"Ontem chorei, vi nos olhos de uma criança, um olhar sem amanhã."
* Mostrar a realidade
A minha intenção ao colocar estas postagens é de mostrar todos os problemas que envolvem as crianças abandonadas.
Tanto os problemas relacionados ao abandono, como também os traumas, as mentiras, os preconceitos. O que envolve os pais que abandonam, os pais que adotam e os filhos adotivos.
Quando se toma uma decisão de adotar é uma responsabilidade muito grande,pois se trata de um ser humano, e as marcas e recordações ficaram pra vida toda.
Tanto os problemas relacionados ao abandono, como também os traumas, as mentiras, os preconceitos. O que envolve os pais que abandonam, os pais que adotam e os filhos adotivos.
Quando se toma uma decisão de adotar é uma responsabilidade muito grande,pois se trata de um ser humano, e as marcas e recordações ficaram pra vida toda.
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terça-feira, 28 de agosto de 2012
Crianças abandonadas pelos pais vivem em orfanatos
Crianças abandonadas pelos pais vivem em orfanatos
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Quase 5 mil crianças aguardam adoção no Brasil, mas perfil dos futuros pais é entraveQuase 5 mil crianças aguardam adoção no Brasil, mas perfil dos futuros pais é entrave
or Redação EcoD

A maioria dos candidatos a pais querem crianças brancas e sem irmãos. Foto: Agência de Notícia do Acre
O cadastro foi criado pelo Conselho em abril de 2008 para concentrar informações de todos os tribunais de justiça do país referentes ao número de pretendentes e crianças disponíveis para encontrar uma nova família, bem como acompanhar este tipo de procedimento judicial nas varas da infância e juventude espalhadas pelo Brasil. As informações visam auxiliar os juízes na condução dos procedimentos de adoção.
O cadastro do CNJ também revelou o perfil exigido pelos pretendentes que, na opinião de especialistas, continua a ser o grande entrave para a adoção dessas crianças. Dos 27.264 pretendentes cadastrados para adotar, apenas 585 declararam aceitar somente crianças da raça negra. Afirmaram aceitar somente crianças brancas 10.173 dos adotantes, e somente crianças da raça parda, 1.537. Aqueles que se manifestaram indiferentes à raça somam 9.137.
Os pretendentes também deixaram claro o desinteresse em adotar crianças com irmãos. De acordo com o CNA, 22.702 inscritos manifestaram o desejo por apenas uma criança. O número de interessados em adotar até duas crianças cai para 4.461.
“Trata-se de preferência que temos que trabalhar para mostrar aos pretendentes que tal perfil não significa maior efetividade do vínculo que se irá estabelecer com a adoção. Já sentimos melhora, mas muito ainda deverá ser feito por todos que devem garantir os direitos das crianças e adolescentes”, opinou o juiz Lupianhes Neto.
Novas regras para adoção
Em agosto de 2009, o então presidente Luíz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que modificou as regras para a adoção no país. Na ocasião, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) lançou o Guia Comentado – Novas Regras para a Adoção.
O documento, que você baixar na Biblioteca do EcoD, detalha as alterações realizadas pelo Senado Federal no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), especificamente no que se refere ao direito à convivência familiar e à adoção. Além do texto legal, o guia também apresenta breves comentários aos dispositivos mais importantes.
Veja abaixo algumas questões relacionadas ao processo de adoção no Brasil, extraídas da cartilha Adoção Passo-a-Passo, feita pela AMB:
O que é adoção de crianças e adolescentes?
A adoção é um procedimento legal que transfere todos os direitos e deveres de pais biológicos para uma família substituta e dá a crianças e adolescentes todos os direitos e deveres de filho, quando forem esgotados todos os recursos para a manutenção da convivência com a família original. É regulamentada pelo Código Civil e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Quem pode ser adotado?
Crianças e adolescentes com até 18 anos à data do pedido de adoção, cujos pais forem falecidos ou desconhecidos, tiverem sido destituídos do poder familiar ou concordarem com a adoção de seu filho. Maiores de 18 anos também podem ser adotados. Nesse caso, a adoção segue outro processo e depende de sentença constitutiva.
Todas as crianças que vivem em abrigos podem ser adotadas?
Não, pois muitas têm vínculos jurídicos com a sua família de origem e, por isso, não estão disponíveis à adoção. Nesses casos, deve-se priorizar o retorno dessas crianças para o convívio com sua família.
Qual o caminho para se inscrever como pretendente a adoção?
Primeiramente, o interessado deve se dirigir ao Fórum de sua cidade ou região, com RG e comprovante de residência, para receber informações iniciais a respeito dos documentos necessários para dar continuidade ao processo. Após análise e aprovação dos documentos, entrevistas serão realizadas com a equipe técnica das varas da Infância e da Juventude.
Após ser considerado apto para adoção, quanto tempo leva até que o candidato encontre uma criança?
Varia muito. Primeiro, o candidato passa a integrar o cadastro de habilitados. Quando a Vara encontra uma criança que atenda às expectativas do adotante, acontece o encontro. A partir disso, ocorre o estágio de convivência. Quando a criança tem menos de um ano ou já tem vínculo afetivo com o adotante este estágio é dispensado. No caso de adoção internacional, este estágio deve ser cumprido em território nacional e é de até 30 dias. Depois disso, é lavrada a sentença judicial de adoção. E então a criança passa a ter uma certidão de nascimento com o nome escolhido e na qual os adotantes constam como pais.
