita-se que essas crianças são principalmente abandonadas por mães solteiras.
Ter um filho fora do casamento ainda é visto como algo profundamente vergonhoso no país de maioria muçulmana, onde a educação sexual ainda é baseada na pregação da abstinência.
Berço
Os escritórios da Orphancare estão localizados em um subúrbio tranquilo perto da capital, Kuala Lumpur.
Perto da entrada principal há uma pequena porta que abre para um pequeno berço.
Uma vez que um bebê é colocado no berço, um alarme é soado e o ar condicionado começa a funcionar.
Quando a porta fecha, o bebê fica preso com segurança do lado de dentro, e um funcionário retira a criança.
Desta forma, o bebê é mantido seguro, e a identidade da mãe se mantém em sigilo.
Os críticos dizem que o programa vai tornar fácil demais para as mães abandonarem seus bebês, encorajando o sexo fora do casamento.
Mas Noraini Hashim, da Orphancare, diz que o anonimato é a única maneira de garantir que os pais usem a entidade em vez de jogar seus bebês no lixo.
"Não queremos perseguir as mães ou o casal que traz o bebê", ela diz.
Ilegal
Na Malásia, é ilegal para os muçulmanos manter relações sexuais fora do casamento. O país tem um sistema duplo de Justiça, no qual a lei islâmica se aplica aos muçulmanos e a lei civil se aplica aos demais.
Mas o estigma de ter um filho fora do casamento é o que leva as mães solteiras a atos desesperados, afirma Noraini.
Ela diz que a pressão é maior para garotas jovens quando seus namorados as deixam e elas se sentem incapazes de se apoiar na família ou em amigos.
"Nesse estado de depressão, suponho que a única solução para elas é abandonar o bebê", diz Noraini.
O governo, preocupado com o número crescente de bebês abandonados, pediu à polícia que comece a investigar esses casos como tentativa de homicídio ou assassinato, crime sujeito à pena de morte.
Refúgio
Perto do centro de Kuala Lumpur, o refúgio Kewaja, para grávidas solteiras, é um dos únicos lugares aos quais essas mulheres podem recorrer, já que o aborto é proibido.
O refúgio é feito de uma série de casas térreas no fundo de uma estrada de terra, parcialmente coberta por bananeiras.
Todas as mulheres usam véus e camisetas em tamanho grande para esconder suas barrigas.
Elas ficam no refúgio até que seus bebês nasçam. Três delas concordaram em contar suas histórias sob condição de anonimato.
Uma delas, Su, é uma garota de 19 anos, que diz ter procurado o refúgio aos cinco meses de gravidez para não envergonhar a família em frente aos vizinhos.
Siti, de 18 anos, deu à luz uma menina no refúgio. Seu pai acha que ela está fora estudando. Ela não pode voltar para casa até que a mãe a autorize, e ela está esperando há mais de um mês.
Mila tem 28 anos e veio para o refúgio no último mês de gravidez. Diferentemente das outras duas, ela está noiva e tem um emprego estável, mas se sente incapaz de manter a criança porque ter sexo fora do casamento é proibido pelo Islã.
"Se o bebê soubesse que nasceu fora do casamento, ele carregaria essa vergonha pelo resto de sua vida", ela diz.
As três mulheres dizem que sabiam sobre contraceptivos, mas que tinham vergonha de comprá-los.
Yahya Mohamed Yusof, que dirige o refúgio com sua mulher, diz que entidades como a sua ou a creche da Orphancare para bebês abandonados ajudam a salvar vidas, mas não resolvem o problema das gravidezes indesejadas.
Yahya diz ver um aumento nos casos todos os meses. "Quando começamos, há 14 anos, tínhamos menos de dez garotas no refúgio. Mas agora temos ao menos 70 mulheres grávidas sob nossos cuidados", diz.
Para manter suas gestações em segredo, a maioria das mulheres no refúgio Kewaja dará seus bebês para adoção. Na Malásia, mulheres solteiras ainda têm poucas alternativas.
Organizações tentam combater problemas de bebês abandonados num país onde gravidez fora do casamento ainda é tabu.
Uma organização de caridade malasiana está abrindo uma "incubadora" para crianças abandonadas, para que as mães que não queiram os filhos possam deixar seus bebês de maneira anônima.
