"Ontem chorei, vi nos olhos de uma criança, um olhar sem amanhã."

* Mostrar a realidade

A minha intenção ao colocar estas postagens é de mostrar todos os problemas que envolvem as crianças abandonadas.
Tanto os problemas relacionados ao abandono, como também os traumas, as mentiras, os preconceitos. O que envolve os pais que abandonam, os pais que adotam e os filhos adotivos.
Quando se toma uma decisão de adotar é uma responsabilidade muito grande,pois se trata de um ser humano, e as marcas e recordações ficaram pra vida toda.

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segunda-feira, 14 de maio de 2012

“Eles têm atitudes normais de pais: educam, repreendem, dão amor, carinho, ajudam quando preciso me arrumar”

Filha de pai desconhecido e órfã de mãe, Ana Karolina Lannes vive feliz com o tio e seu companheiro


Ana Karolina Lannes/AgnewsA atriz Ana Karolina Lannes tem apenas 11 anos, mas já passou por momentos difíceis em sua vida pessoal, como a morte repentina da mãe e o medo que sentiu ao ir morar com o tio, o comissário de bordo Fábio Lopes, 35, por não conhecê-lo.

A atriz mirim presenciou a morte da mãe, Liane Lannes, vítima de um AVC, quando tinha apenas 4 anos.

“Eu estava assistindo TV na sala quando bateram no portão, saí para ver e era uma daquelas vendedoras de produtos de beleza. Ela perguntou pela minha mãe, então, fui chamá-la. Bati na porta do quarto várias vezes, mas ela não abriu. Avisei para a vendedora que ela estava dormindo. Nesse momento, ouvi um barulho muito grande. Entrei desesperada e fui direto para o quarto. Minha mãe estava caída no chão, entre a cama e a parede. Eu perguntava o que tinha acontecido, mas ela não respondia, não conseguia falar”, contou ela em entrevista à revista “Contigo!”.

Nesse momento, ela ligou para a emergência, porém os atendentes do socorro pensaram se tratar de trote. Desesperada, ela pediu ajuda para uma vizinha, porém Liane chegou praticamente morta ao hospital. À pequena Ana Karolina ficou o trauma e o sentimento de culpa pelo ocorrido.

“Eu me sentia culpada, muito culpada. E chorava muito por causa desse sentimento. Na minha cabeça, podia ter feito algo. Passei por um psicólogo até conseguir superar esse sentimento”, relatou.

Sem nunca ter conhecido o pai biológico e órfã de mãe, a atriz natural de Sapucaia do Sul, cidade próxima a Porto Alegre, foi morar em São Paulo com o irmão de Liane, Fábio Lopes, que mantém a guarda da criança há sete anos. No começo, Ana Karolina contou que não foi fácil, e que pediu a companhia da afilhada da sua avó até se acostumar. “Não o conhecia. Tive medo. A Veridiana, uma afilhada da minha avó (Tereza), que era como se fosse uma mãe para mim, veio morar comigo em São Paulo até eu me acostumar. Depois que começamos a criar uma relação afetiva e vi suas atitudes como pai, a adaptação foi fácil.”


''Seis meses antes de a minha irmã falecer, ela pediu que, caso algo acontecesse, era para eu cuidar da Ana. Lutei muito pela guarda. O juiz não queria me dar'', contou Fábio à publicação. Ele também foi o grande incentivador na carreira artística da menina.

Fábio a convenceu a entrar para uma agência de jovens talentos e ela começou a fazer testes. O resultado é o sucesso de sua personagem Ágata, que na novela “Avenida Brasil” (Rede Globo) é filha de Carminha e Tufão, vividos por Adriana Esteves e Murilo Benício. Por causa das gravações, Ana Karolina precisa se dividir entre a capital paulista e o Rio de Janeiro.