A criança tem o direito de consentir ou discordar da adoção?
Quando o adotando tiver mais de 12 anos, a adoção dependerá de ele concordar com o processo. Mas, independentemente da idade, sempre que possível, deve-se considerar a opinião da criança.
É possível escolher a criança que se quer adotar?
O candidato deve ser o mais sincero possível ao explicitar suas expectativas e motivações em relação à criança que venha a adotar e quanto a suas restrições para que a Vara da Infância e Juventude ache um melhor arranjo possível, evitando desentrosamentos. Quem pretende adotar pode optar por aguardar até que apareça uma criança que melhor corresponda às suas expectativas.
A criança adotada perde o vínculo jurídico com os pais biológicos?
Sim, todos os vínculos jurídicos com os pais biológicos e parentes são anulados com a adoção, salvo os impedimentos matrimoniais (para evitar casamentos entre irmãos e entre pais e filhos consanguíneos).
Qualquer pessoa tem acesso aos dados de um processo de adoção?
Não. O processo de adoção tramita em segredo de Justiça. Apenas o adotado pode ter acesso às suas informações, assim mesmo, somente após autorização judicial. Pais biológicos destituídos do poder familiar não têm acesso a esse material.
A adoção depende do consentimento dos pais biológicos?
Em princípio, a adoção depende do consentimento dos pais ou dos representantes legais, mas o consentimento será dispensado se os pais da criança forem desconhecidos ou tiverem desaparecido, se tiverem sido destituídos do poder familiar ou se o adotando for órfão e não tenha sido reclamado por qualquer parente por mais de um ano.
A família biológica pode conseguir seu filho de volta depois da adoção?
Não. Depois de dada a sentença da adoção pelo juiz, ela é irreversível, e a família biológica perde todo e qualquer direito sobre a criança. Mas a família biológica poderá ter sua criança de volta se a sentença não tiver ainda sido dada e se, por ato judicial, provar que tem condições de cuidar de seu filho.
A adoção é para sempre?
Sim, a adoção é irrevogável, mas os pais adotivos estão sujeitos à perda do poder familiar pelas mesmas razões que os pais biológicos: por abandono, castigar imoderadamente o filho, praticar atos contrários à moral e aos bons costumes, descumprir determinações judiciais, etc. Pobreza e miséria não são motivos suficientes para a destituição do poder familiar.
O que é “adoção à brasileira”?
A expressão é usada para designar uma forma de procedimento que desconsidera os trâmites legais do processo de adoção, no qual uma criança é registrada como filha biológica sem que ela tenha sido concebida como tal. Nesse caso, a mãe biológica tem o direito de reaver a criança se não tiver permitido legalmente a adoção ou não tiver sido destituída do poder familiar.
O que é adoção pronta?
É a adoção em que a mãe biológica determina para quem deseja entregar o seu filho. Na maioria dos casos, a mãe procura a Vara da Infância e da Juventude acompanhada do pretendente à adoção para legalizar uma convivência que já esteja acontecendo de fato. É um tema bastante polêmico. Para alguns juízes, a adoção pronta é desaconselhável, pois é difícil avaliar se a escolha da mãe é voluntária ou foi induzida, se os pretendentes à adoção são adequados ou se é uma situação de tráfico de crianças. Mas para outros, o direito da mãe biológica de escolher para quem entregar seu filho deve ser considerado.
O que é “adoção tardia”?
A expressão é usada em referência à adoção de crianças maiores ou de adolescentes. Remete à ideia de uma adoção fora do tempo “adequado” e reforça o preconceito.
O que são grupos de reflexão?
Os profissionais da Vara às vezes percebem que a vontade de adoção deriva, por exemplo, de um desejo que o filho salve um casamento que está em crise ou de que o filho substitua a perda de outro. Embora não sejam necessariamente motivos impeditivos para se adotar, o psicólogo e a assistente social avaliam se é necessária uma maior reflexão sobre o desejo de adoção e encaminham os candidatos para esses grupos.
O candidato reprovado pode se inscrever novamente?
Os candidatos reprovados estão subdivididos em dois grupos: inaptos e inidôneos. Os inaptos são aqueles considerados insuficientemente preparados para a adoção. Estes poderão ser indicados para alguns serviços de acompanhamento e poderão ser reavaliados futuramente. Já os inidôneos são aqueles que cometeram faltas ou delitos graves e não podem se inscrever novamente.
Em que condições um parceiro pode adotar o filho do outro?
Casais que tenham uma união estável podem adotar filhos de seus parceiros quando as crianças não tem o reconhecimento paterno ou materno ou quando o pai ou mãe biológicos tiverem sido destituídos do poder familiar ou concordarem com a adoção em depoimento judicial.
A pessoa que encontra um bebê abandonado pode adotá-lo?
Um bebê encontrado em situação de abandono não está automaticamente disponível para adoção. Nesse caso, o procedimento adequado é procurar os órgãos competentes para localizar os pais e saber se o bebê foi de fato abandonado. Somente se os pais estiverem desaparecidos ou forem destituídos do poder familiar é que esse bebê poderá ser adotado. A pessoa que o encontrou não terá garantia da adoção, que dependerá da avaliação da Vara da Infância e da Juventude sobre os possíveis candidatos.
Brasileiros que moram no exterior podem adotar crianças brasileiras?
Sim. Deve-se, neste caso, seguir os procedimentos de uma adoção internacional.
