"Ontem chorei, vi nos olhos de uma criança, um olhar sem amanhã."

* Mostrar a realidade

A minha intenção ao colocar estas postagens é de mostrar todos os problemas que envolvem as crianças abandonadas.
Tanto os problemas relacionados ao abandono, como também os traumas, as mentiras, os preconceitos. O que envolve os pais que abandonam, os pais que adotam e os filhos adotivos.
Quando se toma uma decisão de adotar é uma responsabilidade muito grande,pois se trata de um ser humano, e as marcas e recordações ficaram pra vida toda.

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terça-feira, 24 de maio de 2011

MAUS TRATOS: Agressão contra crianças e adolescentes vira epidemia

 De 4 mil denúncias de violência contra crianças e adolescentes em todo Estado, 2 mil aconteceram em Porto Velho
No Brasil não há estatísticas nacionais fidedignas sobre abuso e maus-tratos contra crianças e adolescentes, mas apenas registros esparsos de serviços isolados ou de núcleos de atendimento que estão longe de espelhar a realidade atual no Brasil.

Há estudos sobre o tema que sustentam uma epidemia de violência contra crianças e adolescentes que se desenvolve no país, escondida pela falta de estatística e pelo silêncio da população. Estimativas encontradas na literatura médica indicam que cerca de 10% das crianças levadas a serviços de emergência por traumas, são vítimas de maus-tratos. Os prognósticos são sombrios: Sem ajuda adequada, 5% delas morreram nas mãos dos agressores.

Segundo o ministério da Saúde, as agressões constituem principais causa morte de jovens entre 5 a 18 anos. A maior parte das agressões provem do ambiente doméstico. O Fundo de assistência à Infância das Nações Unidas (UNICEF), estima que diariamente, 18 mil crianças e adolescentes sejam espancados no Brasil.


Denúncias


Em Porto Velho, vários casos de violência e maus-tratos a crianças e adolescentes são denunciados aos Conselhos tutelares e ao Comissariado da Infância e Juventude. No início deste ano, uma criança morreu após da entrada no pronto-socorro ao ser espancada pela mãe, outra foi internada em estado grave. A população tem colaborado e denunciado pais que espaçam filhos na capital.

Do total de 4 mil denúncias de maus-tratos contra crianças e adolescentes em todo Estado, 2 mil aconteceram em Porto Velho. Vinte porcento destas denúncias se referem a abuso sexual informou o deputado estadual Valter Araújo, presidente da Comissão Especial Sobre Pedofília.

De acordo com a Promotora de Justiça Tânia Garcia Santiago, em 2010, o canal de comunicação gratuito que recebe informações sobre a violência contra o público infanto-juvenil obteve 365 denúncias de Rondônia. Desse total, 51 também referiram-se à exploração sexual, em suas várias modalidades. “As pessoas precisam denunciar. Só assim poderemos reduzir as estatísticas desse crime”, disse.

Prevenção

Segundo a diretora do Departamento de Apoio ao Educando (DAE) da Semed, Laura Eloísa Rios, a Prefeitura de Porto Velho desenvolve o projeto Escola Amiga: “Prevenindo a Violência Doméstica Contra Crianças e Adolescentes”, que visa contribuir para o desenvolvimento de uma cultura de valorização, respeito e proteção à criança e ao adolescente, ajudando, assim, a reduzir os maus-tratos, espancamentos e abusos sexuais contra menores. “Esse trabalho começou a ser desenvolvido no ano passado, quando estiveram envolvidas 59 escolas municipais, beneficiando 290 professores, em várias oficinas realizadas durante o ano de 2006”, lembra a chefe da Divisão de Saúde Escolar (Dise) da Semed, Valdete da Silva Leite.


Durante as oficinas, a assistente social Maria Alice Ribeiro, do Centro de Defesa Maria dos Anjos, vai proferir uma palestra, mostrando o importante papel do professor no combate à violência doméstica. “Vamos preparar os professores para lidarem com essa situação. Eles vão aprender a detectar as crianças e adolescentes que sofrem maus-tratos ou são, de qualquer forma, violentadas em casa, influindo isso no seu rendimento escolar”, reafirma Valdete, que acredita nos resultados positivos do projeto “Escola Amiga”.


Para o prefeito Roberto Sobrinho o projeto “Escola Amiga”, seguramente vai ajudar a reduzir os maus-tratos contra crianças e adolescentes – sobretudo aqueles que estudam na rede municipal de ensino de Porto Velho. “A questão, entretanto, não é tão fácil, porque muitas crianças e adolescentes têm medo de denunciar os agressores e, muitas vezes, as mães são coniventes, quando se trata de padrastos e enteados ou enteadas em fase escolar”, ressalta.

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