''Levanto às 6h e vou para a escola. Este ano a minha menor nota foi 9! Às 13h, o motorista da Globo me pega em casa e só volto às 22h. Deito por volta das 23h. À noite é o melhor momento para decorar os textos da novela”, contou ela sobre a sua rotina bastante atribulada para a sua idade.

Mas se no início até a justiça havia negado a guarda, hoje Ana Karolina é feliz sendo criada por dois pais, o seu tio Fábio e o seu companheiro, o dermatologista João Paulo Afonso, 30. “Eles têm atitudes normais de pais: educam, repreendem, dão amor, carinho, ajudam quando preciso me arrumar”, disse para a revista.



quarta-feira, 9 de maio de 2012

Pai pode ter provocado a morte da propria filha.

A menina de quatro meses foi encontrada morta dentro de casa. Os pais da vítima estão presos. A polícia agora investiga a morte misteriosa do bebê.Suspoewita que ela tenha sido sufocada.
Na casa moravam mais cinco crianças. Com a casa suja e com odor.
O pai já havia sido preso por abusar dos prórpios filhos.
Ambos(Pai e Mãe) usuários de drogas e bebidas alcoólicas.


Há casos que seria melhor estes filhos terem sido abandonados e adotados.

Mãe é suspeita de abandonar os filhos em condições subumanas na zona sul de São Paulo

Crianças de 2 e 5 anos foram achadas sozinhas dentro de um cortiço de três andares


Um menino de dois anos e uma menina de cinco, abandonados pela mãe, foram encontrados sozinhos em um cômodo sujo, localizado na favela de Heliópolis, zona sul de São Paulo, dentro de um cortiço de três andares


Em um quarto sujo, uma mãe deixava seus filhos, um menino de dois e uma menina de cinco, sozinhos. Ambos foram encontrados pela polícia, na noite da segunda-feira (7), em um cômodo localizado na favela de Heliópolis, zona sul de São Paulo, dentro de um cortiço de três andares. A denúncia anônima recebida pela Polícia Militar informava que o abandono já durava dois dias. O Conselho Tutelar encaminhou as crianças para um abrigo.

Ao chegarem à casa, os policiais militares tiveram a ajuda de vizinhos para abrir a porta da morada de um quarto, cozinha e banheiro. As crianças dormiam em um colchão jogado no chão, segundo o soldado Reginaldo Ferreira, do 46º Batalhão.

— As crianças estavam com fome e sujas [...] Tivemos que dar banho nelas na casa de um vizinho, pois ali não havia condições.



Após aproximadamente uma hora da chegada da PM, a mãe apareceu. A mulher, de 26 anos, alegou que havia saído para trabalhar em um "bico", e que precisava do dinheiro para comprar comida para as crianças. Sobre a insalubridade da moradia, disse que estava deprimida por não ter quem a ajudasse e por isso não teria ânimo para limpar a casa. O pai, segundo ela, está preso.


A mãe será encaminhada para uma assistente social e para recuperar a guarda das crianças terá que comprovar que possui condições de cuidar delas. Enquanto isso elas ficarão em um abrigo.



O caso foi registrado como abandono de incapaz no 16º Distrito Policial.



quinta-feira, 12 de abril de 2012

ANGAAD-Assossiação nacional dos grupos de apoio a adoção.

Esperamos que a chama da fé, esperança e do amor continue a iluminar a todos nós, divulgadores da NOVA CULTURA DA ADOÇÃO, para que cada criança tenha uma família de verdade!


Maria Barbara Toledo Andrade e Silva

Presidente da Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção - ANGAAD



O que é a ANGAAD ?

A ANGAAD é a representante nacional dos Grupos de Apoio à Adoção, é um espaço para que o movimento de apoio à adoção venha a concretizar o anseio de todos os GAADS de assegurar o direito das crianças e adolescentes à convivência familiar e a difusão da nova cultura de adoção. Pode ser considerado um local de comunicação sobre a adoção, onde todos os envolvidos com a causa podem estar colaborando a traçar novos rumos para a situação de crianças e adolescentes abandonados em nosso país e um canal de fortalecimento do movimento da adoção. Um dos seus objetivos principais é lutar para que cada criança e adolescente brasileiro tenham uma família que a ame e a respeite. Para isso existem diversos GAADS que fazem um maravilhoso trabalho desmistificando os diversos preconceitos ainda existentes sobre a adoção e, cada vez mais, estão conseguindo concretizar as adoções necessárias no Brasil.