Estrangeiros residentes no Brasil podem adotar crianças brasileiras?
Sim, desde que tenham visto de permanência. O procedimento é igual ao de uma adoção feita por brasileiro.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Adoção: frustração das crianças que são devolvidas aos abrigos
Davi foi devolvido cinco vezes antes de encontrar uma família definitiva
26/06/2012 às 11h11
O caminho da adoção: frustração das crianças que são devolvidas aos abrigos (Foto: Encontro / TV Globo)No 'Encontro' você viu o que leva uma pessoa a adotar uma criança. Dessa vez, o programa mostrou como é a situação dos filhos adotivos que são rejeitados e devolvidos aos abrigos.
A repórter Lília Teles se lembrou de uma reportagem que fez para o Globo Repórter, com o adolescente Davi Arias sobre adoção tardia. “Ele tinha sido devolvido cinco vezes. Nenhuma família teve condições financeiras de assumir a adoção definitiva. Eu lembro que ele chorava tanto durante a reportagem”, contou Lília.
No palco do programa, Fátima conversou com o adolescente e a mãe adotiva, Isabel Arias. Para Davi, ela representa o fim do período de incertezas que viveu. “A primeira coisa que eu pensava era no que eu tinha feito de errado. Eu me sentia rejeitado. Hoje, eu lido melhor com a rejeição”, disse Davi. A mãe adotiva conta que foi difícil o período de adaptação. Foi preciso muito amor para provar que ela não iria devolvê-lo.
Mas não foi só o Davi que passou por essa situação frustrante de rejeição, muitas crianças e adolescentes enfrentaram problemas semelhantes. Lília Teles visitou um abrigo em Nova Iguaçu, na baixada fluminense, e conversou com crianças que foram adotadas e depois devolvidas.
26/06/2012 às 11h11
O caminho da adoção: frustração das crianças que são devolvidas aos abrigos (Foto: Encontro / TV Globo)No 'Encontro' você viu o que leva uma pessoa a adotar uma criança. Dessa vez, o programa mostrou como é a situação dos filhos adotivos que são rejeitados e devolvidos aos abrigos.
A repórter Lília Teles se lembrou de uma reportagem que fez para o Globo Repórter, com o adolescente Davi Arias sobre adoção tardia. “Ele tinha sido devolvido cinco vezes. Nenhuma família teve condições financeiras de assumir a adoção definitiva. Eu lembro que ele chorava tanto durante a reportagem”, contou Lília.
No palco do programa, Fátima conversou com o adolescente e a mãe adotiva, Isabel Arias. Para Davi, ela representa o fim do período de incertezas que viveu. “A primeira coisa que eu pensava era no que eu tinha feito de errado. Eu me sentia rejeitado. Hoje, eu lido melhor com a rejeição”, disse Davi. A mãe adotiva conta que foi difícil o período de adaptação. Foi preciso muito amor para provar que ela não iria devolvê-lo.
Mas não foi só o Davi que passou por essa situação frustrante de rejeição, muitas crianças e adolescentes enfrentaram problemas semelhantes. Lília Teles visitou um abrigo em Nova Iguaçu, na baixada fluminense, e conversou com crianças que foram adotadas e depois devolvidas.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Bebês do crack para adoção no Brasil
Cada vez mais dependentes da droga perdem a guarda de seus filhos logo após o parto.
Por Cristine Pires para Infosurhoy.com — 27/02/2012
O governo brasileiro está tomando providências para melhorar o pré-natal de mulheres dependentes de crack. (Paulo Whitaker/Reuters)
PORTO ALEGRE, Brasil – As cracolândias que se espalham pelo país são apenas o retrato a céu aberto da epidemia de crack que atinge o Brasil.
Nas maternidades brasileiras, nascem os dramas privados em consequência do vício. Cada vez mais usuárias de crack são separadas de seus bebês, logo após o parto.
São Paulo, a maior cidade brasileira, é uma mostra do que acontece em diferentes partes do país.
Na maternidade estadual Leonor Mendes de Barros, a maior de São Paulo, cresce a cada ano o número de dependentes químicas que perdem a guarda de seus filhos recém-nascidos.
Em 2007, foi apenas um caso, segundo a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo.
No ano seguinte, foram 15. Em 2009, 26 crianças foram separadas das mães.
Em 2010, a Vara da Infância e Juventude determinou que 43 bebês de dependentes de crack nascidos na maternidade Leonor Mendes de Barros fossem colocados para adoção – 65% mais casos que em 2009.
O levantamento de 2011 ainda não foi concluído, mas, apenas nos primeiros três meses do ano passado, foram registrados 14 casos de perda de tutela.
Em 2011, outros hospitais da cidade também registraram dezenas de ocorrências: 13 no Hospital Geral de Pedreira, 14 no Hospital Geral de São Mateus e 32 no Hospital Estadual de Sapopemba.
Para fazer frente ao problema, a maternidade Leonor Mendes de Barros avaliou o prontuário de gestantes avaliadas entre abril de 2009 e abril de 2010.
Das 33 usuárias de crack e cocaína atendidas, 64,5% tinham entre 15 e 25 anos, a maior parte com baixo nível de escolaridade (54,8% não concluíram o ensino fundamental) e sem uma profissão (61,3%).
A dificuldade de ficar sem a droga também leva muitas grávidas a abandonar o acompanhamento pré-natal. O levantamento mostra que quase a metade das pacientes (48,4%) não compareceram ao número total de consultas recomendadas.
