Choro salva bebê encontrado em terreno baldio em Jaú
Um chorinho semelhante a um miado de gato, que vinha de um terreno baldio, foi o som que ajudou a encontrar um recém-nascido para ser socorrido. O bebê foi deixado enrolado em um lençol sujo de sangue no terreno baldio na rua Waldemar Galante, próximo ao numeral 67, no Jardim Olímpia, em Jaú (47 quilômetros de Bauru), é mais um caso na lista de crianças abandonadas logo após o nascimento. A menina passa bem, pesou cerca de quatro quilos e está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Jaú. A mãe, identificada no início da tarde, foi presa em flagrante.
Lucimary Leal Ferreira, uma calçadista, foi a primeira a encontrar a pequena Vitória, como ela batizou. Emocionada, a mulher conta que todos os dias, por volta das 6h, passeia com seu cão. “Eram 6h20 mais ou menos, estava muito frio e eu desci a rua com meu cachorro. No terreno ouvi um chorinho e resolvi ver o que acontecia. O pezinho dela estava de fora do lençol”, conta Lucimary.
A mulher ficou desesperada e chamou uma moradora vizinha do terreno. “Logo vi que era uma menina e que estava com muito frio. Enrolamos ela em um cobertor e ligamos para a polícia, mas antes da viatura chegar, passou o Wesley que se prontificou em levar o bebê para o Pronto-Socorro Municipal,” declara a calçadista.
O modelista de calçados Wesley Ramos Paleólogo passava pelo local quando viu as mulheres com o recém-nascido no colo. “Elas disseram que tinham acabado de achar a menina. Eu coloquei em meu veículo e corri para o PSM. Em sete minutos, a criança foi entregue para a enfermeira,” diz.
Ele lembra que chegou correndo e pediu socorro. “A enfermeira pegou a criança e correu, desesperada. Um minuto a mais poderia comprometer a vida dela e nosso intuito era salvá-la. O pediatra atendeu e a Vitória foi para a UTI. Depois eu fui vê-la. Ela não corre risco de morte. Isso me deixou aliviado, tenho um filho de três meses,” conta Wesley Ramos.
Mãe de uma única filha, atualmente com 15 anos, Lucimary Ferreira está disposta a adotar o recém-nascido. “Na hora eu liguei para o meu marido, que está trabalhando, e ele ficou super feliz. Se eu tiver oportunidade, quero ficar com ela. Ela apareceu na minha vida e deve ter um porquê para isso.”
Criança chegou com hipotermia
O médico plantonista da UTI da Santa Casa de Jaú, Luis Gonzaga Gerlin, declarou que o recém-nascido chegou em estado de hipotermia, ou seja, com temperatura abaixo do normal. “O primeiro procedimento foi aquecer a criança. A menina com cerca de quatro quilos ainda está na UTI por precaução, mas em ótimo estado de saúde.”
Para o médico, a criança poderia ter morrido, caso não tivesse sido enrolada em um cobertor. “Na madrugada de hoje (ontem) os termômetros apontavam em Jaú uma temperatura de aproximadamente 10 graus.” Gerlin pede para que as gestantes, no estado de parto, procurem o hospital para dar à luz, evitando locais que não ofereçam as condições necessárias tanto para a mãe como para o bebê.
Mãe é identificada e será processada
Logo após a localização do recém-nascido, a polícia iniciou as investigações para tentar identificar a mãe. O ponto de partida foi o pressuposto de que a mulher residiria nas imediações. Após conversas com vizinhos, o delegado Luverci da Costa Mello recebeu informações sobre algumas gestantes do bairro, mas nenhuma delas havia dado à luz ainda.
Por volta das 12h40, a Polícia Militar recebeu denúncia de que haveria uma gestante trabalhando como balconista de uma padaria no jardim Planalto, bairro próximo ao local onde o recém-nascido foi encontrado. A princípio, a mulher, identificada como Lilian Bernardes Silva, 24 anos, negou ser a mãe do bebê.
Contudo, após conversa com o delegado, a jovem confessou que havia dado à luz menina sozinha, em sua residência, por volta das 3h da madrugada de ontem. Segundo ela, ninguém sabia da sua gestação. Desesperada por não ter como cuidar dela, pelo fato de já ter dois filhos e estar separada do marido, a mulher disse que decidiu abandoná-la no terreno baldio.
De acordo com Mello, após passar por atendimento médico no Pronto-Socorro do município, a mulher foi conduzida à delegacia, onde foi presa e autuada em flagrante por abandono de incapaz. Depois de pagar fiança no valor de R$ 500,00, ela foi liberada para responder pelo crime em liberdade.
A mulher também foi apresentada à Vara da Infância e Juventude de Jaú para que a Justiça decida qual será o futuro da criança. “Ela demonstrou que não tem condições e que não quer ficar com a criança”, revela o delegado, que ainda pretende ouvir mais duas testemunhas antes de concluir o inquérito.
Abandono de incapaz em uma situação de risco, como foi o caso ocorrido ontem, pode ser transformado em tentativa de homicídio. Esta é a opinião do delegado Luverci da Costa Mello.
A tese do delegado é de que a criança, um recém-nascido, foi abandonada sem as mínimas condições de sobrevivência. “Enrolada em um lençol, submetido a uma temperatura baixa em um local ermo, com poucas possibilidades de ser encontrado”,
Precisa ter uma pena maior para essas mulheres, não é possivel uma fiança de R$ 500,00?????
Essa mulher devia ser condenada a pena máxima!!!!!
"Ontem chorei, vi nos olhos de uma criança, um olhar sem amanhã."
* Mostrar a realidade
A minha intenção ao colocar estas postagens é de mostrar todos os problemas que envolvem as crianças abandonadas.
Tanto os problemas relacionados ao abandono, como também os traumas, as mentiras, os preconceitos. O que envolve os pais que abandonam, os pais que adotam e os filhos adotivos.
Quando se toma uma decisão de adotar é uma responsabilidade muito grande,pois se trata de um ser humano, e as marcas e recordações ficaram pra vida toda.
Tanto os problemas relacionados ao abandono, como também os traumas, as mentiras, os preconceitos. O que envolve os pais que abandonam, os pais que adotam e os filhos adotivos.
Quando se toma uma decisão de adotar é uma responsabilidade muito grande,pois se trata de um ser humano, e as marcas e recordações ficaram pra vida toda.
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Relação de Abrigos e orfanatos.
Casa Amarela
Associação que atende crianças de 0 a 16 anos. O atendimento é totalmente gratuito, mantido pela Guarany Embalagens.
Casa de Apoio de Contagem, Contagem —MG
Fundada em 20 de julho de 1994, a instituição é uma sociedade civil sem fins lucrativos e de caráter filantrópico que atua nas áreas de educação, saúde, desenvolvimento social e protagonismo juvenil.
Casa da Criança Paralítica da Campinas (CCP), Campinas - SP
A Casa da Criança Paralítica oferece atendimento especializado nas áreas de fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, médica, odontológica, psicologia, serviço social e pedagógica a crianças e adolescentes de 0 a 18 anos portadores de necessidades especiais na área física, com comprometimento neurológico, além de orientação à família.
Casa de Ensaio, Campo Grande — MS
A Casa de Ensaio existe para cultivar a cidadania e expandir conhecimentos de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade em relação à cultura.
Casa de Francisco de Assis(CFA), Rio de Janeiro - RJ
A Casa de Francisco de Assis é uma Instituição Não Governamental, beneficente, filantrópica, com registro no CNAS — Conselho Nacional de Assistência Social e CMAS — Conselho Municipal de Assistência Social, reconhecida como de Utilidade Pública Estadual e Federal, CMDCA — Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente; atuando no Terceiro Setor desde sua fundação em 1975.
Casa Lar Ebenezer, Santo André - SP
Com cara, tamanho e jeito de casa, o Lar Ebenezer é um abrigo beneficiente para crianças carentes em Santo André, São Paulo, que aguardam para serem adotadas ou retornarem a suas familias.
Casa Mateus, Mauá - SP
Tem como missão promover junto à comunidade local o desenvolvimento de crianças, jovens e famílias em situação de risco social, estimulando e potencializando suas capacidades e dons para o pleno exercício da cidadania.
Casa do Menino Jesus de Praga, Porto Alegre - RS
Instituição filantrópica, fundada em 1984, construída e mantida com apoio da comunidade, empresas e instituições, em terreno doado pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre. O atendimento é direcionado a crianças com lesão cerebral grave e deficiência motora permanente, provenientes de famílias carentes e/ou desestruturadas da região metropolitana de Porto Alegre.
Casa de Nazaré Centro de Apoio ao Menor, Porto Alegre - RS
A Casa de Nazaré é uma instituição que, nos seus mais de 20 anos de atividades, realiza um trabalho de promoção da vida junto à comunidade da Vila Nossa Senhora da Graças, no Bairro Cristal, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.
Casa da Providência, Indaiatuba - SP
Tem como missão acompanhar as famílias, através de projeto sócio educativos e assistenciais que visam acolher, proteger, educar, socializar, trabalhando com situações de vulnerabilidade e riscos sociais e inserindo-as na comunidade com qualidade de vida.
Casa das Rosas - Centro de Apoio à infância e à juventude
Entidade cuja missão é contribuir para o desenvolvimento psicobiológico de jovens, oportunizando o crescimento de sua capacidade para o mercado de trabalho de sua região, diminuindo a violência e a minimizando os jovens no mundo do crime.
Casa Vó Benedita
A Casa Vó Benedita (CVB), com sede em Santos, é uma Instituição particular, sem fins lucrativos, que foi declarada de Utilidade Pública pela Lei nº 1599 de 19/06/97 e que mantém convênio com a Prefeitura Municipal de Santos.
Casas da Convivência Familiar (CCFs), Fortaleza - CE
O objetivo principal do projeto é abrigar as crianças no horário alternado ao da escola enquanto os pais trabalham.O projeto é completamente gratuito e oferece: amparo, respeito, carinho, dedicação, acompanhamento saúde e educação.