Para a ANGAAD, Grupo de Apoio à Adoção é toda sociedade civil sem fins lucrativos que desenvolva atividades voltadas ao Apoio à Adoção e na busca de soluções para as questões relativas ao abandono de crianças e adolescentes, desenvolvendo trabalhos e reflexões para garantia do direito à convivência familiar e comunitária.



O que é o GAAD ?

Os Grupos de Apoio à Adoção são formados, na maioria das vezes, por iniciativas de pais adotivos que trabalham voluntariamente para a divulgação da nova cultura da Adoção, prevenir o abandono, preparar adotantes e acompanhar pais adotivos, encaminhar crianças para a adoção e para a conscientização da sociedade sobre a adoção e principalmente sobre as adoções necessárias (crianças mais velhas, com necessidades especiais e inter-raciais).



quarta-feira, 11 de abril de 2012

Campanha Catarinense: Adoção - Laços de Amor13/03/2012



Campanha Catarinense: Adoção - Laços de Amor

Lançada em maio de 2011, a Campanha Catarinense “Adoção – Laços de Amor” é uma iniciativa realizada em Santa Catarina por uma parceria entre Assembleia Legislativa, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil e Tribunal de Justiça, via Corregedoria Geral e Justiça, a Campanha Adoção – Laços de Amor tem o objetivo de reduzir o número de crianças e adolescentes acolhidos em instituições do Estado. O Poder Judiciário e o Ministério Público estadual estão engajados para garantir maior agilidade nos processos, e a sensibilização social acontece através da divulgação de histórias reais, visando flexibilizar os planos de futuros pais e mães, ampliando seu olhar para crianças com mais idade e adolescentes.



Motivação da Campanha

Santa Catarina tem cerca de 1600 crianças em instituições de acolhimento, muitas já aptas para a adoção. A maioria, no entanto, tem acima de oito anos, o que contraria o desejo da quase totalidade daqueles que pretendem adotar. Entre os que planejam acolher em seus corações, vidas e lares um filho adotivo, aproximadamente 90% querem uma criança de até três anos. Este fato foi a grande motivação da Campanha Adoção – Laços de Amor, que acontece promovendo a sensibilização social através de histórias reais, mostrando como os laços de amor nascem entre os novos pais e filhos independente de idade, gênero ou qualquer outra condição.

Neste ano, segundo os organizadores da campanha, o foco será os aspectos técnicos do processo de adoção. O objetivo é solucionar dificuldades de estrutura para agilização dos processos, reduzindo a fila de espera. Em todo o Estado, estima-se que há em torno de 1.600 crianças e adolescentes em instituições de acolhimento, que aguardam para serem adotados.



Informações e contatos:


Endereço: Rua Jorge Luz Fontes, 310 - Cep: 88020-900 – Florianópolis –SC


Link: http://www.portaladocao.com.br/links/


contato@portaladocao.com.br


ceja@tjsc.jus.br


adocao@tjsc.jus.br


terça-feira, 10 de abril de 2012

SP: recém-nascida é abandonada enrolada em cobertor

SP: recém-nascida é abandonada enrolada em cobertor


06 de abril de 2012 • 15h15


Uma criança recém-nascida foi encontrada abandonada na manhã desta-sexta-feira, enrolada em um cobertor, na Brasilândia, zona norte de São Paulo. De acordo com a Polícia Militar, a menina foi encontrada por moradores da região, que acionaram a PM. "Nós recebemos um chamado dizendo que havia uma criança abandonada na rua Doutor Augusto Viana, lá na Brasilândia, e chegando ao local encontramos a bebê ainda com sangue no corpo", disse o sargento Geraldo Duarte Júnior, que participou da ação.