Gestantes com dependência química: prioridade do governo
O governo federal determina que o atendimento a gestantes dependentes químicas seja prioritário.
“Temos que dar assistência à criança e à mãe”, afirma Helvécio Magalhães, secretário Nacional de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde.
A Rede Cegonha, programa de atendimento à mãe e ao bebê lançado em junho de 2011 pela presidente Dilma Rousseff, também terá um papel importante na luta contra o crack.
Cláudio Meneghello Martins, chefe do Serviço de Psiquiatria do Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas, de Porto Alegre: “Das mães (usuárias de drogas) que chegam até nós, cerca de 90% não têm condições de cuidar de seus bebês”. (Cristine Pires para Infosurhoy.com)
“Estamos traçando estratégias para alcançar o conjunto das mulheres, com ênfase na questão das adolescentes”, informa Magalhães.
Assim, a educação sexual em salas de aula ganhará reforço no programa Saúde na Escola, completa Magalhães.
“Distribuímos camisinhas e pílulas para evitar gravidez indesejada e queremos atingir também as usuárias de drogas”, diz o secretário.
Entre as mulheres que já têm histórico de dependência e vivem nas ruas, as grávidas são a prioridade das equipes de saúde.
“Vamos atuar com os consultórios de rua, casas de acolhimento e também equipes de saúde de hospitais e postos para dar atendimento a essas gestantes”, afirma Magalhães.
A determinação do Ministério da Saúde é dar atenção constante às gestantes que usam drogas, estimulando que façam os exames recomendados no pré-natal.
E o atendimento na rede de saúde pública deve ser facilitado. As dependentes químicas serão atendidas assim que procurarem por serviços como o ultrassom, sem a necessidade de agendamento.
“Se elas não quiserem fazer as sete consultas recomendadas durante a gravidez, vamos dar um acompanhamento e orientações para o parto”, assegura. “Queremos mapear, identificar e proporcionar uma ligação dessas gestantes com a rede pública.”
Cuidados especiais para os recém-nascidos
Os profissionais de saúde também estão sendo treinados para dar o tratamento correto aos recém-nascidos.
“Muitas vezes, a criança nasce com problemas respiratórios e metabólicos e precisa de reposição de líquidos e de potássio”, exemplifica Magalhães.
O consumo de tabaco, álcool e outras drogas durante a gestação provoca danos no feto.
No caso do crack, a desintoxicação do recém-nascido é rápida, segundo o psiquiatra Carlos Salgado, especialista em dependência química.
“Já os danos de longo prazo devem ser monitorados e abordados especificamente em suas manifestações”, orienta Salgado. “O baixo peso ao nascer é um exemplo de curto prazo. Hiperatividade, desatenção e impulsividade costumam se evidenciar no início da vida escolar.”
As usuárias de drogas devem receber tratamento psiquiátrico, inicialmente em internação e depois em comunidades terapêuticas, para garantir abstinência de longo prazo, explica Salgado.
“Infelizmente, muitas dessas mães têm filhos de pais desconhecidos, frutos da irresponsabilidade durante o uso e obtenção da droga. É comum que optem por entregar o bebê à adoção”, diz Salgado, que preside a Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead). “O risco se renova quando a criança fica aos cuidados da mãe usuária ou de familiares sem condições de assumir a responsabilidade.”
Estudo vai acompanhar desenvolvimento das crianças
Marli Lisboa (centro), enfermeira-chefe de Obstetrícia do Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas, de Porto Alegre, explica que, dependendo da quantidade de drogas que a mãe usou, o bebê pode sofrer síndrome de abstinência. (Cristine Pires para Infosurhoy.com)
Única casa de saúde no Brasil com leitos psiquiátricos específicos para gestantes usuárias de crack, o Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas, de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, vai monitorar o desenvolvimento de bebês de usuárias de crack.
A meta é acompanhar o processo evolutivo das crianças, verificando as consequências do consumo de drogas pelas mães. Os primeiros resultados do estudo devem ser apresentados em três anos.
Mas já há conclusões preliminares. As equipes do hospital constataram que esses recém-nascidos apresentam mais irritabilidade.
“Eles são mais agitados e tem um choro mais difícil de consolar”, diz a pediatra e neonatologista Clarissa Gutierrez Carvalho.
“Isso acontece porque, dependendo da quantidade de drogas que a mãe usou, o bebê pode sofrer síndrome de abstinência”, completa Marli Lisboa, enfermeira-chefe de Obstetrícia do Presidente Vargas.
Outras possíveis consequências para o bebê de usuárias de drogas, como o risco de baixo peso e retardo de reflexos, ainda não foram comprovados.
“A boa notícia é que não há um impacto inicial tão significativo como era de se esperar”, afirma Cláudio Meneghello Martins, chefe do Serviço de Psiquiatria do Presidente Vargas. “Normalmente essas crianças apresentam bons níveis do que chamamos medidas de saúde, que são indicadores que medem peso e reflexos logo após o nascimento.”
Todo o esforço da equipe é fazer com que a gestante consiga abdicar do vício em prol da criança e tenha participação total no programa de desintoxicação do hospital, com o apoio dos familiares, completa Martins.
O Presidente Vargas recebe dependentes químicos que chegam a consumir 80 pedras de crack por dia.
Ao superar o período de abstinência e ficar livre dos efeitos da droga, a mãe está apta a amamentar seu bebê. Se seguir usando a pedra, a amamentação não é recomendada.