Centro de Adoção de Ribeirão Preto (CARIB),Ribeirão Preto - SP
Hoje, a entidade desenvolve o projeto de abrigo, atendendo cerca de vinte sete crianças, a maioria delas com até quatro anos de idade, mantendo convênios com a municipalidade e contando com o apoio da sociedade civil.O Carib proporciona moradia, assistência médica, psicológica, social, educacional, moral, afetiva e de lazer.
Centro de Assistencia Social de Capao Bonito
Instituição filantrópica criada para atendimento de crianças carentesde 0 até 14 anos de idade,em uma das regiõesmais pobres do Estado São Paulo/Brasil.
Centro Comunitário Irmão André (CECOIA), Campinas - SP
Busca promover ações que levem a socialização dos usuários e de seu grupo familiar, numa perspectiva de educação para a vida, exercício da cidadania e processo de conscientização social, participativo e emancipatório.
Centro de Orientaçao ao Adolescente de Campinas (COMEC), Campinas - SP
O COMEC - Centro de Orientação ao Adolescente de Campinas - foi fundado em 1980pelo Juiz de Direito Dr. Rubens de Andrade Noronha e pelo Promotor de Justiça Dr. Hermano Roberto Santamaria, na época, respectivamente, Juiz e Curador de Menores, os quais coordenaram um grupo de pessoas preocupadas com a questão do adolescente autor de ato infracional na cidade de Campinas.
Centro de Reabilitação Jundiaí (CRJ), Jundiaí - SP
O Centro de Reabilitação Jundiaí é uma entidade filantrópica que atende a portadores de deficiência física e crianças com dificuldades de aprendizagem de Jundiaí e região.
Centro Social Padre Aldo da Tófori (CESPAT)
Fundado em 6 de fevereiro de 1996. Antes dessa data era chamado de CENTRO SOCIAL JOÃO XXIII. Objetivo foi sempre o mesmo: ser um recurso voltado para a população carente da região.
Centro de Treinamento de Adolescentes Dom João Bosco (CTA)
Desenvolve trabalhos com crianças e adolescentes em situação de risco social e pessoal, na faixa etária de 07 a 18 anos de ambos os sexos, residentes na zona rural e urbana, vinda de famílias com extrema carência afetiva e financeira.
Cepac Barueri
Fundada em 05 de maio de 1993, a Associação para Proteção das Crianças e Adolescentes, mais conhecida como CEPAC, é uma organização não-governamental sem fins lucrativos.
Comunidade Do Amor
A Comunidade do Amor nasceu da união de ideais de pessoas que acreditam que a Educação Continuada complementa a Educação Formal e é um agente de conscientização e formação social.
Creche - Sinhazinha Meirelles, São Paulo - SP
Informações gerais sobre a creche, atividades desenvolvidas e espaço para quem deseja oferece ajudar a instituição.
Creche Cantinho de Luz, Campinas - SP
Tem como missão proporcionar condições para o desenvolvimento integral da criança, em seus aspectos físicos, psicológicos, intelectual e social, mediante práticas de incentivo à sua autonomia, criatividade e responsabilidade.
Creche Frederico Cozanam, Brasília - DF
Histórico da creche, diretoria, equipe de trabalho, instalações, álbum de fotos, e outros conteúdos.
Creche Hilda Vertematti, São Bernardo do Campo — SP
Nasceu em 2004 do sonho de proporcionar à criança carente a oportunidade de alimentar suas esperança em um futuro melhor através da educação infantil. Atende gratuitamente 50 crianças de um a quatro anos de idade provenientes de famílias de baixa ou nenhuma renda e que se encontram em situação de vulnerabilidade social.
Creche Nosso Sonho, Rio de Janeiro - RJ
Informações sobre a filosofia da escola, hotelzinho, instalações, notícias, eventos, equipe, atividades, nutrição, entre outras.
Cteg Casa Transitória de Embu Guaçu, Embu Guaçu - SP
A Casa Transitória de Embu Guaçu é uma entidade sem fins lucrativos que abriga crianças vítimas de maus tratos, destituidas de seus lares mediante ordem judicial.
ERÊ - Projeto Alternativo de Apoio a Meninos e Meninas de Rua, Maceió - AL
O Erê é uma ONG (Organização Não Governamental) de natureza assistencial e de caráter sócio-educativo e cultural que atualmente trabalha com crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social nas ruas e praças centrais e comunidades periféricas de Maceió.
Espaço Maria Helena Marinho, Recife - PE
O Espaço Maria Helena Marinho do Movimento Pró-Criança - EMHM-MPC - é uma sub-sede do Movimento Pró-Criança, instituição sem fins lucrativos que desenvolve atividades de arte-educação com crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social provenientes das comunidades carentes da Região Metropolitana do Recife.
Estrela Guia, Santos - SP
A Associação de Assistência a Infância Estrela Guia (A.A.I.E.G), Fundada em 09/10/1980, surgiu da iniciativa de 34 pessoas envolvidas em ações sociais. É de caráter filantrópico, iniciou suas atividades na Rua Alfaia Rodrigues, atendendo 18 crianças de 2 anos até 6 anos e 11 meses.
Fundo Cristão para Crianças
O Fundo Cristão para Crianças promove o desenvolvimento do potencial da criança e do adolescente, com o envolvimento da família e comunidade, através de ações que fortaleçam o exercício da cidadania para a melhoria das condições de vida.
Organização não governamental de apoio à criança carente, através do sistema de apadrinhamento.
Grupo Assistencial Alvorada Nova, São Paulo - SP
O GAAN - Grupo Assistencial Alvorada Nova é uma entidade sem fins lucrativos, fundada em Junho de 1996, cujo objetivo é abrigar 10 crianças, abandonadas, carentes, vítimas de violência ou órfãs de 0 a 4 anos de idade.
Instituto da Criança, Rio de Janeiro - RJ
O Instituto da Criança é uma organização não-governamental, sem fins lucrativos, que apóia projetos no Rio de Janeiro e São Paulo.
Instituto Francisca de Souza Peixoto, Cataguases - MG
O Instituto Francisca de Souza Peixoto sempre teve o objetivo de promover ações conjuntas e hoje inúmeras empresas e instituições locais participam de diversas iniciativas em projetos de educação, cultura, saúde, esportes e cidadania.
Instituto Humberto Campos, Sorocaba - SP
Entidade sem fins lucrativos, onde atende a 365 crianças e adolescentes, de 06 à 16 anos, com atividades que complementam seu horários escolar.
Instituto da Infância (IFAN), Fortaleza - CE
O Instituto da Infância (IFAN) é uma associação civil sem fins lucrativos, constituída no ano de 1999, com sede administrativa em Fortaleza (CE) e um escritório operativo em São Luiz (MA), atua nos 05 Estados da Região Nordeste do Brasil (Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba).
Instituto Presbiteriano Álvaro Reis de Assistência à Criança e ao Adolescente (INPAR)
Página do Instituto Presbiteriano Alvaro Reis de Assistência à criança e ao adolescente.
Instituto Social - CEVAD - Casa de Acolhida Irmã Tereza, São Paulo - SP
O CEVAD é uma instituição filantrópica fundada em 2003 por Irmã Tereza Ferraz Moreira, Franciscana Secular da Ordem Terceira, que desde os 14 anos de idade, há mais de quarenta anos, vem recebendo mensagens Divinas nítidas e claras de que está sendo escolhida para uma missão muito grande 'Você deve criar o projeto CEVAD para gerar o caminho de Como Encontrar Vida, Amor e Deus, destinado à busca dos Meus filhos que estão jogados nas ruas pelo mundo afora com frio, com sede, com fome, sem teto e sem saber como Me encontrar'.
Lar do Caminho
Organização privada, sem fins lucrativos e sem vínculos políticos ou religiosos. Tem como missão promover o desenvolvimento integral de crianças em situação de abandono durante todo o seu período de crescimento.
Lar da Criança Feliz, Campinas - SP
Tem como objetivo objetivo de amparar crianças órfãs e desassistidas, encaminhadas pelo Conselho Tutelar de Campinas e pela Vara da Infância e Juventude.
Lar Escola Agricola a Semente, São Paulo - SP
O Lar Agrícola a Semente abriga, ampara e educa crianças carentes promovendo atividades e serviços que visem a melhoria da vida da população infanto-juvenil de acordo e inspirado no E.C.A. (Estatuto do direito das crianças e adolescentes).
Lar Escola Dr. Leocádio José Correia, Curitiba - PR
Desde 1963, o Lar Escola Dr. Leocádio José Correia, vem prestando expressivo serviço à comunidade curitibana.
Lar Escola São Francisco, São Paulo - SP
Proporciona tratamento nas seguintes áreas médicas: fisiatria, reumatologia, geriatria e pneumologia e nas áreas terapêuticas: Atividade Física Adaptada, Enfermagem, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Musicoterapia, Nutrição, Oficina Terapêutica, Psicopedagogia, Psicologia, Serviço Social, Terapia Ocupacional, e em Odontologia. Possuí escola especial de ensino infantil e de primeira a quarta série para crianças de 4 a 15 anos.
Lar Infantil Allan Kardek, São Paulo - SP
Site do Lar Infantil Allan Kardec, uma instituição que atende a crianças carentes.
Lar da Infância de Nice, São Paulo - SP
Fundado em 1972, o 'Lar da Infância de Nice' é uma entidade não governamental que abriga meninos e meninas de 0 a 17 anos que se encontram em situação de abandono.
Lar Nossa Senhora Aparecida, Parelheiros - SP
O Lar, como é conhecido no meio biker, é uma Instituição social, uma equipe de Mountain Bike, uma loja de bicicleta, um centro de treinamento, um local de alfabetização, uma grande família.
Lar Santo Antônio, Biritiba Mirim - SP
O Lar Santo Antônio é uma obra social administrada pelas Irmãs da Caridade do Japão e foi fundado em 1981, com a finalidade de acolher e atender as necessidades emergentes das crianças e adolescentes, oferecendo-lhes um lar, e com este, alimentação, vestuário, cuidados com a saúde integral e educação.
