"Ontem chorei, vi nos olhos de uma criança, um olhar sem amanhã."

* Mostrar a realidade

A minha intenção ao colocar estas postagens é de mostrar todos os problemas que envolvem as crianças abandonadas.
Tanto os problemas relacionados ao abandono, como também os traumas, as mentiras, os preconceitos. O que envolve os pais que abandonam, os pais que adotam e os filhos adotivos.
Quando se toma uma decisão de adotar é uma responsabilidade muito grande,pois se trata de um ser humano, e as marcas e recordações ficaram pra vida toda.

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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Casa VIVA oferece tratamento para crianças e jovens viciados em crack

Rio de Janeiro (Folhapress) - Quando A. conheceu o crack, tinha apenas oito anos. Viciada, foi abandonada pela mãe aos dez, quando já roubava para sustentar o vício. Apanhava da família, já foi amarrada por bandidos para morrer. Hoje, com 14, a menina busca força de gente grande para passar pela desintoxicação.

A. está internada desde o dia 29, com mais nove menores, na Casa Viva, inaugurada em maio, na zona sul do Rio, para a reabilitação de crianças e adolescentes usuários de crack. O espaço recebe jovens de 8 a 14 anos em estado crítico de dependência.

Eles chegam encaminhados por abrigos ou pela polícia, em maio, a prefeitura determinou que sejam internados mesmo contra a sua vontade ou a de parentes.

"Não há um tempo certo de internação. Leva-se de 30 a 40 dias só para a criança começar a responder a algum tipo de tratamento", diz Cláudia de Castro, da 2ª Coordenadoria de Assistência Social da prefeitura.

A criança é assistida por cinco profissionais, de enfermeiros a psicólogos. Quando chega à casa, passa por exame clínico completo para verificar a existência de doenças como pneumonia, tuberculose ou DSTs.

Segundo Castro, alguns ficam agressivos durante o processo de desintoxicação. Elas têm hora para brincar, comer e dormir. Não há aulas e as brincadeiras são livres.

"O crack enguiça a pessoa. Eu sentia onda e esquecia até o caminho de casa", relata o menino W., 13.

Quando o menor apresenta uma melhora, agentes sociais verificam se a família tem estrutura para recebê-lo. "Não sendo possível, a gente tem uma rede de abrigos própria e conveniada, além da família acolhedora", explica Castro.

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