O estímulo ao aleitamento materno é uma estratégia dos médicos para incentivar a desintoxicação. Ao deixar de consumir drogas para poder alimentar o bebê, muitas mães acabam encontrando o incentivo necessário para prosseguir o tratamento e lutar contra o vício.
Mas a equipe do Presidente Vargas diz lamentar que grande parte das usuárias abandone o hospital durante o período do pré-natal. Muitas delas voltam tempos depois, novamente grávidas.
Para as dependentes químicas que conseguem concluir o tratamento até o parto, a permanência no hospital após o nascimento do bebê pode chegar a 10 dias. Outras mães ficam até 3 dias.
A estada prolongada é uma estratégia das equipes de saúde para estimular cuidados da mãe com o bebê e o fortalecimento do vínculo com os recém-nascidos.
As cinco vagas do Presidente Vargas para gestantes usuárias de crack estão sempre ocupadas. A demanda cresceu nos últimos 5 anos, com o aumento do número de mulheres usuárias, diz Martins.
“No entanto, das mães que chegam até nós, cerca de 90% não têm condições de cuidar do seu bebê”, relata Martins. “Então, nosso foco é também a criança e o suporte à família.”
Por Cristine Pires para Infosurhoy.com — 27/02/2012
O governo brasileiro está tomando providências para melhorar o pré-natal de mulheres dependentes de crack. (Paulo Whitaker/Reuters)
PORTO ALEGRE, Brasil – As cracolândias que se espalham pelo país são apenas o retrato a céu aberto da epidemia de crack que atinge o Brasil.
Nas maternidades brasileiras, nascem os dramas privados em consequência do vício. Cada vez mais usuárias de crack são separadas de seus bebês, logo após o parto.
São Paulo, a maior cidade brasileira, é uma mostra do que acontece em diferentes partes do país.
Na maternidade estadual Leonor Mendes de Barros, a maior de São Paulo, cresce a cada ano o número de dependentes químicas que perdem a guarda de seus filhos recém-nascidos.
Em 2007, foi apenas um caso, segundo a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo.
No ano seguinte, foram 15. Em 2009, 26 crianças foram separadas das mães.
Em 2010, a Vara da Infância e Juventude determinou que 43 bebês de dependentes de crack nascidos na maternidade Leonor Mendes de Barros fossem colocados para adoção – 65% mais casos que em 2009.
O levantamento de 2011 ainda não foi concluído, mas, apenas nos primeiros três meses do ano passado, foram registrados 14 casos de perda de tutela.
Em 2011, outros hospitais da cidade também registraram dezenas de ocorrências: 13 no Hospital Geral de Pedreira, 14 no Hospital Geral de São Mateus e 32 no Hospital Estadual de Sapopemba.
Para fazer frente ao problema, a maternidade Leonor Mendes de Barros avaliou o prontuário de gestantes avaliadas entre abril de 2009 e abril de 2010.
Das 33 usuárias de crack e cocaína atendidas, 64,5% tinham entre 15 e 25 anos, a maior parte com baixo nível de escolaridade (54,8% não concluíram o ensino fundamental) e sem uma profissão (61,3%).
A dificuldade de ficar sem a droga também leva muitas grávidas a abandonar o acompanhamento pré-natal. O levantamento mostra que quase a metade das pacientes (48,4%) não compareceram ao número total de consultas recomendadas.
Gestantes com dependência química: prioridade do governo
O governo federal determina que o atendimento a gestantes dependentes químicas seja prioritário.
“Temos que dar assistência à criança e à mãe”, afirma Helvécio Magalhães, secretário Nacional de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde.
A Rede Cegonha, programa de atendimento à mãe e ao bebê lançado em junho de 2011 pela presidente Dilma Rousseff, também terá um papel importante na luta contra o crack.
Cláudio Meneghello Martins, chefe do Serviço de Psiquiatria do Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas, de Porto Alegre: “Das mães (usuárias de drogas) que chegam até nós, cerca de 90% não têm condições de cuidar de seus bebês”. (Cristine Pires para Infosurhoy.com)
“Estamos traçando estratégias para alcançar o conjunto das mulheres, com ênfase na questão das adolescentes”, informa Magalhães.
Assim, a educação sexual em salas de aula ganhará reforço no programa Saúde na Escola, completa Magalhães.
“Distribuímos camisinhas e pílulas para evitar gravidez indesejada e queremos atingir também as usuárias de drogas”, diz o secretário.
Entre as mulheres que já têm histórico de dependência e vivem nas ruas, as grávidas são a prioridade das equipes de saúde.
“Vamos atuar com os consultórios de rua, casas de acolhimento e também equipes de saúde de hospitais e postos para dar atendimento a essas gestantes”, afirma Magalhães.
A determinação do Ministério da Saúde é dar atenção constante às gestantes que usam drogas, estimulando que façam os exames recomendados no pré-natal.
E o atendimento na rede de saúde pública deve ser facilitado. As dependentes químicas serão atendidas assim que procurarem por serviços como o ultrassom, sem a necessidade de agendamento.
“Se elas não quiserem fazer as sete consultas recomendadas durante a gravidez, vamos dar um acompanhamento e orientações para o parto”, assegura. “Queremos mapear, identificar e proporcionar uma ligação dessas gestantes com a rede pública.”