Lar, Amor, Luz e Esperança da Criança (LALEC), São Paulo - SP
Entidade beneficente de assistência social, não governamental e sem fins lucrativos que apoia crianças portadoras de HIV.
Legião da Boa Vontade (LBV)
A Legião da Boa Vontade (LBV) é uma associação civil de direito privado, beneficente, filantrópica, educacional, cultural, filosófica, ecumênica e altruística, sem fins econômicos, reconhecida no Brasil e no exterior por seu trabalho socioeducacional.
Missão Criança, Brasília - DF
A Missão Criança é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), não-governamental e sem fins lucrativos, voltada ao combate a todas as formas de pobreza e exclusão social, especialmente por meio de investimentos na área de educação.
Missão Evangélica de Amparo ao Menor (MEAME), Ijuí - RS
Entidade civil, filantrópica, sem fins lucrativos , que abriga crianças que não têm condições de viver em seu próprio lar, ou oriundos de um lar 'destruído'; muitas vezes são crianças abandonadas pelos pais e entregues para adoção.
Movimento de Adolescentes e Crianças (MAC)
Organização que esta a serviço da Organização e da Evangelização das Crianças e Adolescentes dos meios populares em todo o Brasil
Novo Lar Betânia, São Paulo - SP
O Novo Lar Betânia é uma ONG que atende 170 crianças/adolescentes, em três programas sociais: 100 crianças e adolescentes no Núcleo Sócio Educativo; 60 crianças no Centro de Educação Infantil e Casa Abrigo.
Orfanato Recanto Cristo Vivo
O Orfanato Recanto Cristo Vivo é uma entidade filantrópica, sem fins lucrativos, que vêm prestando assistência social, integral, gratuita.
Orfanato Santa Rita de Cássia, Rio de Janeiro - RJ
Site do Orfanato Santa Rita de Cássia. Informações sobre nossas crianças e adolescentes.
Projeto Acolher, Belo Horizonte - MG
O Projeto Acolher é uma ONG que trabalha com crianças em situação de risco social entre 6 e 10 anos residentes na Vila São Francisco e região, no noroeste de Belo Horizonte.
Projeto Aconchego, Brasília - DF
O Projeto Aconchego é uma entidade civil, sem fins lucrativos, fundada em dezembro de 1997, com atuação em todo o Distrito Federal. Tem como missão incentivar e apoiar ações que promovam a convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes em situação de abrigamento no Distrito Federal.
Projeto Criança Feliz
Projeto, apoiadores, resultados, projetos sociais, brinquedos educativos.
Projeto Sorriso de Criança
Grupo de Amigos que deseja proporcionar amor, carinho, alegria e diversão às crianças carentes.
Projeto Vida Feliz
O Projeto Vida Feliz nasceu em 1999, tendo como principal objetivo apoiar e encorajar estudantes, plantando e reafirmando valores éticos, morais, sociais e espirituais, como ferramentas que possibilitem uma Vida segura, saudável e Feliz.
São Martinho, Rio de Janeiro - RJ
São Martinho, as crianças, prestação de contas, notícias, projetos, doações.
Associação que atende crianças de 0 a 16 anos. O atendimento é totalmente gratuito, mantido pela Guarany Embalagens.
Casa de Apoio de Contagem, Contagem —MG
Fundada em 20 de julho de 1994, a instituição é uma sociedade civil sem fins lucrativos e de caráter filantrópico que atua nas áreas de educação, saúde, desenvolvimento social e protagonismo juvenil.
Casa da Criança Paralítica da Campinas (CCP), Campinas - SP
A Casa da Criança Paralítica oferece atendimento especializado nas áreas de fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, médica, odontológica, psicologia, serviço social e pedagógica a crianças e adolescentes de 0 a 18 anos portadores de necessidades especiais na área física, com comprometimento neurológico, além de orientação à família.
Casa de Ensaio, Campo Grande — MS
A Casa de Ensaio existe para cultivar a cidadania e expandir conhecimentos de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade em relação à cultura.
Casa de Francisco de Assis(CFA), Rio de Janeiro - RJ
A Casa de Francisco de Assis é uma Instituição Não Governamental, beneficente, filantrópica, com registro no CNAS — Conselho Nacional de Assistência Social e CMAS — Conselho Municipal de Assistência Social, reconhecida como de Utilidade Pública Estadual e Federal, CMDCA — Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente; atuando no Terceiro Setor desde sua fundação em 1975.
Casa Lar Ebenezer, Santo André - SP
Com cara, tamanho e jeito de casa, o Lar Ebenezer é um abrigo beneficiente para crianças carentes em Santo André, São Paulo, que aguardam para serem adotadas ou retornarem a suas familias.
Casa Mateus, Mauá - SP
Tem como missão promover junto à comunidade local o desenvolvimento de crianças, jovens e famílias em situação de risco social, estimulando e potencializando suas capacidades e dons para o pleno exercício da cidadania.
Casa do Menino Jesus de Praga, Porto Alegre - RS
Instituição filantrópica, fundada em 1984, construída e mantida com apoio da comunidade, empresas e instituições, em terreno doado pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre. O atendimento é direcionado a crianças com lesão cerebral grave e deficiência motora permanente, provenientes de famílias carentes e/ou desestruturadas da região metropolitana de Porto Alegre.
Casa de Nazaré Centro de Apoio ao Menor, Porto Alegre - RS
A Casa de Nazaré é uma instituição que, nos seus mais de 20 anos de atividades, realiza um trabalho de promoção da vida junto à comunidade da Vila Nossa Senhora da Graças, no Bairro Cristal, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.
Casa da Providência, Indaiatuba - SP
Tem como missão acompanhar as famílias, através de projeto sócio educativos e assistenciais que visam acolher, proteger, educar, socializar, trabalhando com situações de vulnerabilidade e riscos sociais e inserindo-as na comunidade com qualidade de vida.
Casa das Rosas - Centro de Apoio à infância e à juventude
Entidade cuja missão é contribuir para o desenvolvimento psicobiológico de jovens, oportunizando o crescimento de sua capacidade para o mercado de trabalho de sua região, diminuindo a violência e a minimizando os jovens no mundo do crime.
Casa Vó Benedita
A Casa Vó Benedita (CVB), com sede em Santos, é uma Instituição particular, sem fins lucrativos, que foi declarada de Utilidade Pública pela Lei nº 1599 de 19/06/97 e que mantém convênio com a Prefeitura Municipal de Santos.
Casas da Convivência Familiar (CCFs), Fortaleza - CE
O objetivo principal do projeto é abrigar as crianças no horário alternado ao da escola enquanto os pais trabalham.O projeto é completamente gratuito e oferece: amparo, respeito, carinho, dedicação, acompanhamento saúde e educação.
Centro de Adoção de Ribeirão Preto (CARIB),Ribeirão Preto - SP
Hoje, a entidade desenvolve o projeto de abrigo, atendendo cerca de vinte sete crianças, a maioria delas com até quatro anos de idade, mantendo convênios com a municipalidade e contando com o apoio da sociedade civil.O Carib proporciona moradia, assistência médica, psicológica, social, educacional, moral, afetiva e de lazer.
Centro de Assistencia Social de Capao Bonito
Instituição filantrópica criada para atendimento de crianças carentesde 0 até 14 anos de idade,em uma das regiõesmais pobres do Estado São Paulo/Brasil.
Centro Comunitário Irmão André (CECOIA), Campinas - SP
Busca promover ações que levem a socialização dos usuários e de seu grupo familiar, numa perspectiva de educação para a vida, exercício da cidadania e processo de conscientização social, participativo e emancipatório.
Centro de Orientaçao ao Adolescente de Campinas (COMEC), Campinas - SP
O COMEC - Centro de Orientação ao Adolescente de Campinas - foi fundado em 1980pelo Juiz de Direito Dr. Rubens de Andrade Noronha e pelo Promotor de Justiça Dr. Hermano Roberto Santamaria, na época, respectivamente, Juiz e Curador de Menores, os quais coordenaram um grupo de pessoas preocupadas com a questão do adolescente autor de ato infracional na cidade de Campinas.
Centro de Reabilitação Jundiaí (CRJ), Jundiaí - SP
O Centro de Reabilitação Jundiaí é uma entidade filantrópica que atende a portadores de deficiência física e crianças com dificuldades de aprendizagem de Jundiaí e região.
Centro Social Padre Aldo da Tófori (CESPAT)
Fundado em 6 de fevereiro de 1996. Antes dessa data era chamado de CENTRO SOCIAL JOÃO XXIII. Objetivo foi sempre o mesmo: ser um recurso voltado para a população carente da região.
Centro de Treinamento de Adolescentes Dom João Bosco (CTA)
Desenvolve trabalhos com crianças e adolescentes em situação de risco social e pessoal, na faixa etária de 07 a 18 anos de ambos os sexos, residentes na zona rural e urbana, vinda de famílias com extrema carência afetiva e financeira.
Cepac Barueri
Fundada em 05 de maio de 1993, a Associação para Proteção das Crianças e Adolescentes, mais conhecida como CEPAC, é uma organização não-governamental sem fins lucrativos.
Comunidade Do Amor
A Comunidade do Amor nasceu da união de ideais de pessoas que acreditam que a Educação Continuada complementa a Educação Formal e é um agente de conscientização e formação social.
Creche - Sinhazinha Meirelles, São Paulo - SP
Informações gerais sobre a creche, atividades desenvolvidas e espaço para quem deseja oferece ajudar a instituição.
Creche Cantinho de Luz, Campinas - SP
Tem como missão proporcionar condições para o desenvolvimento integral da criança, em seus aspectos físicos, psicológicos, intelectual e social, mediante práticas de incentivo à sua autonomia, criatividade e responsabilidade.
Creche Frederico Cozanam, Brasília - DF
Histórico da creche, diretoria, equipe de trabalho, instalações, álbum de fotos, e outros conteúdos.