A creche da entidade Orphancare abriga apenas um bebê, ainda sem nome. Mas a organização espera resgatar cada vez mais crianças, num momento em que as autoridades do país tentam conter o alto número de bebês abandonados.
Quase 500 bebês abandonados foram encontrados na Malásia desde 2005.
Alguns foram deixados em templos muçulmanos, em frente a portas de casas e até mesmo em latas de lixo. Muitos são encontrados mortos.
Acredita-se que essas crianças são principalmente abandonadas por mães solteiras.
Ter um filho fora do casamento ainda é visto como algo profundamente vergonhoso no país de maioria muçulmana, onde a educação sexual ainda é baseada na pregação da abstinência.
Berço
Os escritórios da Orphancare estão localizados em um subúrbio tranquilo perto da capital, Kuala Lumpur.
Perto da entrada principal há uma pequena porta que abre para um pequeno berço.
Uma vez que um bebê é colocado no berço, um alarme é soado e o ar condicionado começa a funcionar.
Quando a porta fecha, o bebê fica preso com segurança do lado de dentro, e um funcionário retira a criança.
Desta forma, o bebê é mantido seguro, e a identidade da mãe se mantém em sigilo.
Os críticos dizem que o programa vai tornar fácil demais para as mães abandonarem seus bebês, encorajando o sexo fora do casamento.
Mas Noraini Hashim, da Orphancare, diz que o anonimato é a única maneira de garantir que os pais usem a entidade em vez de jogar seus bebês no lixo.
"Não queremos perseguir as mães ou o casal que traz o bebê", ela diz.
Ilegal
Na Malásia, é ilegal para os muçulmanos manter relações sexuais fora do casamento. O país tem um sistema duplo de Justiça, no qual a lei islâmica se aplica aos muçulmanos e a lei civil se aplica aos demais.
Mas o estigma de ter um filho fora do casamento é o que leva as mães solteiras a atos desesperados, afirma Noraini.
Ela diz que a pressão é maior para garotas jovens quando seus namorados as deixam e elas se sentem incapazes de se apoiar na família ou em amigos.
"Nesse estado de depressão, suponho que a única solução para elas é abandonar o bebê", diz Noraini.
O governo, preocupado com o número crescente de bebês abandonados, pediu à polícia que comece a investigar esses casos como tentativa de homicídio ou assassinato, crime sujeito à pena de morte.
Refúgio
Perto do centro de Kuala Lumpur, o refúgio Kewaja, para grávidas solteiras, é um dos únicos lugares aos quais essas mulheres podem recorrer, já que o aborto é proibido.
O refúgio é feito de uma série de casas térreas no fundo de uma estrada de terra, parcialmente coberta por bananeiras.
Todas as mulheres usam véus e camisetas em tamanho grande para esconder suas barrigas.
Elas ficam no refúgio até que seus bebês nasçam. Três delas concordaram em contar suas histórias sob condição de anonimato.
Uma delas, Su, é uma garota de 19 anos, que diz ter procurado o refúgio aos cinco meses de gravidez para não envergonhar a família em frente aos vizinhos.
Siti, de 18 anos, deu à luz uma menina no refúgio. Seu pai acha que ela está fora estudando. Ela não pode voltar para casa até que a mãe a autorize, e ela está esperando há mais de um mês.
Mila tem 28 anos e veio para o refúgio no último mês de gravidez. Diferentemente das outras duas, ela está noiva e tem um emprego estável, mas se sente incapaz de manter a criança porque ter sexo fora do casamento é proibido pelo Islã.
"Se o bebê soubesse que nasceu fora do casamento, ele carregaria essa vergonha pelo resto de sua vida", ela diz.
As três mulheres dizem que sabiam sobre contraceptivos, mas que tinham vergonha de comprá-los.
Yahya Mohamed Yusof, que dirige o refúgio com sua mulher, diz que entidades como a sua ou a creche da Orphancare para bebês abandonados ajudam a salvar vidas, mas não resolvem o problema das gravidezes indesejadas.