Cuidados especiais para os recém-nascidos
Os profissionais de saúde também estão sendo treinados para dar o tratamento correto aos recém-nascidos.
“Muitas vezes, a criança nasce com problemas respiratórios e metabólicos e precisa de reposição de líquidos e de potássio”, exemplifica Magalhães.
O consumo de tabaco, álcool e outras drogas durante a gestação provoca danos no feto.
No caso do crack, a desintoxicação do recém-nascido é rápida, segundo o psiquiatra Carlos Salgado, especialista em dependência química.
“Já os danos de longo prazo devem ser monitorados e abordados especificamente em suas manifestações”, orienta Salgado. “O baixo peso ao nascer é um exemplo de curto prazo. Hiperatividade, desatenção e impulsividade costumam se evidenciar no início da vida escolar.”
As usuárias de drogas devem receber tratamento psiquiátrico, inicialmente em internação e depois em comunidades terapêuticas, para garantir abstinência de longo prazo, explica Salgado.
“Infelizmente, muitas dessas mães têm filhos de pais desconhecidos, frutos da irresponsabilidade durante o uso e obtenção da droga. É comum que optem por entregar o bebê à adoção”, diz Salgado, que preside a Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead). “O risco se renova quando a criança fica aos cuidados da mãe usuária ou de familiares sem condições de assumir a responsabilidade.”
Estudo vai acompanhar desenvolvimento das crianças
Marli Lisboa (centro), enfermeira-chefe de Obstetrícia do Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas, de Porto Alegre, explica que, dependendo da quantidade de drogas que a mãe usou, o bebê pode sofrer síndrome de abstinência. (Cristine Pires para Infosurhoy.com)
Única casa de saúde no Brasil com leitos psiquiátricos específicos para gestantes usuárias de crack, o Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas, de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, vai monitorar o desenvolvimento de bebês de usuárias de crack.
A meta é acompanhar o processo evolutivo das crianças, verificando as consequências do consumo de drogas pelas mães. Os primeiros resultados do estudo devem ser apresentados em três anos.
Mas já há conclusões preliminares. As equipes do hospital constataram que esses recém-nascidos apresentam mais irritabilidade.
“Eles são mais agitados e tem um choro mais difícil de consolar”, diz a pediatra e neonatologista Clarissa Gutierrez Carvalho.
“Isso acontece porque, dependendo da quantidade de drogas que a mãe usou, o bebê pode sofrer síndrome de abstinência”, completa Marli Lisboa, enfermeira-chefe de Obstetrícia do Presidente Vargas.
Outras possíveis consequências para o bebê de usuárias de drogas, como o risco de baixo peso e retardo de reflexos, ainda não foram comprovados.
“A boa notícia é que não há um impacto inicial tão significativo como era de se esperar”, afirma Cláudio Meneghello Martins, chefe do Serviço de Psiquiatria do Presidente Vargas. “Normalmente essas crianças apresentam bons níveis do que chamamos medidas de saúde, que são indicadores que medem peso e reflexos logo após o nascimento.”
Todo o esforço da equipe é fazer com que a gestante consiga abdicar do vício em prol da criança e tenha participação total no programa de desintoxicação do hospital, com o apoio dos familiares, completa Martins.
O Presidente Vargas recebe dependentes químicos que chegam a consumir 80 pedras de crack por dia.
Ao superar o período de abstinência e ficar livre dos efeitos da droga, a mãe está apta a amamentar seu bebê. Se seguir usando a pedra, a amamentação não é recomendada.
O estímulo ao aleitamento materno é uma estratégia dos médicos para incentivar a desintoxicação. Ao deixar de consumir drogas para poder alimentar o bebê, muitas mães acabam encontrando o incentivo necessário para prosseguir o tratamento e lutar contra o vício.
Mas a equipe do Presidente Vargas diz lamentar que grande parte das usuárias abandone o hospital durante o período do pré-natal. Muitas delas voltam tempos depois, novamente grávidas.
Para as dependentes químicas que conseguem concluir o tratamento até o parto, a permanência no hospital após o nascimento do bebê pode chegar a 10 dias. Outras mães ficam até 3 dias.
A estada prolongada é uma estratégia das equipes de saúde para estimular cuidados da mãe com o bebê e o fortalecimento do vínculo com os recém-nascidos.
As cinco vagas do Presidente Vargas para gestantes usuárias de crack estão sempre ocupadas. A demanda cresceu nos últimos 5 anos, com o aumento do número de mulheres usuárias, diz Martins.
“No entanto, das mães que chegam até nós, cerca de 90% não têm condições de cuidar do seu bebê”, relata Martins. “Então, nosso foco é também a criança e o suporte à família.”
CRIANÇAS APTAS À ADOÇÃO NA 2ª VRIJI - RJ
CRIANÇAS APTAS À ADOÇÃO NA 2ª VRIJI - RJ
A listagem abaixo segue os moldes da consulta pública do CNA - Cadastro Nacional de Adoção, do CNJ.
Maiores detalhes sobre as crianças, inclusive sobre eventual desmembramento de grupos de irmãos, deverão ser conversados pessoalmente com as Comissárias Cláudia (claudiasm@tjrj.jus.br) e Débora.
Estas são crianças/adolescentes aptos à adoção que ainda não conseguiram uma família:
Crianças/adolescentes disponíveis para adoção
(atualizada em 22/06/2012)
SEXO IDADE COR OBSERVAÇÃO
1. Menino 11 anos Pardo/negro
2. Menino 10 anos Pardo/negro
3. Menina e menino 7 e 5 anos Pardos/negros Não é possível separar os irmãos.
Há casal interessado.