Creche Hilda Vertematti, São Bernardo do Campo — SP
Nasceu em 2004 do sonho de proporcionar à criança carente a oportunidade de alimentar suas esperança em um futuro melhor através da educação infantil. Atende gratuitamente 50 crianças de um a quatro anos de idade provenientes de famílias de baixa ou nenhuma renda e que se encontram em situação de vulnerabilidade social.
Creche Nosso Sonho, Rio de Janeiro - RJ
Informações sobre a filosofia da escola, hotelzinho, instalações, notícias, eventos, equipe, atividades, nutrição, entre outras.
Cteg Casa Transitória de Embu Guaçu, Embu Guaçu - SP
A Casa Transitória de Embu Guaçu é uma entidade sem fins lucrativos que abriga crianças vítimas de maus tratos, destituidas de seus lares mediante ordem judicial.
ERÊ - Projeto Alternativo de Apoio a Meninos e Meninas de Rua, Maceió - AL
O Erê é uma ONG (Organização Não Governamental) de natureza assistencial e de caráter sócio-educativo e cultural que atualmente trabalha com crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social nas ruas e praças centrais e comunidades periféricas de Maceió.
Espaço Maria Helena Marinho, Recife - PE
O Espaço Maria Helena Marinho do Movimento Pró-Criança - EMHM-MPC - é uma sub-sede do Movimento Pró-Criança, instituição sem fins lucrativos que desenvolve atividades de arte-educação com crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social provenientes das comunidades carentes da Região Metropolitana do Recife.
Estrela Guia, Santos - SP
A Associação de Assistência a Infância Estrela Guia (A.A.I.E.G), Fundada em 09/10/1980, surgiu da iniciativa de 34 pessoas envolvidas em ações sociais. É de caráter filantrópico, iniciou suas atividades na Rua Alfaia Rodrigues, atendendo 18 crianças de 2 anos até 6 anos e 11 meses.
Fundo Cristão para Crianças
O Fundo Cristão para Crianças promove o desenvolvimento do potencial da criança e do adolescente, com o envolvimento da família e comunidade, através de ações que fortaleçam o exercício da cidadania para a melhoria das condições de vida.
Organização não governamental de apoio à criança carente, através do sistema de apadrinhamento.
Grupo Assistencial Alvorada Nova, São Paulo - SP
O GAAN - Grupo Assistencial Alvorada Nova é uma entidade sem fins lucrativos, fundada em Junho de 1996, cujo objetivo é abrigar 10 crianças, abandonadas, carentes, vítimas de violência ou órfãs de 0 a 4 anos de idade.
Instituto da Criança, Rio de Janeiro - RJ
O Instituto da Criança é uma organização não-governamental, sem fins lucrativos, que apóia projetos no Rio de Janeiro e São Paulo.
Instituto Francisca de Souza Peixoto, Cataguases - MG
O Instituto Francisca de Souza Peixoto sempre teve o objetivo de promover ações conjuntas e hoje inúmeras empresas e instituições locais participam de diversas iniciativas em projetos de educação, cultura, saúde, esportes e cidadania.
Instituto Humberto Campos, Sorocaba - SP
Entidade sem fins lucrativos, onde atende a 365 crianças e adolescentes, de 06 à 16 anos, com atividades que complementam seu horários escolar.
Instituto da Infância (IFAN), Fortaleza - CE
O Instituto da Infância (IFAN) é uma associação civil sem fins lucrativos, constituída no ano de 1999, com sede administrativa em Fortaleza (CE) e um escritório operativo em São Luiz (MA), atua nos 05 Estados da Região Nordeste do Brasil (Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba).
Instituto Presbiteriano Álvaro Reis de Assistência à Criança e ao Adolescente (INPAR)
Página do Instituto Presbiteriano Alvaro Reis de Assistência à criança e ao adolescente.
Instituto Social - CEVAD - Casa de Acolhida Irmã Tereza, São Paulo - SP
O CEVAD é uma instituição filantrópica fundada em 2003 por Irmã Tereza Ferraz Moreira, Franciscana Secular da Ordem Terceira, que desde os 14 anos de idade, há mais de quarenta anos, vem recebendo mensagens Divinas nítidas e claras de que está sendo escolhida para uma missão muito grande 'Você deve criar o projeto CEVAD para gerar o caminho de Como Encontrar Vida, Amor e Deus, destinado à busca dos Meus filhos que estão jogados nas ruas pelo mundo afora com frio, com sede, com fome, sem teto e sem saber como Me encontrar'.
Lar do Caminho
Organização privada, sem fins lucrativos e sem vínculos políticos ou religiosos. Tem como missão promover o desenvolvimento integral de crianças em situação de abandono durante todo o seu período de crescimento.
Lar da Criança Feliz, Campinas - SP
Tem como objetivo objetivo de amparar crianças órfãs e desassistidas, encaminhadas pelo Conselho Tutelar de Campinas e pela Vara da Infância e Juventude.
Lar Escola Agricola a Semente, São Paulo - SP
O Lar Agrícola a Semente abriga, ampara e educa crianças carentes promovendo atividades e serviços que visem a melhoria da vida da população infanto-juvenil de acordo e inspirado no E.C.A. (Estatuto do direito das crianças e adolescentes).
Lar Escola Dr. Leocádio José Correia, Curitiba - PR
Desde 1963, o Lar Escola Dr. Leocádio José Correia, vem prestando expressivo serviço à comunidade curitibana.
Lar Escola São Francisco, São Paulo - SP
Proporciona tratamento nas seguintes áreas médicas: fisiatria, reumatologia, geriatria e pneumologia e nas áreas terapêuticas: Atividade Física Adaptada, Enfermagem, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Musicoterapia, Nutrição, Oficina Terapêutica, Psicopedagogia, Psicologia, Serviço Social, Terapia Ocupacional, e em Odontologia. Possuí escola especial de ensino infantil e de primeira a quarta série para crianças de 4 a 15 anos.
Lar Infantil Allan Kardek, São Paulo - SP
Site do Lar Infantil Allan Kardec, uma instituição que atende a crianças carentes.
Lar da Infância de Nice, São Paulo - SP
Fundado em 1972, o 'Lar da Infância de Nice' é uma entidade não governamental que abriga meninos e meninas de 0 a 17 anos que se encontram em situação de abandono.
Lar Nossa Senhora Aparecida, Parelheiros - SP
O Lar, como é conhecido no meio biker, é uma Instituição social, uma equipe de Mountain Bike, uma loja de bicicleta, um centro de treinamento, um local de alfabetização, uma grande família.
Lar Santo Antônio, Biritiba Mirim - SP
O Lar Santo Antônio é uma obra social administrada pelas Irmãs da Caridade do Japão e foi fundado em 1981, com a finalidade de acolher e atender as necessidades emergentes das crianças e adolescentes, oferecendo-lhes um lar, e com este, alimentação, vestuário, cuidados com a saúde integral e educação.
Lar, Amor, Luz e Esperança da Criança (LALEC), São Paulo - SP
Entidade beneficente de assistência social, não governamental e sem fins lucrativos que apoia crianças portadoras de HIV.
Legião da Boa Vontade (LBV)
A Legião da Boa Vontade (LBV) é uma associação civil de direito privado, beneficente, filantrópica, educacional, cultural, filosófica, ecumênica e altruística, sem fins econômicos, reconhecida no Brasil e no exterior por seu trabalho socioeducacional.
Missão Criança, Brasília - DF
A Missão Criança é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), não-governamental e sem fins lucrativos, voltada ao combate a todas as formas de pobreza e exclusão social, especialmente por meio de investimentos na área de educação.
Missão Evangélica de Amparo ao Menor (MEAME), Ijuí - RS
Entidade civil, filantrópica, sem fins lucrativos , que abriga crianças que não têm condições de viver em seu próprio lar, ou oriundos de um lar 'destruído'; muitas vezes são crianças abandonadas pelos pais e entregues para adoção.
Movimento de Adolescentes e Crianças (MAC)
Organização que esta a serviço da Organização e da Evangelização das Crianças e Adolescentes dos meios populares em todo o Brasil
Novo Lar Betânia, São Paulo - SP
O Novo Lar Betânia é uma ONG que atende 170 crianças/adolescentes, em três programas sociais: 100 crianças e adolescentes no Núcleo Sócio Educativo; 60 crianças no Centro de Educação Infantil e Casa Abrigo.
Orfanato Recanto Cristo Vivo
O Orfanato Recanto Cristo Vivo é uma entidade filantrópica, sem fins lucrativos, que vêm prestando assistência social, integral, gratuita.
Orfanato Santa Rita de Cássia, Rio de Janeiro - RJ
Site do Orfanato Santa Rita de Cássia. Informações sobre nossas crianças e adolescentes.
Projeto Acolher, Belo Horizonte - MG
O Projeto Acolher é uma ONG que trabalha com crianças em situação de risco social entre 6 e 10 anos residentes na Vila São Francisco e região, no noroeste de Belo Horizonte.
Projeto Aconchego, Brasília - DF
O Projeto Aconchego é uma entidade civil, sem fins lucrativos, fundada em dezembro de 1997, com atuação em todo o Distrito Federal. Tem como missão incentivar e apoiar ações que promovam a convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes em situação de abrigamento no Distrito Federal.
Projeto Criança Feliz
Projeto, apoiadores, resultados, projetos sociais, brinquedos educativos.
Projeto Sorriso de Criança
Grupo de Amigos que deseja proporcionar amor, carinho, alegria e diversão às crianças carentes.
Projeto Vida Feliz
O Projeto Vida Feliz nasceu em 1999, tendo como principal objetivo apoiar e encorajar estudantes, plantando e reafirmando valores éticos, morais, sociais e espirituais, como ferramentas que possibilitem uma Vida segura, saudável e Feliz.
São Martinho, Rio de Janeiro - RJ
São Martinho, as crianças, prestação de contas, notícias, projetos, doações.