De acordo com o policial, em pouco tempo o bebê foi encaminhado ao Hospital Vila Penteado, onde recebeu os primeiros socorros. "Ela estava um pouco molinha e se não fosse atendida em tão pouco tempo, com certeza teria morrido", disse.

A criança receberá o tratamento médico e deve ser entregue aos cuidados do Conselho Tutelar. O caso foi encaminhado ao 45º DP, na Brasilândia, que vai investigar a identidade da mãe que abandonou a recém-nascida.

Nascida de 36 semanas, ficara no hospital até completas 40 semanas. O nome que deram para o bebe é Fernanda Vitória.





quarta-feira, 21 de março de 2012

A Adoção de Crianças com Necessidades Especiais


"Muitos casais vêm a nós buscando mais informações a respeito da adoção, uma vez que não tiveram todas as suas dúvidas esclarecidas, por ocasião de seu cadastro no judiciário.

Ao falarem da criança pretendida, mesmo que estejam abertos para adoções tardias, demonstram, via de regra, um desconhecimento da realidade.

Por essa razão creio ser necessário reafirmar que as crianças abandonadas nas instituições ali estão porque sofreram privações, não foram atendidas em suas necessidades básicas, sofreram maus tratos, tiveram doenças infantis que não foram diagnosticadas em tempo hábil... Por isso, quase todas são crianças que têm características particulares.

No folheto "Transtornos mentais da Infância e da Adolescência", que aborda um trecho de autoria de Sylvia B. Nabinger, há uma abordagem muito realista e honesta: "Muitas das crianças abandonadas em instituições governamentais para a adoção têm problemas de saúde, malformações congênitas (lábio leporino, problemas ortopédicos, cardiopatias, seqüelas sifilíticas, genitália confusa etc.), retardos psicomotores, seqüelas de maus tratos (queimaduras, cicatrizes), problemas psicoafetivos (apatia, agressividade, hiperatividade, marasmo etc.), problemas psíquicos diversos (relacionados a má nutrição, infecções hospitalares etc.), cegueira e vírus HIV."

Diante dessa realidade os futuros pais adotantes precisam se conscientizar de que a maioria das crianças disponíveis tem "defeitos", mas necessitam de uma chance para reverter seu quadro, para ser curadas, para ser tratadas e voltar a viver dignamente. Tenho constatado que isso é possível. Num levantamento que fiz das crianças encaminhadas para a adoção através de Monte Refúgio nos últimos quatro anos, constatei o seguinte: foram adotadas onze crianças com necessidades especiais (crianças com subnutrição grave, com possibilidades de comprometimento neurológico, criança com Síndrome de Down, crianças com sérios distúrbios de aprendizagem por bloqueio emocional, criança com distúrbios da fala, crianças com saúde delicada, necessitando de intervenção médica e cirúrgica, criança com síndrome rara, necessitando de multi-terapias e criança soropositiva abrigada em outra instituição, mas adotada por casal indicado por nós) e todas tiveram parte de seu atendimento no tempo em que estiveram abrigadas e depois, após a adoção.

Em todos esses casos, as famílias têm alegria em compartilhar conosco as curas e os progressos animadores de todas as crianças, provando, uma vez mais, que elas precisavam apenas de uma nova alternativa para redirecionar suas vidas.

Acontece, porém, que crianças com necessidades especiais são triplamente abandonadas: primeiro por suas famílias biológicas; depois pelo Estado, que não tem programas adequados para a reabilitação delas; e por fim por muitos dos futuros pais adotantes, que, por falta de informação, têm medo de adotá-las.




"O filho biológico você ama porque é seu. O filho adotivo é seu porque você ama."

(Luiz Schettini Filho)


"Adotar é acreditar que a história é mais forte que a hereditariedade, que o amor é mais forte que o destino."

(Lídia Weber)