4. Menina e menino 9 e 8 anos Negros
5. Menina 12 anos Parda
6. Menino 11 anos Negro
7. Menina 7 anos Parda Apresenta epilepsia
8. Menino 10 anos Pardo Será iniciada aproximação.
9. 03 Meninos 6, 8 e 10 anos Pardos
10. Menino 10 anos Pardo
11. Menina 13 anos Parda 6º ano do ensino fundamental
12. Menino 4 anos Negro Encefalopatia grave (faz tratamento com neuropediatra, fisioterapeuta e fisiatra).
13. Menino 12 anos Negro
14. Meninos 9 e 6 anos Negros
15.Menina 10 anos Negra
16. Menino 12 anos Pardo
17. Menina 11 anos Parda
18. Menino e menina 10 e 7 anos Negros
19. Menina 13 anos Parda
20.
A listagem abaixo segue os moldes da consulta pública do CNA - Cadastro Nacional de Adoção, do CNJ.
Maiores detalhes sobre as crianças, inclusive sobre eventual desmembramento de grupos de irmãos, deverão ser conversados pessoalmente com as Comissárias Cláudia (claudiasm@tjrj.jus.br) e Débora.
Estas são crianças/adolescentes aptos à adoção que ainda não conseguiram uma família:
Crianças/adolescentes disponíveis para adoção
(atualizada em 22/06/2012)
SEXO IDADE COR OBSERVAÇÃO
1. Menino 11 anos Pardo/negro
2. Menino 10 anos Pardo/negro
3. Menina e menino 7 e 5 anos Pardos/negros Não é possível separar os irmãos.
Há casal interessado.
4. Menina e menino 9 e 8 anos Negros
5. Menina 12 anos Parda
6. Menino 11 anos Negro
7. Menina 7 anos Parda Apresenta epilepsia
8. Menino 10 anos Pardo Será iniciada aproximação.
9. 03 Meninos 6, 8 e 10 anos Pardos
10. Menino 10 anos Pardo
11. Menina 13 anos Parda 6º ano do ensino fundamental
12. Menino 4 anos Negro Encefalopatia grave (faz tratamento com neuropediatra, fisioterapeuta e fisiatra).
13. Menino 12 anos Negro
14. Meninos 9 e 6 anos Negros
15.Menina 10 anos Negra
16. Menino 12 anos Pardo
17. Menina 11 anos Parda
18. Menino e menina 10 e 7 anos Negros
19. Menina 13 anos Parda
20.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
“Eles têm atitudes normais de pais: educam, repreendem, dão amor, carinho, ajudam quando preciso me arrumar”
Filha de pai desconhecido e órfã de mãe, Ana Karolina Lannes vive feliz com o tio e seu companheiro
Ana Karolina Lannes/AgnewsA atriz Ana Karolina Lannes tem apenas 11 anos, mas já passou por momentos difíceis em sua vida pessoal, como a morte repentina da mãe e o medo que sentiu ao ir morar com o tio, o comissário de bordo Fábio Lopes, 35, por não conhecê-lo.
A atriz mirim presenciou a morte da mãe, Liane Lannes, vítima de um AVC, quando tinha apenas 4 anos.
“Eu estava assistindo TV na sala quando bateram no portão, saí para ver e era uma daquelas vendedoras de produtos de beleza. Ela perguntou pela minha mãe, então, fui chamá-la. Bati na porta do quarto várias vezes, mas ela não abriu. Avisei para a vendedora que ela estava dormindo. Nesse momento, ouvi um barulho muito grande. Entrei desesperada e fui direto para o quarto. Minha mãe estava caída no chão, entre a cama e a parede. Eu perguntava o que tinha acontecido, mas ela não respondia, não conseguia falar”, contou ela em entrevista à revista “Contigo!”.
Nesse momento, ela ligou para a emergência, porém os atendentes do socorro pensaram se tratar de trote. Desesperada, ela pediu ajuda para uma vizinha, porém Liane chegou praticamente morta ao hospital. À pequena Ana Karolina ficou o trauma e o sentimento de culpa pelo ocorrido.
“Eu me sentia culpada, muito culpada. E chorava muito por causa desse sentimento. Na minha cabeça, podia ter feito algo. Passei por um psicólogo até conseguir superar esse sentimento”, relatou.
Sem nunca ter conhecido o pai biológico e órfã de mãe, a atriz natural de Sapucaia do Sul, cidade próxima a Porto Alegre, foi morar em São Paulo com o irmão de Liane, Fábio Lopes, que mantém a guarda da criança há sete anos. No começo, Ana Karolina contou que não foi fácil, e que pediu a companhia da afilhada da sua avó até se acostumar. “Não o conhecia. Tive medo. A Veridiana, uma afilhada da minha avó (Tereza), que era como se fosse uma mãe para mim, veio morar comigo em São Paulo até eu me acostumar. Depois que começamos a criar uma relação afetiva e vi suas atitudes como pai, a adaptação foi fácil.”
''Seis meses antes de a minha irmã falecer, ela pediu que, caso algo acontecesse, era para eu cuidar da Ana. Lutei muito pela guarda. O juiz não queria me dar'', contou Fábio à publicação. Ele também foi o grande incentivador na carreira artística da menina.