Cadastro nacional , três anos com mais de 3 mil adoções
Perfil pretendido e realidade dos abrigos ainda dificultam aproximação.
Cadastro tem hoje 4,5 mil crianças; nos abrigos, há mais de 29 mil.
Em três anos, 3.015 adoções, quase três por dia. A marca, alcançada pelo Cadastro Nacional de Adoção, criado em abril de 2008, surpreende e faz a principal ferramenta para unir pretendentes a pais às crianças que aguardam uma família no Brasil ser considerada um avanço na área da infância e juventude.
“Antes não havia nada. Não havia uma relação de crianças disponibilizadas para adoção. Também não havia um cadastro de candidatos elencados em todo o Brasil. Isso gerava um transtorno porque eles tinham que percorrer comarca por comarca levando sua carta de habilitação e, às vezes, tendo que se submeter a um processo iniciado do zero”, diz Maria Bárbara Toledo, da Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção (Angaad).
Estudo revela queda no preconceito dos pais na hora de adotar criançasA presidente do Grupo de Apoio à Adoção de SP (Gaasp), Mônica Natale, lembra bem dessas dificuldades. Há oito anos, foi a 25 cidades diferentes fora do estado de São Paulo para tentar acelerar o sonho de ser mãe. Um ano após a peregrinação, obteve resultado: conseguiu adotar um menino, ainda bebê, no Rio Grande do Sul. Alberto tem hoje 7 anos.
Após a implementação do cadastro de forma efetiva nos 26 estados há cerca de dois anos, Mônica, que tem 45 anos e é tecnóloga em construção civil, decidiu dar um irmão ou uma irmã a Alberto. Sem sair de casa, recebeu uma chamada de Minas Gerais. Era o prenúncio da chegada de Bruna, hoje com 1 ano e 8 meses, que passou a fazer parte da família em dezembro de 2009.
“Eu tenho a absoluta certeza de que o cadastro facilitou a vida de todos. Ele evita a chamada adoção à brasileira e permite que toda a equipe que trabalha nas varas da infância tenha acesso aos dados. No Paraná, há o caso de um juiz que foi à procura de pais para cinco irmãos. Não havia nenhuma expectativa de conseguir esse perfil em Cascavel, mas uma família de fora do estado estava aberta a essa opção no cadastro e a aproximação foi feita com sucesso. É um exemplo emblemático”, afirma a diretora-adjunta da Coordenadoria da Infância e Juventude da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Maria Roseli Guiessmann.
Apesar dos avanços, nem tudo é motivo para comemoração. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) obtidos pelo G1 mostram que existem hoje 4.513 crianças cadastradas aptas à adoção. Nos abrigos, a estatística oficial aponta 29.144, mas o número pode ser ainda maior. E apesar de haver 26.820 mil pretendentes no cadastro, o abismo que os separam das crianças e adolescentes ainda é enorme. Mais de 30% das crianças disponíveis aguardam um futuro lar nessas instituições junto com seus irmãos, enquanto menos de 20% dos pretendentes estão abertos a levar para casa mais de um filho.
Segundo o CNJ, São Paulo é o estado com mais crianças cadastradas (1.198) e pretendentes (6.936). Amapá e Piauí não têm nenhuma criança no cadastro (apesar de possuírem mais de cem em abrigos).
“O cadastro está funcionando, sim, mas não da forma que deveria. Depois de ele implantado, descobriu-se que o processo não andava tão mais rápido porque nem todas as crianças estavam no cadastro, apesar de todos os pretendentes estarem lá. Se for pegar o dado atualizado, há muitas crianças e muitos adolescentes que não estão no perfil que a maioria deseja. E esse número não muda”, diz Mônica.
“De fato quando se faz o diagnóstico do número de crianças disponibilizadas comparando com as que estão nos abrigos, é possível ver que há algum nó, algum equívoco, algum mistério não revelado”, diz Maria Bárbara Toledo.
Problemas de estrutura
O problema, na maior parte dos casos, diz respeito à não destituição do poder familiar. No cadastro só são incluídas as crianças e adolescentes que já não têm mais vínculo algum com os pais. Para isso, é preciso que tenha sido dada uma sentença e que ela tenha transitado em julgado (ou seja, que não seja mais possível recorrer dessa decisão), o que pode fazer com que os casos se arrastem por anos.
A demora nos julgamentos acontece, muitas vezes, por falta de estrutura, reconhece o juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, Nicolau Lupianhes Neto. “Falta estrutura material e humana nas varas de infância e juventude. Faltam psicólogos, assistentes sociais, pedagogos e outros profissionais para as equipes interdisciplinares. O número é irrisório para atender a demanda, o que atrasa o processo, porque o juiz necessita do auxílio dos profissionais”, afirma o juiz.
Segundo a nova lei de adoção, de novembro de 2009, a permanência da criança e do adolescente em programa de acolhimento institucional não deve se prolongar por mais de dois anos, “salvo comprovada necessidade que atenda ao seu superior interesse, devidamente fundamentada pela autoridade judiciária”.
A criança não pertence à família biológica. Ela pertence àquela família capaz de amar mais"Maria Bárbara Toledo, presidente da AngaadNos últimos meses, foram feitas em todo o país as chamadas audiências concentradas nos abrigos. Lupianhes Neto estima que até 30% das crianças abrigadas tenham voltado para as famílias de origem. “Se elas forem reintegradas e ali conseguirem se desenvolver satisfatoriamente, dignamente, é o desejado por todos. A adoção tem de ser a última opção, a exceção. O ideal é que a criança conviva na sua família”, diz.
Maria Bárbara afirma, no entanto, que o número esconde uma realidade perversa. “Muitas vezes em que se coloca uma criança de volta à família, o número baixa, mas depois volta a crescer. A tentativa de reintegrar nem sempre dá certo. O que se precisa entender é que a criança não pertence à família biológica, ela pertence àquela família capaz de amar mais, cuidar mais.”
Alberto foi adotado antes do cadastro, após mãe percorrer 25 cidades fora de SP e encontrá-lo em Porto Alegre (Foto: Daigo Oliva/G1)
Perfil
Um problema que ainda persiste quando o assunto é adoção é a falta de sintonia entre as preferências de quem quer adotar e o perfil das crianças. Dados do CNJ mostram, por exemplo, que apenas 1/3 das crianças aptas no cadastro são brancas. O índice dos que só aceitam crianças brancas, entretanto, ainda é alto: 37%.
A presidente do Gaasp diz que há um trabalho para mudar essa posição dos pretendentes e que ele tem dado resultado. No ano passado, segundo ela, o grupo fez um acompanhamento de 14 adoções feitas em São Paulo. Seis famílias mudaram o perfil desejado de início. “Ou queriam um bebê e adotaram um maior, ou queriam um branco e adotaram uma criança parda ou negra, ou queriam um e adotaram irmãos. Três preencheram o cadastro após ir ao grupo, o que já fez eles entrarem abertos às opções. Só cinco mantiveram a posição inicial.”
A gente vem trabalhando para trazer o filho desejado o mais próximo do filho real"Mônica Natale, presidente do Gaasp“A gente vem trabalhando para trazer o filho desejado o mais próximo possível do filho real. E a gente tem que trabalhar o porquê daquele perfil. Muitas vezes os pais querem uma criança que se pareça com eles para não contar para ela. Quando eles percebem que se essa mentira for escondida, um dia a criança vai descobrir e, se isso ocorrer na adolescência, mina todo o relacionamento, muda essa mentalidade”, afirma Mônica.
Ela conta que, no seu caso, a única exigência ao adotar a segunda criança é que ela fosse mais nova que o outro filho, prestes a fazer 6 anos. “A gente só queria mais nova para ele não se sentir enciumado. A gente dizia que ia chegar um irmãozinho que ele ia ensinar a jogar videogame ou uma irmãzinha e que ele ia ser o ajudante.”
A adoção tardia e de grupo de irmãos ainda são as mais difíceis. Isso porque apenas 17% dos pretendentes aceitam adotar mais de uma criança. “É difícil, mas não impossível. Isso acontece porque as famílias estão preparadas financeiramente para um filho. É até desonesto falar em preconceito. As famílias na verdade estão sendo responsáveis, têm um planejamento. E quando acontece essa adoção é porque os pais se apaixonam mesmo pelo grupo de irmãos”, afirma Maria Bárbara Toledo.
Exemplo disso é o caso do economista Marcelo Monteiro, de 42 anos, e da mulher Luciana, de 40, do Rio de Janeiro. Os dois decidiram se tornar pais muito tarde e não conseguiram ter um filho biológico. Ao optarem pela adoção, ficaram logo com três, todos com mais de 1 ano de idade.
“Eu e minha mulher trabalhamos o dia todo e já não queríamos bebê. Eu não queria ficar à noite acordado, com bebê chorando. A gente queria conversar com a criança, interagir com ela. Mas nós pretendíamos adotar filhos menores de 6 anos. Com o tempo, passamos a frequentar a ONG Quintal de Casa de Ana e fomos mudando o perfil.”
É uma troca. Eles nos fazem felizes e a gente tenta fazer o mesmo"Marcelo Monteiro, economista, pai de três crianças adotadasMonteiro diz que foi convidado a conhecer três crianças em um abrigo, um menino então com 3 anos, uma menina com 8 e um outro garoto com 10. “No primeiro momento, a gente já se identificou com as crianças e elas com a gente. É por isso que eu falo para as pessoas esquecerem essa questão de perfil. Elas têm que se dar o direito de conhecer a criança. Porque a criança ideal não existe. Já a real vai rir com você, se divertir no momento em que estiver lá.”
Dois anos depois da adoção, e de uma mudança total na vida do casal, o economista diz que o fato de eles serem irmãos só ajudou. “Acabou facilitando o processo de integração porque um ajudou o outro nessa nova realidade, nessa nova família. Foi um processo de transição sem que eles se sentissem isolados.”
Monteiro conta que, agora, o que existe é uma “relação de troca” e de “cumplicidade”. “Eles nos fazem felizes e a gente tenta fazer o mesmo.”