Yahya diz ver um aumento nos casos todos os meses. "Quando começamos, há 14 anos, tínhamos menos de dez garotas no refúgio. Mas agora temos ao menos 70 mulheres grávidas sob nossos cuidados", diz.
Para manter suas gestações em segredo, a maioria das mulheres no refúgio Kewaja dará seus bebês para adoção. Na Malásia, mulheres solteiras ainda têm poucas alternativas.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
* A realidade dos Orfanatos
13 May 2010 - 08:30:00
Uma pesquisa nacional aponta que o que menos tem em orfanatos, são órfãos 95% dos que vivem em abrigos coletivos, tem família
________________________________________
O carinho e a atenção dos adultos do orfanato amenizam, mas não eliminam o sofrimento das crianças. Longe das famílias originais, elas aguardam, muitas vezes anos, por uma adoção que nem sempre vem. Quando chegam ao abrigo, trazem histórias de violência, humilhação e traumas.
O nome já diz tudo. Orfanato deveria ser lugar para órfãos, crianças que não tem pai, mãe, nem outro familiar. Mas um estudo do instituto de pesquisas econômicas aplicadas, o IPEA, indica que 95% das crianças abrigadas em instituições do Brasil tem família. 80% delas, inclusive, recebe regularmente visitas dos pais no abrigo. Mas por que, então, elas não estão onde deveriam: em casa?
A pesquisa aponta que uma em cada quatro crianças são deixadas em entidades porque os pais não tem condições financeiras para criá-las. quase 19% foram abandonadas pelos responsáveis. A violência doméstica é responsável por mais de 11% dos abrigamentos. Pais viciados em drogas e álcool também representam 11% dos motivos. Só 5,2% não tem pai, mãe, ou algum parente interessado em assumir a guarda.
O estatuto da criança e do adolescente defende que o melhor modelo é o que várias cidades, inclusive Rio Preto, já adotaram. Ao invés de manter abrigos coletivos, os municípios ajudam financeiramente famílias cadastradas para que elas recebam as crianças.
Em um abrigo de Fernandópolis, as responsáveis acreditam que, quando uma criança entra pela porta, toda a rede de proteção social, dela e da família, já falhou antes.
Suzete Isaías, presidente da entidade fala que o abrigo é a última alternativa, mas que muita coisa pode ser feita antes, e evitar que a criança vá para lá.
RICARDO MELLO, TV Record Rio Preto
Uma pesquisa nacional aponta que o que menos tem em orfanatos, são órfãos 95% dos que vivem em abrigos coletivos, tem família
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O carinho e a atenção dos adultos do orfanato amenizam, mas não eliminam o sofrimento das crianças. Longe das famílias originais, elas aguardam, muitas vezes anos, por uma adoção que nem sempre vem. Quando chegam ao abrigo, trazem histórias de violência, humilhação e traumas.
O nome já diz tudo. Orfanato deveria ser lugar para órfãos, crianças que não tem pai, mãe, nem outro familiar. Mas um estudo do instituto de pesquisas econômicas aplicadas, o IPEA, indica que 95% das crianças abrigadas em instituições do Brasil tem família. 80% delas, inclusive, recebe regularmente visitas dos pais no abrigo. Mas por que, então, elas não estão onde deveriam: em casa?
A pesquisa aponta que uma em cada quatro crianças são deixadas em entidades porque os pais não tem condições financeiras para criá-las. quase 19% foram abandonadas pelos responsáveis. A violência doméstica é responsável por mais de 11% dos abrigamentos. Pais viciados em drogas e álcool também representam 11% dos motivos. Só 5,2% não tem pai, mãe, ou algum parente interessado em assumir a guarda.
O estatuto da criança e do adolescente defende que o melhor modelo é o que várias cidades, inclusive Rio Preto, já adotaram. Ao invés de manter abrigos coletivos, os municípios ajudam financeiramente famílias cadastradas para que elas recebam as crianças.
Em um abrigo de Fernandópolis, as responsáveis acreditam que, quando uma criança entra pela porta, toda a rede de proteção social, dela e da família, já falhou antes.
Suzete Isaías, presidente da entidade fala que o abrigo é a última alternativa, mas que muita coisa pode ser feita antes, e evitar que a criança vá para lá.
RICARDO MELLO, TV Record Rio Preto
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