Fábio a convenceu a entrar para uma agência de jovens talentos e ela começou a fazer testes. O resultado é o sucesso de sua personagem Ágata, que na novela “Avenida Brasil” (Rede Globo) é filha de Carminha e Tufão, vividos por Adriana Esteves e Murilo Benício. Por causa das gravações, Ana Karolina precisa se dividir entre a capital paulista e o Rio de Janeiro.
''Levanto às 6h e vou para a escola. Este ano a minha menor nota foi 9! Às 13h, o motorista da Globo me pega em casa e só volto às 22h. Deito por volta das 23h. À noite é o melhor momento para decorar os textos da novela”, contou ela sobre a sua rotina bastante atribulada para a sua idade.
Mas se no início até a justiça havia negado a guarda, hoje Ana Karolina é feliz sendo criada por dois pais, o seu tio Fábio e o seu companheiro, o dermatologista João Paulo Afonso, 30. “Eles têm atitudes normais de pais: educam, repreendem, dão amor, carinho, ajudam quando preciso me arrumar”, disse para a revista.
Ana Karolina Lannes/AgnewsA atriz Ana Karolina Lannes tem apenas 11 anos, mas já passou por momentos difíceis em sua vida pessoal, como a morte repentina da mãe e o medo que sentiu ao ir morar com o tio, o comissário de bordo Fábio Lopes, 35, por não conhecê-lo.
A atriz mirim presenciou a morte da mãe, Liane Lannes, vítima de um AVC, quando tinha apenas 4 anos.
“Eu estava assistindo TV na sala quando bateram no portão, saí para ver e era uma daquelas vendedoras de produtos de beleza. Ela perguntou pela minha mãe, então, fui chamá-la. Bati na porta do quarto várias vezes, mas ela não abriu. Avisei para a vendedora que ela estava dormindo. Nesse momento, ouvi um barulho muito grande. Entrei desesperada e fui direto para o quarto. Minha mãe estava caída no chão, entre a cama e a parede. Eu perguntava o que tinha acontecido, mas ela não respondia, não conseguia falar”, contou ela em entrevista à revista “Contigo!”.
Nesse momento, ela ligou para a emergência, porém os atendentes do socorro pensaram se tratar de trote. Desesperada, ela pediu ajuda para uma vizinha, porém Liane chegou praticamente morta ao hospital. À pequena Ana Karolina ficou o trauma e o sentimento de culpa pelo ocorrido.
“Eu me sentia culpada, muito culpada. E chorava muito por causa desse sentimento. Na minha cabeça, podia ter feito algo. Passei por um psicólogo até conseguir superar esse sentimento”, relatou.
Sem nunca ter conhecido o pai biológico e órfã de mãe, a atriz natural de Sapucaia do Sul, cidade próxima a Porto Alegre, foi morar em São Paulo com o irmão de Liane, Fábio Lopes, que mantém a guarda da criança há sete anos. No começo, Ana Karolina contou que não foi fácil, e que pediu a companhia da afilhada da sua avó até se acostumar. “Não o conhecia. Tive medo. A Veridiana, uma afilhada da minha avó (Tereza), que era como se fosse uma mãe para mim, veio morar comigo em São Paulo até eu me acostumar. Depois que começamos a criar uma relação afetiva e vi suas atitudes como pai, a adaptação foi fácil.”
''Seis meses antes de a minha irmã falecer, ela pediu que, caso algo acontecesse, era para eu cuidar da Ana. Lutei muito pela guarda. O juiz não queria me dar'', contou Fábio à publicação. Ele também foi o grande incentivador na carreira artística da menina.
Fábio a convenceu a entrar para uma agência de jovens talentos e ela começou a fazer testes. O resultado é o sucesso de sua personagem Ágata, que na novela “Avenida Brasil” (Rede Globo) é filha de Carminha e Tufão, vividos por Adriana Esteves e Murilo Benício. Por causa das gravações, Ana Karolina precisa se dividir entre a capital paulista e o Rio de Janeiro.
''Levanto às 6h e vou para a escola. Este ano a minha menor nota foi 9! Às 13h, o motorista da Globo me pega em casa e só volto às 22h. Deito por volta das 23h. À noite é o melhor momento para decorar os textos da novela”, contou ela sobre a sua rotina bastante atribulada para a sua idade.
Mas se no início até a justiça havia negado a guarda, hoje Ana Karolina é feliz sendo criada por dois pais, o seu tio Fábio e o seu companheiro, o dermatologista João Paulo Afonso, 30. “Eles têm atitudes normais de pais: educam, repreendem, dão amor, carinho, ajudam quando preciso me arrumar”, disse para a revista.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Pai pode ter provocado a morte da propria filha.
A menina de quatro meses foi encontrada morta dentro de casa. Os pais da vítima estão presos. A polícia agora investiga a morte misteriosa do bebê.Suspoewita que ela tenha sido sufocada.
Na casa moravam mais cinco crianças. Com a casa suja e com odor.
O pai já havia sido preso por abusar dos prórpios filhos.
Ambos(Pai e Mãe) usuários de drogas e bebidas alcoólicas.
Há casos que seria melhor estes filhos terem sido abandonados e adotados.
Na casa moravam mais cinco crianças. Com a casa suja e com odor.
O pai já havia sido preso por abusar dos prórpios filhos.
Ambos(Pai e Mãe) usuários de drogas e bebidas alcoólicas.
Há casos que seria melhor estes filhos terem sido abandonados e adotados.
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