Cadastro tem hoje 4,5 mil crianças; nos abrigos, há mais de 29 mil.
Em três anos, 3.015 adoções, quase três por dia. A marca, alcançada pelo Cadastro Nacional de Adoção, criado em abril de 2008, surpreende e faz a principal ferramenta para unir pretendentes a pais às crianças que aguardam uma família no Brasil ser considerada um avanço na área da infância e juventude.
“Antes não havia nada. Não havia uma relação de crianças disponibilizadas para adoção. Também não havia um cadastro de candidatos elencados em todo o Brasil. Isso gerava um transtorno porque eles tinham que percorrer comarca por comarca levando sua carta de habilitação e, às vezes, tendo que se submeter a um processo iniciado do zero”, diz Maria Bárbara Toledo, da Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção (Angaad).
Estudo revela queda no preconceito dos pais na hora de adotar criançasA presidente do Grupo de Apoio à Adoção de SP (Gaasp), Mônica Natale, lembra bem dessas dificuldades. Há oito anos, foi a 25 cidades diferentes fora do estado de São Paulo para tentar acelerar o sonho de ser mãe. Um ano após a peregrinação, obteve resultado: conseguiu adotar um menino, ainda bebê, no Rio Grande do Sul. Alberto tem hoje 7 anos.
Após a implementação do cadastro de forma efetiva nos 26 estados há cerca de dois anos, Mônica, que tem 45 anos e é tecnóloga em construção civil, decidiu dar um irmão ou uma irmã a Alberto. Sem sair de casa, recebeu uma chamada de Minas Gerais. Era o prenúncio da chegada de Bruna, hoje com 1 ano e 8 meses, que passou a fazer parte da família em dezembro de 2009.
“Eu tenho a absoluta certeza de que o cadastro facilitou a vida de todos. Ele evita a chamada adoção à brasileira e permite que toda a equipe que trabalha nas varas da infância tenha acesso aos dados. No Paraná, há o caso de um juiz que foi à procura de pais para cinco irmãos. Não havia nenhuma expectativa de conseguir esse perfil em Cascavel, mas uma família de fora do estado estava aberta a essa opção no cadastro e a aproximação foi feita com sucesso. É um exemplo emblemático”, afirma a diretora-adjunta da Coordenadoria da Infância e Juventude da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Maria Roseli Guiessmann.
Apesar dos avanços, nem tudo é motivo para comemoração. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) obtidos pelo G1 mostram que existem hoje 4.513 crianças cadastradas aptas à adoção. Nos abrigos, a estatística oficial aponta 29.144, mas o número pode ser ainda maior. E apesar de haver 26.820 mil pretendentes no cadastro, o abismo que os separam das crianças e adolescentes ainda é enorme. Mais de 30% das crianças disponíveis aguardam um futuro lar nessas instituições junto com seus irmãos, enquanto menos de 20% dos pretendentes estão abertos a levar para casa mais de um filho.
Segundo o CNJ, São Paulo é o estado com mais crianças cadastradas (1.198) e pretendentes (6.936). Amapá e Piauí não têm nenhuma criança no cadastro (apesar de possuírem mais de cem em abrigos).
“O cadastro está funcionando, sim, mas não da forma que deveria. Depois de ele implantado, descobriu-se que o processo não andava tão mais rápido porque nem todas as crianças estavam no cadastro, apesar de todos os pretendentes estarem lá. Se for pegar o dado atualizado, há muitas crianças e muitos adolescentes que não estão no perfil que a maioria deseja. E esse número não muda”, diz Mônica.
“De fato quando se faz o diagnóstico do número de crianças disponibilizadas comparando com as que estão nos abrigos, é possível ver que há algum nó, algum equívoco, algum mistério não revelado”, diz Maria Bárbara Toledo.
Problemas de estrutura
O problema, na maior parte dos casos, diz respeito à não destituição do poder familiar. No cadastro só são incluídas as crianças e adolescentes que já não têm mais vínculo algum com os pais. Para isso, é preciso que tenha sido dada uma sentença e que ela tenha transitado em julgado (ou seja, que não seja mais possível recorrer dessa decisão), o que pode fazer com que os casos se arrastem por anos.
A demora nos julgamentos acontece, muitas vezes, por falta de estrutura, reconhece o juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, Nicolau Lupianhes Neto. “Falta estrutura material e humana nas varas de infância e juventude. Faltam psicólogos, assistentes sociais, pedagogos e outros profissionais para as equipes interdisciplinares. O número é irrisório para atender a demanda, o que atrasa o processo, porque o juiz necessita do auxílio dos profissionais”, afirma o juiz.
Segundo a nova lei de adoção, de novembro de 2009, a permanência da criança e do adolescente em programa de acolhimento institucional não deve se prolongar por mais de dois anos, “salvo comprovada necessidade que atenda ao seu superior interesse, devidamente fundamentada pela autoridade judiciária”.
A criança não pertence à família biológica. Ela pertence àquela família capaz de amar mais"Maria Bárbara Toledo, presidente da AngaadNos últimos meses, foram feitas em todo o país as chamadas audiências concentradas nos abrigos. Lupianhes Neto estima que até 30% das crianças abrigadas tenham voltado para as famílias de origem. “Se elas forem reintegradas e ali conseguirem se desenvolver satisfatoriamente, dignamente, é o desejado por todos. A adoção tem de ser a última opção, a exceção. O ideal é que a criança conviva na sua família”, diz.
Maria Bárbara afirma, no entanto, que o número esconde uma realidade perversa. “Muitas vezes em que se coloca uma criança de volta à família, o número baixa, mas depois volta a crescer. A tentativa de reintegrar nem sempre dá certo. O que se precisa entender é que a criança não pertence à família biológica, ela pertence àquela família capaz de amar mais, cuidar mais.”
Alberto foi adotado antes do cadastro, após mãe percorrer 25 cidades fora de SP e encontrá-lo em Porto Alegre (Foto: Daigo Oliva/G1)
Perfil
Um problema que ainda persiste quando o assunto é adoção é a falta de sintonia entre as preferências de quem quer adotar e o perfil das crianças. Dados do CNJ mostram, por exemplo, que apenas 1/3 das crianças aptas no cadastro são brancas. O índice dos que só aceitam crianças brancas, entretanto, ainda é alto: 37%.
A presidente do Gaasp diz que há um trabalho para mudar essa posição dos pretendentes e que ele tem dado resultado. No ano passado, segundo ela, o grupo fez um acompanhamento de 14 adoções feitas em São Paulo. Seis famílias mudaram o perfil desejado de início. “Ou queriam um bebê e adotaram um maior, ou queriam um branco e adotaram uma criança parda ou negra, ou queriam um e adotaram irmãos. Três preencheram o cadastro após ir ao grupo, o que já fez eles entrarem abertos às opções. Só cinco mantiveram a posição inicial.”
A gente vem trabalhando para trazer o filho desejado o mais próximo do filho real"Mônica Natale, presidente do Gaasp“A gente vem trabalhando para trazer o filho desejado o mais próximo possível do filho real. E a gente tem que trabalhar o porquê daquele perfil. Muitas vezes os pais querem uma criança que se pareça com eles para não contar para ela. Quando eles percebem que se essa mentira for escondida, um dia a criança vai descobrir e, se isso ocorrer na adolescência, mina todo o relacionamento, muda essa mentalidade”, afirma Mônica.
Ela conta que, no seu caso, a única exigência ao adotar a segunda criança é que ela fosse mais nova que o outro filho, prestes a fazer 6 anos. “A gente só queria mais nova para ele não se sentir enciumado. A gente dizia que ia chegar um irmãozinho que ele ia ensinar a jogar videogame ou uma irmãzinha e que ele ia ser o ajudante.”
A adoção tardia e de grupo de irmãos ainda são as mais difíceis. Isso porque apenas 17% dos pretendentes aceitam adotar mais de uma criança. “É difícil, mas não impossível. Isso acontece porque as famílias estão preparadas financeiramente para um filho. É até desonesto falar em preconceito. As famílias na verdade estão sendo responsáveis, têm um planejamento. E quando acontece essa adoção é porque os pais se apaixonam mesmo pelo grupo de irmãos”, afirma Maria Bárbara Toledo.
Exemplo disso é o caso do economista Marcelo Monteiro, de 42 anos, e da mulher Luciana, de 40, do Rio de Janeiro. Os dois decidiram se tornar pais muito tarde e não conseguiram ter um filho biológico. Ao optarem pela adoção, ficaram logo com três, todos com mais de 1 ano de idade.
“Eu e minha mulher trabalhamos o dia todo e já não queríamos bebê. Eu não queria ficar à noite acordado, com bebê chorando. A gente queria conversar com a criança, interagir com ela. Mas nós pretendíamos adotar filhos menores de 6 anos. Com o tempo, passamos a frequentar a ONG Quintal de Casa de Ana e fomos mudando o perfil.”
É uma troca. Eles nos fazem felizes e a gente tenta fazer o mesmo"Marcelo Monteiro, economista, pai de três crianças adotadasMonteiro diz que foi convidado a conhecer três crianças em um abrigo, um menino então com 3 anos, uma menina com 8 e um outro garoto com 10. “No primeiro momento, a gente já se identificou com as crianças e elas com a gente. É por isso que eu falo para as pessoas esquecerem essa questão de perfil. Elas têm que se dar o direito de conhecer a criança. Porque a criança ideal não existe. Já a real vai rir com você, se divertir no momento em que estiver lá.”
Dois anos depois da adoção, e de uma mudança total na vida do casal, o economista diz que o fato de eles serem irmãos só ajudou. “Acabou facilitando o processo de integração porque um ajudou o outro nessa nova realidade, nessa nova família. Foi um processo de transição sem que eles se sentissem isolados.”
Monteiro conta que, agora, o que existe é uma “relação de troca” e de “cumplicidade”. “Eles nos fazem felizes e a gente tenta fazer o mesmo.”
