"Ontem chorei, vi nos olhos de uma criança, um olhar sem amanhã."

* Mostrar a realidade

A minha intenção ao colocar estas postagens é de mostrar todos os problemas que envolvem as crianças abandonadas.
Tanto os problemas relacionados ao abandono, como também os traumas, as mentiras, os preconceitos. O que envolve os pais que abandonam, os pais que adotam e os filhos adotivos.
Quando se toma uma decisão de adotar é uma responsabilidade muito grande,pois se trata de um ser humano, e as marcas e recordações ficaram pra vida toda.

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quinta-feira, 24 de junho de 2010

# Adoção e o Direito de Ser Filho é tema de debate na Alesp(21.06.2010)

Adoção e o Direito de Ser Filho é tema de debate na Alesp

Das crianças encaminhadas à adoção, 58% permanecem em abrigos por mais de dois anos



Realizado na tarde desta segunda-feira, 21/6, o seminário Adoção e o Direito de Ser Filho debateu o tema da adoção em seus aspectos sociais, jurídicos e legais. Promovido da deputada Rita Passos (PV), o evento contou com o apoio da Comissão de Direito à Adoção da OAB-SP, do Grupo de Apoio à Adoção de São Paulo (Gaasp), e da associação Amici dei Bambini (AiBi).

A exposição dos palestrantes foi marcada pela confrontação dos procedimentos da letra fria da lei com a necessidade de amparo humano requerido tanto pelo adotando como pelo adotante.

De acordo com os dados disponibilizados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) referentes ao ano de 2008, só no Estado de São Paulo existiam 13 mil crianças acolhidas em instituições, sendo 35% delas pardas, 19% negras e 46% brancas. Desse total, a maioria das crianças (58,5%) são do sexo masculino. Um dado surpreendente é o de que 67% dessas crianças têm família, que por motivos diversos não fica com a criança.

Outro fator, também preocupante, refere-se ao tempo de permanência nos abrigos, que não deve ultrapassar dois anos, no entanto, somente em 42% dos casos se consegue seguir esse prazo. O restante, 58%, permanece no abrigo por período bem superior a dois anos. O número de crianças abandonadas e o de famílias que querem adotar, bem como as dificuldades nos procedimentos de adoção foram questionados por técnicos no assunto, com a colocação de que ainda existe preconceito e falta de informação nas vias jurídicas e humanas da adoção.



Adotando



Maria Antonieta Pisano Motta, psicológa e psicanalista especialista em piscologia clínica e jurídica, coordenadora do Grupo de Apoio à Adoçaõ de São Paulo (Gaasp), apresentou os problemas dos pretendentes à adoção e o papel desempenhado pelo Gaasp, cujo objetivo é o de promover relações paterno-filiais.

Falando sobre a realidade da adoção no Brasil, Motta disse que a procura é sempre por recém-nascidos, brancos e saudáveis, e a maioria das crianças disponíveis para adoção tem mais de três anos, tem irmãos e nem sempre são brancas e saudáveis.

Outro ponto está relacionado a situação jurídica das crianças, que é definida depois de muito tempo, quando elas já não são mais crianças. Esses fatores, afirmou Motta "nos mostra, entre outras coisas, um obstáculo dificil de transpor entre o desejo dos candidatos à adoção e as necessidades das crianças e adolescentes que esperam por uma família". É neste ponto que o trabalho do Gaasp se desenvolve, procurando possibilitar aos adotantes formas de "gestar" o filho em processo de adoção. Segundo ela, o foco principal é "a busca de uma família para a criança, e não uma criança para a família".

Adotando



Maria Antonieta Pisano Motta, psicológa e psicanalista especialista em piscologia clínica e jurídica, coordenadora do Grupo de Apoio à Adoçaõ de São Paulo (Gaasp), apresentou os problemas dos pretendentes à adoção e o papel desempenhado pelo Gaasp, cujo objetivo é o de promover relações paterno-filiais.

Falando sobre a realidade da adoção no Brasil, Motta disse que a procura é sempre por recém-nascidos, brancos e saudáveis, e a maioria das crianças disponíveis para adoção tem mais de três anos, tem irmãos e nem sempre são brancas e saudáveis.

Outro ponto está relacionado a situação jurídica das crianças, que é definida depois de muito tempo, quando elas já não são mais crianças. Esses fatores, afirmou Motta "nos mostra, entre outras coisas, um obstáculo dificil de transpor entre o desejo dos candidatos à adoção e as necessidades das crianças e adolescentes que esperam por uma família". É neste ponto que o trabalho do Gaasp se desenvolve, procurando possibilitar aos adotantes formas de "gestar" o filho em processo de adoção. Segundo ela, o foco principal é "a busca de uma família para a criança, e não uma criança para a família".



A tutela do interesse da criança



A deputada Rita Passos, autora do PL 813/2008, que institui a Semana Estadual da Adoção, defendeu seu projeto mostrando quão fundamental é trazer a público o conhecimento dos procedimentos da adoção. "Com a criação da semana da adoção, disse a deputada, devido a sua relevância, será mais uma oportunidade de virem a público os problemas que enfrentam aqueles que querem adotar uma criança, permitindo reflexão e agilização do debate sobre essa questão.

"A adoção é uma experiência única que requer trabalho, interação e responsabilidade de todos, quer sejam dos órgãos oficiais ou da sociedade civil. É preciso que haja troca de ideias e de experiências para que a adoção seja compreendida pelos Poderes Públicos e pela sociedade. Instituir a Semana Estadual da Adoção será fator de motivação para a sociedade e para o Poder Público na busca de adequação do processo de adoção no Estado", explicou a parlamentar.

Um comentário:

  1. Mas adotar é um ato sério, mas as vezes nem entendemos direito, pois se entendessemos, adotariamos sem escolher cor, sexo e idade.

    Fique com Deus, menina Solange.
    Um abraço.

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