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Cor da pele é o maior fator de rejeição; 500 crianças vivem em abrigos do Estado ou filnatrópicos.
Setenta crianças esperam pela adoção em Mato Grosso
Atualmente 72 crianças e adolescentes estão preparadas para serem adotadas e, na contramão disso, chega a 300 o número de pessoas na lista de espera para adotar uma criança. Em Cuiabá e Várzea Grande 47 crianças estão na lista de espera.
A procura maior que a oferta não é bom sinal neste caso. Isso significa que as crianças que estão em abrigos não correspondem às características desejadas por quem quer adotar.
O cadastro de adoções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revela uma realidade cruel: 37,25% dos candidatos a pais, 11.316 do total de 30 mil, só aceitam receber em seus lares crianças brancas. Ou seja, se houver uma criança disponível, mas com outra cor de pele, a adoção não será considerada por esses adultos.
De acordo com os números do cadastro, a raça ainda é um fator essencial na hora de uma família escolher uma criança. Dos adultos inscritos, 14.259, ou 46,94%, fazem questão de escolher a cor da pele do futuro filho.
Além das exigências caucasianas, 5,81% (1.764) só aceitam uma criança de pele parda; 1,91% (579) só aceita uma criança negra; 1% (304) só aceita uma criança amarela; e 0,97% (296), uma criança indígena.
É o que explica a diretora do Ceja, Elaine Zorgetti Pereira. "Muitas pessoas quando decidem adotar já traçaram um perfil da criança que querem. Geralmente querem uma criança branca, com menos de três anos, que não tenha irmãos e que não possua deficiência física ou mental", explicou.
Elaine informou que cerca de 500 crianças vivem em abrigos no Estado, mas nem todos podem ser adotados. "A criança só fica pronta para a adoção quando a família perde o Poder Pátrio sobre ela. Além disso, a criança passa por um tratamento psicológico até ficar preparada para conviver com outra família".
Como adotar
Além de preparar as crianças para a adoção, o Ceja também prepara as pessoas que estão dispostas a adotar. Quem decide adotar deve procurar o Fórum de sua cidade, com os documentos pessoais e fazer o cadastro de pretendente. Depois da análise e aprovação da documentação, psicólogos e assistentes sociais fazem entrevistas e visitas na casa do requerente.
A parte final de todo o processo é o curso preparatório para adoção. Finalizado o curso e com a aprovação em todos o quesitos a pessoa está habilitada para adotar. Estando em ordem a documentação, em média o cumprimento dos atos processuais já enumerados leva 15 dias entre o ajuizamento e a decisão.
Elaine explica que em caso de adoção todo o cuidado é pouco. "A nossa maior preocupação são as crianças que, em sua grande maioria, já foram rejeitadas por seus pais biológicos. Não podemos permitir que o menor seja adotado e depois devolvido, como acontecia em um passado não muito distante", revelou a diretora.
As buscas por lares para as crianças que vivem em abrigos passam por quatro esferas. "Primeiramente procurados na própria comarca, depois no cadastro estadual e nacional, em último caso recorremos para a adoção internacional. Antes da criação do Ceja era comum que crianças brasileiras fossem adotadas por estrangeiros. Hoje uma das principais preocupações é que as crianças fiquem no território nacional", explicou Elaine.
Atualmente 72 crianças e adolescentes estão preparadas para serem adotadas e, na contramão disso, chega a 300 o número de pessoas na lista de espera para adotar uma criança. Em Cuiabá e Várzea Grande 47 crianças estão na lista de espera.
A procura maior que a oferta não é bom sinal neste caso. Isso significa que as crianças que estão em abrigos não correspondem às características desejadas por quem quer adotar.
O cadastro de adoções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revela uma realidade cruel: 37,25% dos candidatos a pais, 11.316 do total de 30 mil, só aceitam receber em seus lares crianças brancas. Ou seja, se houver uma criança disponível, mas com outra cor de pele, a adoção não será considerada por esses adultos.
De acordo com os números do cadastro, a raça ainda é um fator essencial na hora de uma família escolher uma criança. Dos adultos inscritos, 14.259, ou 46,94%, fazem questão de escolher a cor da pele do futuro filho.
Além das exigências caucasianas, 5,81% (1.764) só aceitam uma criança de pele parda; 1,91% (579) só aceita uma criança negra; 1% (304) só aceita uma criança amarela; e 0,97% (296), uma criança indígena.
É o que explica a diretora do Ceja, Elaine Zorgetti Pereira. "Muitas pessoas quando decidem adotar já traçaram um perfil da criança que querem. Geralmente querem uma criança branca, com menos de três anos, que não tenha irmãos e que não possua deficiência física ou mental", explicou.
Elaine informou que cerca de 500 crianças vivem em abrigos no Estado, mas nem todos podem ser adotados. "A criança só fica pronta para a adoção quando a família perde o Poder Pátrio sobre ela. Além disso, a criança passa por um tratamento psicológico até ficar preparada para conviver com outra família".
Como adotar
Além de preparar as crianças para a adoção, o Ceja também prepara as pessoas que estão dispostas a adotar. Quem decide adotar deve procurar o Fórum de sua cidade, com os documentos pessoais e fazer o cadastro de pretendente. Depois da análise e aprovação da documentação, psicólogos e assistentes sociais fazem entrevistas e visitas na casa do requerente.
A parte final de todo o processo é o curso preparatório para adoção. Finalizado o curso e com a aprovação em todos o quesitos a pessoa está habilitada para adotar. Estando em ordem a documentação, em média o cumprimento dos atos processuais já enumerados leva 15 dias entre o ajuizamento e a decisão.
Elaine explica que em caso de adoção todo o cuidado é pouco. "A nossa maior preocupação são as crianças que, em sua grande maioria, já foram rejeitadas por seus pais biológicos. Não podemos permitir que o menor seja adotado e depois devolvido, como acontecia em um passado não muito distante", revelou a diretora.
As buscas por lares para as crianças que vivem em abrigos passam por quatro esferas. "Primeiramente procurados na própria comarca, depois no cadastro estadual e nacional, em último caso recorremos para a adoção internacional. Antes da criação do Ceja era comum que crianças brasileiras fossem adotadas por estrangeiros. Hoje uma das principais preocupações é que as crianças fiquem no território nacional", explicou Elaine.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Um bebê recém-nascido foi arremessado de um carro e atropelado por outro, em Guarulhos

Um bebê recém-nascido foi arremessado de um carro e atropelado por outro, em Guarulhos, na Grande São Paulo, na tarde de sábado. De acordo com a polícia, a criança, do sexo masculino, tinha cerca de 60 centímetros. Foi encontrada morta pelos policiais militares, que foram ao local após receberem denúncia pelo 190.
Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Militar, a denúncia de um corpo na esquina das ruas José de Andrade com Bartolomeu de Gusmão, no Jardim Santa Francisca, levou os policiais ao local. Ao chegarem, os PMs foram informados por moradores de que uma pessoa num carro jogou um saco de lixo com o bebê pela janela.
Um automóvel que vinha atrás passou por cima. O número da placa não foi anotado.
"Pensei que era um cachorrinho, porque vi a cabecinha estava dentro da sacola e corpo para fora. Me assustei quando percebi que era uma criança e não um animal. Quem abandonou essa criança é um monstro", disse uma moradora.
O caso foi registrado como homicídio. De acordo com a polícia, uma mulher que deu entrada com sangramento num hospital em Guarulhos está sendo investigada por policiais do 1º Distrito Policial.
Aparecida Petrowky atua em peça sobre adoção. História se mistura com a vida
Em ‘Meu filho sem nome’, Aparecida vive uma mulher que adotou uma criança e vive rodeada de medos.
A história de vida de Aparecida Petrowky daria uma novela. “Minha mãe biológica e minha avó vieram de Minas Gerais para o Rio para trabalhar em casa de família. Um mês depois minha avó faleceu e minha mãe teve que se virar sozinha. Aos 14 anos ela engravidou de mim, mas não tinha condições psicológicas de me criar, pois era muito nova. Na época, Vera, que era patroa da minha mãe, fez um trato com ela: daria uma casa para minha mãe e em troca ela me deixava para Vera me criar. O trato foi feito, e Vera me adotou”, contou.
Aparecida só soube que era adotada aos cinco anos de idade. “No meu quinto aniversário, Vera me contou que a babá que cuidava de mim, na verdade era Glória, minha mãe biológica. Fiquei em choque até aceitar”, disse. A atriz viveu anos, passando os dias da semana com a família rica de Vera e os fins de semana ao lado da família de sangue que passava por dificuldades financeiras.
A história não acaba por aí. “Quando tinha 17 anos, Vera faleceu de câncer, deixando dois filhos bebês e, por incrível que pareça, quem cuidou deles, foi Glória, minha mãe biológica. Deus é tão bom que fez até surgir leite de Glória para amamentar os filhos de Vera. Hoje, somos uma grande família. Me sinto privilegiada, pois tive duas mães e tenho irmãos das duas famílias. Cresci com muito carinho”, contou.
Pais encontram na adoção lição de vida e amor
A paternidade é uma relação afetiva que liga a criança ao outro, ao mundo externo. O pai, diz a psicologia, é quem dá o limite, o contorno do diferente.
Hoje, garantem os psicólogos, os homens estão mais conscientes do seu papel e buscam cada vez mais atuar na construção psico-afetiva dos filhos, não apenas sendo o provedor do sustento como já foi no passado.
Esse desejo de cuidar se reflete também na adoção. A psicóloga Soraya Pereira, presidente da ONG Aconchego e que há 15 anos trabalha com a adoção no Distrito Federal, diz que o homem, quando toma a decisão de adotar, ou ser pai, é mais consciente. "Ele sabe do seu desejo e da batalha para realizá-lo e o que temos percebido nesses 15 anos é um desempenho cada vez melhor e mais proveitoso desses pais”.
Para Soraya é cada vez maior o número de homens que querem exercer a paternidade e que buscam a adoção de crianças e adolescentes. “Nos encontros sobre adoção realizados pela ONG é cada vez maior o número de homens interessados no assunto - principalmente na adoção tardia, quando o candidato não está a procura de um recém-nascido. Segundo a psicóloga, “os homens são mais tolerantes e investem no aprendizado da paternidade com muito carinho e disciplina”.
Dr. Benedito, como é conhecido, teve a vida transformada após a adoção. Médico há 38 anos, ele conheceu João Paulo nos corredores do Hospital Universitário de Brasília (HUB), enquanto fazia trabalhos voluntários no local. “Certo dia, eu fui instado por uma dedicada voluntária que visitasse uma criança na Enfermaria da Clínica de Cirurgia Pediátrica. Lá chegando, veio ao meu encontro uma criança correndo, trôpega, cabelos ralos, desnutrida, aparentando 1 a 2 anos, com colostomia, sonda na bexiga e arrastava uma bolsa coletora de urina. Ele me abraçou e disse: “papai””, lembra, emocionado. Acostumado a ver mazelas humanas, Benedito resume a experiência: “fui tocado pelo seu olhar que me convidava à uma grande e surpreendente viagem”.
Estar junto de João Paulo transmitia mais do que a vontade de ajudar, repassava uma verdadeira lição de vida. “Ele transmitia-me: olhe bem nos meus olhos, olhe forte e veja eu tenho um problema, mas não sou um problema. Venha, siga-me, eu o levarei a um mundo por todos sonhado, mas habitado por poucos. Um mundo de tolerância, generosidade, solidariedade e compaixão. Mesmo com meu sofrimento eu sou feliz e gostaria que você também experimentasse as emoções de amor e felicidade. Eu não preciso de pena ou caridade, mas de uma oportunidade de me tornar uma pessoa e ser útil ao mundo no qual eu vivo”, revela Benedito.
Naquela época, aos 64 anos, vivendo sozinho, pai de quatro filhos já adultos e avô de seis netos, ele não hesitou ao convite e ao desafio de ser pai. Foi quando começou uma longa história de superação. Não foram poucas as dificuldades devido a doença do filho, as inúmeras intervenções cirúrgicas e sofrimento. “João Paulo viveu em 20 metros no corredor daquela enfermaria por 3 anos”, relembra.
Hoje João Paulo é um adolescente de 15 anos e continua ensinando e aprendendo junto com o pai as grandes lições do amor incondicional. “Hoje decididamente não sou a mesma pessoa. A cada momento me convenço que acertei em aceitar aquele convite. Ele tem me ensinado o amor incondicional. Amor incondicional não é um sentimento focal, direcionado a uma pessoa ou coisa. É difuso, passa-se a gostar mais da vida, a acreditar que a raça humana é viável. O amor é terapêutico na medida em que cura nossos medos, dá verdadeiro sentido a vida. É transcendente, não é estático é dinâmico, gera anseio de evoluir através dele”, reflete.
Deusdedit também tem muito o que comemorar. Ele é pai de nove filhos, sendo quatro biológicos e cinco adotivos. Entre eles, gêmeos que chegaram em casa com quase 5 anos de idade. Hoje, os meninos que têm 16 anos riem ao lembrar do quanto chamava a atenção aquela família tão diferente, com pais brancos e filhos brancos e negros. Separado, hoje Deusdedit vive com cinco dos nove filhos, três adotados e dois biológicos - mas os laços de sangue não fazem a menor diferença para eles.
Geraldo vai ser pai no final do mês. Murilo será o primeiro menino de uma família também construída pela paternidade biológica e adotiva. Isadora, a filha mais velha, tem 10 anos. Depois veio Maria Vitória, que chegou por meio da adoção. A menina que está com quase três anos tem deficiência auditiva. Mas para Geraldo também não existe diferença.
Benedito, Deusdedit e Geraldo são apenas alguns pais modernos que acreditam e exercitam com consciência e determinação o cuidar, tão fundamental na vida de uma criança. São homens interessados em acertar e fortalecer a filiação e a paternidade. E acreditam que a adoção é apenas uma outra maneira de ser pai.
SAIBA MAIS
A ONG Aconchego faz palestras sobre adoção, abertas à comunidade, todo segundo sábado do mês, às 17 horas, no Colégio Leonardo da Vinci - Asa Sul (703 Sul). O Grupo de Adoção Tardia (para quem pretende adotar crianças com mais de 2 anos de idade) se reúne duas vezes por mês. Na primeira sexta-feira, às 19 horas, na sede do Aconchego CLN 106 bloco A - subsolo - loja 38). E no terceiro sábado do mês, às 9 horas no Colégio Leonardo da Vinci da Asa Sul. A entrada é sempre gratuita.
Hoje, garantem os psicólogos, os homens estão mais conscientes do seu papel e buscam cada vez mais atuar na construção psico-afetiva dos filhos, não apenas sendo o provedor do sustento como já foi no passado.
Esse desejo de cuidar se reflete também na adoção. A psicóloga Soraya Pereira, presidente da ONG Aconchego e que há 15 anos trabalha com a adoção no Distrito Federal, diz que o homem, quando toma a decisão de adotar, ou ser pai, é mais consciente. "Ele sabe do seu desejo e da batalha para realizá-lo e o que temos percebido nesses 15 anos é um desempenho cada vez melhor e mais proveitoso desses pais”.
Para Soraya é cada vez maior o número de homens que querem exercer a paternidade e que buscam a adoção de crianças e adolescentes. “Nos encontros sobre adoção realizados pela ONG é cada vez maior o número de homens interessados no assunto - principalmente na adoção tardia, quando o candidato não está a procura de um recém-nascido. Segundo a psicóloga, “os homens são mais tolerantes e investem no aprendizado da paternidade com muito carinho e disciplina”.
Dr. Benedito, como é conhecido, teve a vida transformada após a adoção. Médico há 38 anos, ele conheceu João Paulo nos corredores do Hospital Universitário de Brasília (HUB), enquanto fazia trabalhos voluntários no local. “Certo dia, eu fui instado por uma dedicada voluntária que visitasse uma criança na Enfermaria da Clínica de Cirurgia Pediátrica. Lá chegando, veio ao meu encontro uma criança correndo, trôpega, cabelos ralos, desnutrida, aparentando 1 a 2 anos, com colostomia, sonda na bexiga e arrastava uma bolsa coletora de urina. Ele me abraçou e disse: “papai””, lembra, emocionado. Acostumado a ver mazelas humanas, Benedito resume a experiência: “fui tocado pelo seu olhar que me convidava à uma grande e surpreendente viagem”.
Estar junto de João Paulo transmitia mais do que a vontade de ajudar, repassava uma verdadeira lição de vida. “Ele transmitia-me: olhe bem nos meus olhos, olhe forte e veja eu tenho um problema, mas não sou um problema. Venha, siga-me, eu o levarei a um mundo por todos sonhado, mas habitado por poucos. Um mundo de tolerância, generosidade, solidariedade e compaixão. Mesmo com meu sofrimento eu sou feliz e gostaria que você também experimentasse as emoções de amor e felicidade. Eu não preciso de pena ou caridade, mas de uma oportunidade de me tornar uma pessoa e ser útil ao mundo no qual eu vivo”, revela Benedito.
Naquela época, aos 64 anos, vivendo sozinho, pai de quatro filhos já adultos e avô de seis netos, ele não hesitou ao convite e ao desafio de ser pai. Foi quando começou uma longa história de superação. Não foram poucas as dificuldades devido a doença do filho, as inúmeras intervenções cirúrgicas e sofrimento. “João Paulo viveu em 20 metros no corredor daquela enfermaria por 3 anos”, relembra.
Hoje João Paulo é um adolescente de 15 anos e continua ensinando e aprendendo junto com o pai as grandes lições do amor incondicional. “Hoje decididamente não sou a mesma pessoa. A cada momento me convenço que acertei em aceitar aquele convite. Ele tem me ensinado o amor incondicional. Amor incondicional não é um sentimento focal, direcionado a uma pessoa ou coisa. É difuso, passa-se a gostar mais da vida, a acreditar que a raça humana é viável. O amor é terapêutico na medida em que cura nossos medos, dá verdadeiro sentido a vida. É transcendente, não é estático é dinâmico, gera anseio de evoluir através dele”, reflete.
Deusdedit também tem muito o que comemorar. Ele é pai de nove filhos, sendo quatro biológicos e cinco adotivos. Entre eles, gêmeos que chegaram em casa com quase 5 anos de idade. Hoje, os meninos que têm 16 anos riem ao lembrar do quanto chamava a atenção aquela família tão diferente, com pais brancos e filhos brancos e negros. Separado, hoje Deusdedit vive com cinco dos nove filhos, três adotados e dois biológicos - mas os laços de sangue não fazem a menor diferença para eles.
Geraldo vai ser pai no final do mês. Murilo será o primeiro menino de uma família também construída pela paternidade biológica e adotiva. Isadora, a filha mais velha, tem 10 anos. Depois veio Maria Vitória, que chegou por meio da adoção. A menina que está com quase três anos tem deficiência auditiva. Mas para Geraldo também não existe diferença.
Benedito, Deusdedit e Geraldo são apenas alguns pais modernos que acreditam e exercitam com consciência e determinação o cuidar, tão fundamental na vida de uma criança. São homens interessados em acertar e fortalecer a filiação e a paternidade. E acreditam que a adoção é apenas uma outra maneira de ser pai.
SAIBA MAIS
A ONG Aconchego faz palestras sobre adoção, abertas à comunidade, todo segundo sábado do mês, às 17 horas, no Colégio Leonardo da Vinci - Asa Sul (703 Sul). O Grupo de Adoção Tardia (para quem pretende adotar crianças com mais de 2 anos de idade) se reúne duas vezes por mês. Na primeira sexta-feira, às 19 horas, na sede do Aconchego CLN 106 bloco A - subsolo - loja 38). E no terceiro sábado do mês, às 9 horas no Colégio Leonardo da Vinci da Asa Sul. A entrada é sempre gratuita.
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